Com voto secreto, até o PT votaria contra Dilma
A adesão ao impeachment é tão forte que até senadores petistas estavam inclinados a votar contra a presidente afastada Dilma Rousseff. Preocupados com a repercussão negativa nas eleições, os petistas só não votarão contra Dilma por causa do chamado voto aberto, que revela o posicionamento de cada parlamentar. A avaliação é que o ônus em defendê-la é muito maior do que o bônus.

Ela é insuportável
Ao contrário do ex-presidente Lula, que jeitoso, Dilma trata aliados rispidamente, o que piora sua situação na votação do impeachment.

Goleada
"Já contabilizamos 63 votos. Se a votação fosse secreta, nem o PT fecharia com Dilma", confirma o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES).

Filme queimado
Nos municípios, os petistas tentam se desvincular de Dilma. Os candidatos não querem a presidente afastada em seus palanques.

Reduzido à metade
O PT está convencido de que sairá menor nas eleições, elegendo, no melhor cenário, metade (cerca de 300) dos atuais prefeitos.

Dilma decide escrever livro sobre seu governo
A presidente afastada Dilma Rousseff, que será julgada pelo Senado no fim do mês, decidiu publicar livro sobre seu governo, do tipo Diários da Presidência, de FHC, na primeira pessoa. Ela não confessaria os crimes que lhe são atribuídos, mas pretendia relembrar fatos e personagens, aproveitando para se vingar sobretudo de políticos do seu círculo mais íntimo, e que hoje defendem seu impeachment.

Apontado para o PMDB
Dilma, no livro, quer esmiuçar suas relações conflituosas com próceres do PMDB como Renan Calheiros, Michel Temer e Eduardo Cunha.

Não precisa de inimigos
Quando souberam do projeto, amigos a convenceram a suspender o livro, para não complicar ainda mais a votação do impeachment.

O autor de fato
Dilma escolheu o assessor Olímpio Cruz Neto como "ghost writter", profissional que escreve para que outra pessoa assuma a autoria.

Investigação tucana
O PSDB consulta empresas citadas na CPI do Carf. Quer informações sobre tentativas de achaques para mudar o relatório que está preparando com as conclusões das investigações. Há vários relatos.

Que rei sou eu?
Nas visitas a Fortaleza, Natal e Recife, na tentativa de dar uma força nas candidaturas do PT, o ex-presidente não conseguiu reunir mais do que 3 mil pessoas somando as três capitais.

Foco
O presidente Michel Temer pediu a aliados foco nas votações do pré-sal, do limite dos gastos públicos e da renegociação das dívidas dos Estados. A prioridade, para ele, é clara: a economia voltar a crescer.

Renan vai à guerra?
Está na mesa de Renan Calheiros pedido da Polícia Legislativa para comprar armamento pesado. Quer comprar até fuzil automático. A alegação é que os seguranças enfrentam "situações difíceis".

Já vai tarde
O presidente da Anatel, João Resende, fez acordo com o ministro Gilberto Kassab (Comunicações) para renunciar em setembro. O mercado comemora. Seu mandato se encerraria em novembro.

PT não sai dele
Alessandro Molon (Rede-RJ), da bancada do holofote, juntou-se aos ex-correligionários para comemorar o adiamento da votação do projeto da renegociação das dívidas dos Estados. O PT nunca saiu dele.

Resposta ao mercado
O Palácio do Planalto conclui o mapeamento dos danos causados pela gestão de Dilma na economia. Os dados serão disponibilizados ao mercado financeiro na reta final do impeachment, em 29 de agosto.

Novo endereço
O ministro Gilberto Kassab já não despacha no 9º andar do Ministério das Comunicações. Preferiu trabalhar em seu antigo gabinete, no extinto Ministério da Ciência e Tecnologia.

Pergunta na Lava Jato
Se o ex-presidente Lula tem tanta certeza de que será preso, como dizem seus amigos, por que ele não se entrega de uma vez?

Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO



PODER SEM PUDOR

Eleitorado difícil
O ex-deputado Fernando Gabeira (RJ) andava descrente no eleitorado. Em visita a Anapu (PA), falou da incerteza daquele ano de 2006, sobretudo do seu público-alvo, digamos assim:
- Está difícil: as prostitutas, que votam em mim, traem por profissão. Os maconheiros nem sempre acordam a tempo de votar e, quando fazem isso, esquecem meu número. E os gays só querem saber de Lindbergh Faria, o "lindinho".

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