Cláudio Humberto Atualizado em 20/08/2016, 23:00
Cláudio Humberto
"Não vão conseguir criminalizar o PT, e muito menos o Lula" Ex-presidente Lula, fala à BBC, e agora se refere a ele próprio na terceira pessoa
Na tentativa de melhorar a imagem de Dilma Rousseff, o que resta de sua assessoria bolou um "plano genial": gravar funcionários do Palácio da Alvorada elogiando a presidente ré, musiquinha de fundo, com depoimentos destinados a "emocionar" os brasileiros. Mas deu errado. Cansados dos seus gritos e grosserias, todos se recusaram a gravar os pretendidos elogios. A estratégia era divulgar o vídeo nas redes sociais.
A assessoria de Dilma até solicitou equipe da TV pública, paga pelo contribuinte, para gravar "depoimentos emocionados" em favor dela.
Muito pressionada a gravar depoimento elogiando a presidente ré, uma funcionária da cozinha do Alvorada pediu demissão do serviço público.
Fonte do Alvorada explicou que a assessoria de Dilma "exagerou" na pressão, por isso a funcionária reagiu com o pedido de demissão.
São conhecidas as histórias de grosserias de Dilma contra auxiliares, sejam eles ministros, assessores, cabeleireira, segurança ou copeira.
Investigadores da Lava Jato suspeitam que a presidente ré Dilma Rousseff participou ativamente da operação que garantiu uma "doação" de R$ 17 milhões do Grupo Petrópolis (que produz a cerveja Itaipava) para sua campanha, em 2014. O grupo obteve empréstimo de R$ 830 milhões do Banco do Nordeste (BNB). O caso pode complicar o ex-ministro Edinho Silva e o ex-presidente do BNB Nelson de Sousa.
Nelson de Sousa, ex-BNB, com experiência significativa no setor financeiro, é hoje vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica.
Há indícios de que também as campanhas estaduais de Wellington Dias (PI) e Rui Costa (BA) foram abastecidas pela cervejaria
O Ministério Público Federal vem considerando "propina" qualquer "doação" para campanhas eleitorais, ainda que a lei a permitisse.
Os deputados Marcelo Castro (PI) e Celso Pansera (RJ), ex-ministros de Dilma, fingem-se de mortos, esperando o impeachment passar. Não querem ser expulsos do PMDB, como deve ocorrer a Kátia Abreu (TO).
Investigado por corrupção e réu por tentar obstruir a Lava Jato, o ex-presidente Lula decidiu ofender os juízes do impeachment poucos dias antes do julgamento de Dilma. Ele disse à inglesa BBC que "os 81 senadores resolveram cassar [Dilma] por interesse".
Investigadores trabalham com a suspeita de que o cocho que virou floreira, sumido dos jardins do Palácio Alvorada, pode estar no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), aquele que Lula renega.
Dilma atrasou a coletiva sobre sua "carta", quarta (17), porque esperava o fim do jogo Brasil x Suécia de futebol feminino. Pretendia fazer um link da vitória da seleção com sua expectativa em relação ao impeachment. Começou a coletiva assim: "É, perdemos..."
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, até dia 15 foram registradas 1.380 pesquisas eleitorais no TSE. O Maranhão tem o maior número de levantamentos (181), depois vem o Piauí (176) e São Paulo (174).
Quando o presidente Michel Temer bateu martelo, aumentando de R$
2 milhões para R$ 10 milhões a verba de combate a seca em Alagoas, um ex-ministro do PMDB tentou fazer intriga, dizendo-lhe que o governo de Renan Filho mantém a aliança com o PT e seus cargos.
O primeiro-ministro Antonio Costa confirmou que virá ao Brasil com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, em novembro, para a cúpula da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O procurador-geral do Acre, Oswaldo DAlbuquerque, pediu audiência ao ministro Alexandre de Moraes (Justiça) para advertir que aos poucos o crime organizado está tomando conta do Estado.
...quando o ministro Eliseu Padilha disse que era para "alinhar a agenda econômica", queria dizer que a reunião de Michel Temer e outros líderes foi para alinhar os votos contra Dilma no Senado.
PODER SEM PUDOR

O ex-presidente da Câmara dizia que era o único Severino em Pernambuco a não ser tratado de "Biu", mas de "Zito". Só não contou a história. Em 1980, o então deputado estadual Severino Cavalcanti (Arena) não se conformou com a recusa do pároco de Ribeirão (PE), Vito Miracapillo, de rezar uma missa pelo 7 de Setembro, por considerar que o brasileiro ainda não havia conquistado "a efetiva independência". Como a Lei dos Estrangeiros veda a militância política a não-brasileiros, Severino exigiu a expulsão do padre. Sua cruzada lhe rendeu o apelido "Zito", uma referência ao padre Vito.





