CLÁUDIO HUMBERTO
Ex-BB e Petrobras, Bendine era homem de Dilma
Tratado por "Dida" pelos amigos mais íntimos, como Dilma Rousseff, Aldemir Bendine assumiu a presidência da Petrobras cheio de moral: a própria ex-presidente o anunciou para o cargo como alguém capaz de "resolver o problema" da estatal dilapidada nos governos do PT. Na ocasião, a operação Lava Jato estava em curso havia 11 meses, e já havia revelado grande parte da extensão do roubo bilionário na estatal.
Bendine e PT, tudo a ver
Ao escolher Bendine, no Alvorada, em reunião que varou a madrugada, Dilma fixou-se em seu nome "palatável ao PT" e ao mercado.
Dilma gosta dele
Bendine não era tão "palatável". Quando alguém queria saber por que foi o escolhido, ministros tinham única resposta: "Dilma gosta dele".
Já foi enrolado
No BB, o sedutor Bendine financiou um Porsche para a amiga íntima Val Marchiori. E levou Daniela Mercury para festa no banco.
Atuação agressiva
Anunciado por Dilma como "salvador" da Petrobras, Bendine acabaria conhecido por sua atuação considerada "agressiva" nos negócios.
Fatos novos foram mais favoráveis ao governo
Enquanto a oposição torce para que a Procuradoria-Geral da República apresente "fatos novos" para convencer deputados a votarem a favor da denúncia contra Michel Temer, o recesso acabou com "fatos novos" apenas favoráveis ao presidente. Além da menor inflação dos últimos 10 anos e juros de um dígito pela primeira desde 2013, a redução do desemprego ajudam na tentativa de Temer de escapar da denúncia.
#partiurecesso
Além dos indicadores da economia favoráveis, Temer contou com a desarticulação da oposição, que "vazou" de Brasília no recesso.
Na caça a deputados
Para entrevistar os oposicionistas de sempre, em defesa da denúncia da PGR, emissoras de TV tiveram de recorrer a imagens pela internet.
480 deputados
O presidente da Câmara soterrou a esperança da oposição de negar quórum à votação de quarta. "Teremos 480", apostou Rodrigo Maia.
Integração necessária
Os cariocas ficaram felizes com o Exército atuando na segurança pública no Rio de Janeiro. Mas especialistas militares advertem que apenas a tropa não resolverá o problema, sem atuação integrada de todos os órgãos nos âmbitos federal, estadual e municipal.
Há quem goste
Aprovação do jeito de governar do presidente Michel Temer dobra de 11% para 22% entre as famílias com renda acima de cinco salários mínimos. E no interior a confiança no presidente sobe de 7% para 11%.
Estocando vento
Dilma fez sua melhor expressão de anta para reclamar da intimação para depor na ação de corrupção contra Gleisi Hoffmann (PT-PR). Ela parecia não saber que foi intimada a pedido da própria Gleisi.
I love ethanol by USA
O ministro Fernando Filho (Minas e Energia) continua alheio ao drama de produtores nordestinos de etanol, diante da concorrência predatória de distribuidores, inclusive americanos, que importam álcool podre dos EUA com imposto zero. O ministro tem certa queda por termelétricas.
Sem dó do erário
Os adversários do ministro Helder Barbalho (Integração), um dos recordistas em viagens com jatinhos da FAB, garantem que teve como destino o Pará, a maior parte dos seus espantosos 90 voos em 2017.
Brasil a ver navios
A empresa Advanced Marine Services terá que ir à Justiça para ficar com as 4 toneladas de ouro brasileiro, avaliadas em R$ 400 milhões, se estiverem no navio nazista afundado perto da Islândia, que a empresa achou. A única certeza é que o ouro não será devolvido ao Brasil.
Chifres pesam
Um morador da cidade de Cáceres (MT) decidiu procurar a delegacia porque "não aguenta mais tomar chifre na cabeça". O Boletim de Ocorrência foi registrado na Delegacia de Polícia do município.
Inteligência artificial
O sistema Watson, da gigante IBM, é aposta de empresas brasileiras, como Bradesco e Sul-América. O sistema usa inteligência artificial para responder questões e fazer análise prévia para tomada de decisões.
Pergunta no tribunal
A denúncia sobre uso de aplicativos que destroem mensagens significa que será obrigatório produzir e acumular provas contra si mesmo?

PODER SEM PUDOR
O pistolão certo
No anos 1980, o talentoso jornalista Mauro Santayana acabara de ser nomeado adido cultural à embaixada do Brasil em Roma, instalada no belo Palácio Doria Pamphilij, principal prédio da Piazza Navona, centro de Roma. Um amigo encontrou Santayana e foi logo gozando:
- Puxa, esse é o emprego que pedi a Deus!...
O jornalista respondeu na bucha:
- Acho que você pediu ao cara errado. Quem me nomeou foi o presidente José Sarney.
Com André Brito e Tiago Vasconcelos
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