Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO



Temer não cederá a lobby para suspender vistos
Seja quem for o substituto de José Serra, que se demitiu por problemas de saúde, o futuro ministro das Relações Exteriores pode ter a certeza: o Brasil não vai suspender a exigência de visto para cidadãos dos Estados Unidos, Japão, México, Canadá e Austrália, a menos que esses países façam o mesmo. O presidente Michel Temer disse a esta coluna que esse tema não está entre as prioridades do seu governo.

Itamaraty é contra
A diplomacia brasileira é absolutamente contrária à suspensão de visto para nacionais de qualquer país que faça essa exigência de brasileiros.

Nem pensar
Lobby do setor de turismo pressionava o governo a suspender vistos de países grande emissores de turistas. Ao menos temporariamente.

Meia dignidade?
O princípio da reciprocidade é a afirmação de dignidade de qualquer país, e não há "dignidade temporária", dizem diplomatas, com ironia.

Sem retaliação
Temer disse também a esta coluna que não haverá novas dificuldades à obtenção de visto por americanos, como eles fizeram aos brasileiros.

Prejuízo da Petrobras na Argentina pode ser maior
Acionistas da Petrobras Argentina suspeitam que Marcelo Mindlin, dono da empresa que comprou ativos da BR, serviu apenas de "mediador temporário" dos ativos da estatal brasileira na Argentina entre a própria Petrobras e uma enrolada na Lava Jato: a Trafigura. A Pampa Energia, de Mindlin, levou a BR Argentina pela ninharia de R$ 897 milhões. Ele também é dono da Edenor, maior distribuidora de lá. O prejuízo na venda dos ativos é calculado em mais de US$ 1 bilhão.

Amigo dos Kirchner
A Pampa ofereceu os ativos da Petrobras Argentina para a Trafigura através do banco Citibank, que também contatou a argentina Edelap.

Jogo cruzado
A Edelap é uma distribuidora de eletricidade de Alejandro Macfarlane, ex-sócio de Marcelo Mindlin em outra empresa de energia, a Edenor.

O executivo
O principal executivo da Trafigura no Brasil é Mariano Ferraz, preso pela Polícia Federal, que pagou R$ 3 milhões de fiança para ser solto.

Oposição fraca
A aprovação de Alexandre de Moraes para o STF revelou a fraqueza da oposição ao governo Temer. Enquanto o último ministro aprovado para o Supremo, Luiz Edson Fachin, foi rejeitado por 33% do Senado, Moraes teve apenas 15% de votos contrários. E quase todos do PT.

Menos mal
De olho nas eleições de 2018, o Paraná Pesquisa avaliou que as menores rejeições de pré-candidatos pertencem ao ex-presidente do STF Joaquim Barbosa (7,3%), Ciro Gomes (9%), além de o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e Roberto Justus, ambos com 9,9%.

Folia dos impostos
O governo vai fazer a festa neste Carnaval com produtos específicos da folia. A caipirinha puxa o bloco da arrecadação: 76,66% do preço é só de impostos. Chope e cerveja fecham o pódio com 62,2% e 55,6%.

Prazo elástico
Com prazo regimental de até 30 dias para empossar Alexandre de Moraes, o Supremo a agendou apenas para 22 de março, data-limite. O prazo é necessário para expedir convites e organizar a cerimônia

Amnésia
O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) tratou logo de se desvincular do lobista Jorge Luz, alvo da 38ª fase da Lava Jato. Afirmou "achar" que foi apresentado a Luz em 1983. E nunca mais teriam se falado.

Com papel
O governo federal gastou em 2016 mais de R$ 1,6 bilhão apenas com editoras e gráficas. Os serviços são variados: papéis, documentos, pastas, livros, cópias etc. Não se fala em modernização e cortes.

Coisa rara
Em carta de despedida da liderança do governo, André Moura (PSC-SE) fez algo atípico: agradeceu à imprensa "pela chance de debater" e pelo "respeito ao contraditório e às peculiaridades da democracia".

Já não é uma Brastemp
A Brastemp já não é uma Brastemp, como revelam indignados clientes, em sites de queixas. Leitora do Rio comprou on-line, em setembro, um forno de embutir entregue com um lado maior que o outro. Não entra no armário. Cinco meses depois, a presepada ainda não foi resolvida.

Pensando bem...
... o ritmo de demissão de ministros está tão alto que já pode impactar a taxa de desemprego.

PODER SEM PUDOR

Senador cabeleira
Ao iniciar a sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que presidia, o senador ACM (PFL-BA) fazia a chamada dos presentes quando alfinetou: "Roseana Wellington..." Wellington Salgado (PMDB-MG) chiou:
- "Roseana Wellington", senador?
- São os seus cabelos longos... – respondeu ACM, irônico, referindo-se à cabeleira longa, tipo anos 60, do suplente de Hélio Costa.

Com André Brito, Jorge Macedo e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

mockup