Dilma ameaça assessor que não acompanhá-la
Após a longa convivência com assessores, que humilha rotineiramente, a presidente Dilma agora ameaça os que hesitam acompanhá-la ao "governo paralelo". Ela listou 20 nomes para assessorá-la no período do seu afastamento do cargo, a ser definido nesta quarta (11), até ser julgada, em até 180 dias. Mas alguns preferem tentar ficar no governo de Michel Temer, com quem sempre mantiveram relações cordiais.

Ultimato
Aos gritos, na porta do seu gabinete, Dilma avisou que vai exonerar, na quarta (11), quem se recusar a segui-la no "governo paralelo".

Rei morto, rei posto
"Quem for para o Alvorada, sabe que não voltará mais", afirmou à coluna uma assessora de Dilma, que já conta com o impeachment.

Impeachment nela
A relação de Dilma com subordinados é rotineiramente desagradável. Em alguns casos, os assessores até comemoram o impeachment.

Papel grosseiro
O tratamento de Dilma a funcionários, desde os tempos de ministra da Casa Civil, rendeu a ela apelidos como "papel de embrulhar prego".

Reduzir conta de luz é outro estelionato de Dilma
Para se reeleger, a presidente Dilma prometeu reduzir o valor da conta de luz, e acabou se inscrevendo entre os políticos que não cumprem promessas. Além do estelionato eleitoral, ela quase quebrou o setor de energia, que alega ser sua especialidade, e nos estertores do governo embutiu jabuti em medida provisória para empurrar para a conta de luz o custo da ineficiência das distribuidoras da Eletrobrás na região Norte.

Promessa vã
A solene promessa de reduzir o valor da conta de luz foi feita por Dilma em rede de rádio e TV, no dia 23 de janeiro de 2013.

A mentira
Dilma mentiu em rede nacional: "A partir de agora, a conta de luz das famílias brasileiras vai ficar 18% mais barata". Era só uma promessa.

Na conta do povo
O "jabuti" do governo pretende repassar à conta de luz e ao Tesouro, nos próximos anos, a responsabilidade por uma dívida de R$ 9 bilhões.

Assim não dá
Apoiantes do impeachment estão preocupados com a cara do eventual governo Michel Temer, muito parecido e tão inchado quanto o governo Dilma. O atual vice corre o risco de seguir o roteiro para o desastre.

Pega mal, Temer
Torcedores de Michel Temer acham que figuras como Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima, só para citar estes dois, como outros vistos com desconfiança, ajudariam mais ficando de fora do eventual governo.

Minha boquinha, minha vida
Governadores do PT estão em pânico, com a pressão de cerca de 20 mil petistas que ocupam boquinhas no governo Dilma em Brasília. Prestes a serem demitidos, exigem cargos. Ou melhor, boquinhas.

Conselho que funcione
Michel Temer prepara uma reformulação no chamado "Conselhão". Em vez de 92 integrantes, seriam apenas 18 discutindo e propondo iniciativas com vistas ao desenvolvimento econômico do País.

Pela bola sete
Criada sob inspiração governamental na era Lula pelo banqueiro André Esteves, e investigada na Lava Jato, a Sete Brasil tenta a recuperação judicial. O governo é o principal credor, com 2/3 da dívida total.

Aerotemer
Afastada, Dilma pretende viajar o mundo posando de vítima de "golpe". A turma dela ainda não sabe quem vai pagar as viagens, e o avião presidencial deverá ficar à disposição de Michel Temer.

Os russos
Petistas que defendem novas eleições, mais preocupados com os holofotes, fingem não se lembrar de que, para a PEC vingar, Michel Temer precisa querer abrir mão do cargo. E ele não quer.

Momentos cruciais
O deputado José Priante (PMDB-PA) diz que o eventual governo Michel Temer terá dois momentos cruciais: no afastamento de Dilma e no julgamento do mérito. Ele prevê "muita pressão".

Pergunta no manicômio
Quando Dilma diz que vai relatar "vícios" do impeachment no Supremo, ela vai admitir que está viciada na repetição da lorota de "golpe"?

PODER SEM PUDOR

Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO



Corinthians em primeiro lugar
O deputado Maluly Netto, corintiano doente, ajudava o filho na campanha para a Prefeitura de Mirandópolis (SP), em 1992. Um eleitor o abordou:
- O senhor é conselheiro do Corinthians? Eu queria fazer um teste no time.
Maluly viu que o rapaz era baixinho, talvez um 1m60 de altura:
- Você é ponta-esquerda? – perguntou.
- Não, sou goleiro.
- No meu time, não, meu camarada – despachou Maluly, dando as costas ao eleitor e a seu voto.

Com Gabriel Garcia, Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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