Médicos solicitam asilo para não voltar a Cuba
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de novembro de 2018
Cláudio Humberto 
Brasília, sábado, 16 de novembro de 2018
Cláudio Humberto
"Vamos falar em direitos humanos? Quem diria, não é?"
Jair Bolsonaro entra na brincadeira com jornalistas, ao citar os Direitos Humanos
Médicos solicitam asilo para não voltar a Cuba
A decisão da ditadura cubana de retirar seus médicos do Brasil, até o fim do ano, provocou uma corrida de pedidos de asilo e recebimento integral dos R$11.540 pagos pelo governo brasileiro. A ditadura confisca mais de dois terços do valor, deixando aos médicos apenas com R$3 mil. E ainda os proibiu de trazerem suas famílias, mantidas em Cuba como reféns. O presidente eleito Jair Bolsonaro, por razões humanitárias, está disposto a acolher os cubanos que solicitarem asilo.
Todo cuidado é pouco
O governo não divulga números da corrida por asilo político, a fim de evitar perseguição de espiões cubanos que os vigiam no Brasil.
Ditadura nunca mais
Os médicos em geral estão satisfeitos no Brasil e não querem retornar à vida de privações, sobretudo de liberdade, sob a ditadura.
Aumenta a cada dia
Há um ano, quando não se falava em cancelar o acordo, 180 cubanos pediram asilo e salário integral. Em dezembro, passavam de 300.
Só em duas semanas
O governo confirma a "corrida" dos médicos cubanos, mas somente em duas semanas poderá consolidar os números enviados de todo o País.
MRE vetou contato de diplomatas com Bolsonaro
A escolha de Ernesto Araújo para as Relações Exteriores de Jair Bolsonaro deixou muitos diplomatas felizes, bem ao contrário do que se divulga. Eles também querem mudança e revelam que essa opção foi facilitada pelo secretário-geral do Itamaraty, Marcos Galvão: tentando "vender" o próprio nome para o cargo, não permitiu a aproximação de diplomatas com Bolsonaro, filhos e equipe de transição. Parecia aversão à sua vitória no Itamaraty, onde também ele foi o mais votado.
Tiro no próprio pé
O distanciamento piorou a imagem do Itamaraty junto a Bolsonaro e seu staff, já impressionados com os artigos e ideias de Ernesto Araújo.
Bateu continência
O ambicioso secretário-geral, que já garantiu seu "exílio dourado" em Bruxelas, tentou se cacifar junto ao general Mourão, mas... #EleNão.
A turma dele é outra
Galvão não emplacaria até por suas ligações a críticos de Bolsonaro como Rubens Ricupero, Antonio Palocci, Guido Mantega e José Serra.
O que é isso, companheira?
O Tribunal Superior do Trabalho ainda está impactado com a ministra Delaíde Arantes, da "bancada de esquerda" do TST, que demonizava Bolsonaro, e de ligações ao PCdoB, fazendo esforço de tiete para obter selfie com o presidente eleito, durante sua visita ao tribunal, dia 13.
Meu cargo, minha vida
Em campanha para ficar no cargo, o presidente da Caixa, Nelson de Souza, tenta impressionar Bolsonaro. Diz ter resolvido um "problema de capital" da Caixa, dispensando a "necessidade de aportes".
Bye, bye prejuízos
Chegaram na quarta (14) ao Congresso as duas medidas provisórias (855 e 856) que viabilizam a privatização das distribuidoras de energia da Eletrobras: a Amazonas Energia e a Energética de Alagoas (Ceal).
Trabalho reconhecido
Um dos mais importantes (e desconhecidos) projetos para recuperação de dependentes químicos está em Campo Grande (MS) e foi criado por Lidio Nogueira Lopes, reeleito deputado estadual pela terceira vez.
Concurso para cônjuge
A farra de defensores públicos atuando 'à distância', no exterior, mas recebendo salários não é maior porque os outros servidores afastados são casados com empregados do setor privado e têm o salário cortado.
Saldão da derrota
Encalhou na "lojinha oficial" do PT as camisetas com a logo camaleão de Haddad, em verde e amarelo, além de outras com a inscrição "ele, não". O preço caiu de R$35 para R$20 na promoção pós-derrota.
Câmara fora do ar
Sem ninguém para trabalhar na sexta (16) entre o feriado do dia 15 e o fim de semana, até o site da Câmara dos Deputados saiu do ar. A partir do meio da tarde nenhum conteúdo ficou acessível pelo cidadão.
País do futebol
Ao cobrar pavimentação da rua em São Gonçalo, prometida há mais de quatro anos, os moradores fizeram um protesto com cartaz suplicando ao prefeito para não ficarem "igual ao Flamengo, só no cheirinho".
Pensando bem...
...após escrever Brasil com Z e fazer tantos jogos por lá, até parece que a CBF quer mudar sua sede para a Inglaterra.

PODER SEM PUDOR
O bicho que deu
Jornalista de economia esperava o presidente do Banco Econômico, Ângelo Calmon de Sá, atrasado para a entrevista, em Salvador. Nas publicações do banco sobre a mesa, ele vê o logotipo sem acento circunflexo. A sílaba tônica no "mi" gerava um "Economico". Terminada a entrevista, não resistiu:
- O senhor não acha que não fica bem? Afinal, "mico" não é coisa agradável em bancos.
Calmon de Sá explicou rindo que, por ser banco centenário, seria grafia antiga. E garantiu, com serenidade baiana:
- Não se preocupe. Neste banco nunca vai haver "mico".
Anos depois, ele seria desmentido pela intervenção do Banco Central.
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Com André Brito e Tiago Vasconcelos
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