CLÁUDIO HUMBERTO
PGR não quis pedir prisão de Mercadante ao STF
A Procuradoria Geral da República (PGR) adotou em relação a Aloizio Mercadante (Educação) uma atitude muito diferente da que empregou com Delcídio do Amaral (PT-SP), quando solicitou e obteve sua prisão ao Supremo Tribunal Federal. Como no caso que levou Delcídio à cadeia em flagrante, conversa gravada mostra Mercadante oferecendo vantagens em troca do silêncio do senador petista, comportamento interpretado por juristas como clara tentativa de obstrução da Justiça.
Perdeu objeto
A PGR diz que a prisão de Mercadante perdeu objeto porque a delação foi homologada. Como se não tivesse ocorrido a tentativa de obstrução.
Ministro é mais igual
Mercadante tentou silenciar Delcídio, para não denunciar criminosos, assim como o senador foi preso por tentar silenciar Nestor Cerveró.
Sujeito a prisão
Fontes do STF garantem: Mercadante goza de foro privilegiado, mas, como não tem mandato parlamentar, pode ser preso sem problemas.
Pau conveniente
O tratamento diferenciado ao ministro da Educação mostra que o pau que bate em Chico, não bate em Aloízio Mercadante.
PF ajuda CPI a abrir a caixa-preta do HSBC
O comando da CPI do HSBC vai à Polícia Federal no início da tarde desta quarta-feira para acertar a abertura da "caixa-preta" dos arquivos codificados do banco HSBC, enviados pelo Ministério Público à comissão do Senado que investiga as contas secretas de 8.667 brasileiros na agência do banco inglês em Genebra, na Suíça. São dois terabytes de dados, uma montanha de informação que a CPI ainda não decifrou: só para baixar os dados dos discos, a CPI levou 60 horas.
Mar de dados
O diretor-geral da PF, Leandro Daiello, vai receber os membros da CPI e deve mesmo ajudar tecnicamente na abertura da "caixa-preta".
Trupe
Vão à PF o presidente da CPI, Paulo Rocha (PT-PA), o vice Randolfe Rodrigues (REDE-AP), e o relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES).
Apoio técnico
O comando da CPI estará acompanhado de três técnicos do Prodasen, a Secretaria de Tecnologia da Informação do Senado.
Coincidências demais
Lula chegou ontem a Brasília no jatinho prefixo PT-LFT. Chama-se LFT Marketing Esportivo a uma das empresas do filho de Lula investigado na Operação Zelotes. Chegou junto a outro avião, prefixo PR-WTR, exatamente o jato usado pela Odebrecht para levar Lula mundo afora.
A volta de Rose
Agora tão investigado por corrupção quanto sua amiga íntima Rosemary Nóvoa de Noronha, a "Rose", Lula bem que poderia convidá-la a assumir de novo a chefia do seu gabinete, desta vez em Brasília.
Nome é destino
Flagrado na delação de Delcídio do Amaral, o ministro Aloizio Mercadante (Educação) cumpriu o script de mercador, oferecendo suborno para calar o ex-líder do governo na Lava Jato.
Ministro inimputável, não
Abaixo-assinado que pede que o ex-presidente Lula, investigado na Lava Jato, não seja indicado ministro da Secretaria de Governo de Dilma, ganhou mais de 25 mil assinaturas em poucas horas, ontem.
Ministro Lula, não
O movimento de "Greve Geral Já!" ganhou força nas redes sociais entre funcionários públicos de dezenas de categorias do funcionalismo federal: tudo para tentar impedir a nomeação de Lula como ministro.
Piada pronta
Houve petistas propondo Lula como ministro das Relações Exteriores. O Palácio do Planalto alegou que seria motivo de piada em todo o mundo, o Brasil ser representado por um investigado por corrupção.
Fabinho no PMDB
"Fabinho Liderança", vulgo deputado Fábio Ramalho (MG), decidiu filiar-se ao PMDB. Ele se acertou pessoalmente com Michel Temer, que, assim, favorece a criação de mais uma ala para o PMDB mineiro.
Aqui, não
A desmoralizada Petrobras teve negado o seu pedido para entrar no Sistema Brasileiro de Inteligência. Foi barrada pelos arapongas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que coordena o sistema.
Pensando bem
ainda não se sabe em nome de quem está a casa, mas uma coisa é certa: a casa caiu.
PODER SEM PUDOR

O salário do governador
José Aparecido de Oliveira governava o Distrito Federal, em 1985, e não conseguia trabalhar com o barulho de grevistas, diante do Palácio do Buriti.
- Vou lá! decidiu, irritado.
Atravessou a rua sozinho e encarou os manifestantes.
- Quanto você ganha? provocou um deles, às suas costas.
Ele se voltou, num gesto rápido, e disparou, dedo em riste:
- O que você nunca vai ganhar, porque não gosta de trabalhar!
Os manifestantes caíram na gargalhada. Aparecido ganhou o respeito deles, obtendo o fim da greve e, sobretudo, daquele barulho infernal.
Com Gabriel Garcia, Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
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