"A cada contrato, um pagamento."Dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa sobre a logística do esquema do Petrolão



Faltam só 22 deputados para iniciar impeachment
Os líderes de oposição ouviram todos os deputados federais, por meio de questionário preenchido sob garantia de anonimato, e constatou o crescimento do apoio ao impeachment de Dilma. Há poucas semanas eram 255 os deputados que apoiavam, agora são 286. Faltam apenas 22 dos 308 votos necessários para abrir o processo. A pesquisa tem anuência, não a participação, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Começou a partida
O impeachment teve início com questão de ordem apresentada por Mendonça Filho (DEM-PE), pedindo esclarecimento do procedimento.

Embasamento jurídico
Na quinta-feira, os oposicionistas recebem na Câmara os juristas Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo, para consolidar o pedido de impeachment.

Estratégia
A oposição aguarda nova rodada de pesquisa de popularidade de Dilma para levar a proposta às ruas e abrir o processo.

Batata quente
A situação de Dilma piorou com o "pacote" pífio. O tucano Bruno Araújo (PSDB-PE) observa: "Ela levou a crise para o Palácio do Planalto".

Dilma queria reduzir jornada e salários na Justiça
Quando ainda considerava cortar metade dos terceirizados e fixar meta de redução de 30% dos servidores efetivos, a presidente Dilma fez chegar ao ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, como se fora um auxiliar, a "recomendação" de criar jornada de seis horas no Judiciário, com redução de adicionais e gratificações e apoio à extinção do direito adquirido no serviço público.

Ok, vou pensar
Fontes do Planalto afirmam que Lewandowski não recebeu bem as "sugestões" de Dilma, mas elegantemente prometeu estudá-las.

Universidades incluídas
O governo estuda uma medida explosiva: implantar nas universidades federais a jornada de seis horas, com redução de gratificações.

Fim da exclusividade
Medida avaliada no governo cancela a "dedicação exclusiva" nas universidades, cortando as respectivas gratificações dos professores.

Porto irregular
O deputado Betinho Gomes (PSDB-PE) pediu a convocação do ministro Aloizio Mercadante para depor na CPI do BNDES sobre a suspeita regularização do porto irregular da Odebrecht em Santos.

Embraport investigado
A força-tarefa da Lava Jato investiga o caso do terminal de contêiner Embraport, construído irregularmente pela Odebrecht em Santos, e regularizado por decreto pela amiga do peito Dilma Rousseff, um mês depois de inaugurado. A iniciativa foi da Polícia Federal.

Trabalho em casa
Dilma está fascinada com a "jornada remota" de servidores, em casa, condicionando gratificações e adicionais ao desempenho. Com isso, as repartições seriam esvaziadas e devolvidos os prédios alugados.

Tamos aí
Ontem, Eduardo Cunha fez questão de manter-se fisicamente próximo ao lançamento do Movimento Parlamentar Pró-Impeachment. Tecnicamente, ele não compareceu ao ato, mas esteve por perto.

Articulação desastrada
Com o "articulador político" trapalhão Aloizio Mercadante ao lado, Dilma nem precisa de oposição. Ele convidou três ex-senadores do Amapá para a comitiva presidencial à inauguração do aeroporto de Macapá, na última sexta-feira. Esqueceu de convidar os atuais. Talvez, nem os conheça.

Anote aí, mané
O líder do PSB no Senado, João Capiberibe (AP), enviou um irônico ofício a Dilma sugerindo que ela mande o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) atualizar sua lista de senadores do Amapá.

Prefeito Tuma
Partidos como PTC tentam convencer o ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Jr. a topar a candidatura a prefeito de São Paulo. Antipetista e filho do saudoso senador, Tuma Jr. pensa no assunto.

Continua influente
O ex-secretário da Casa Civil do governo do DF Hélio Doyle foi ouvido nas decisões de corte de Rodrigo Rollemberg. O governador continua dependente da experiência do ex-secretário. E provoca mais ciumeira.

Desmentido categórico
Não é verdade que Dilma foi vista, disfarçada, entre refugiados que tentavam asilo na Europa.

PODER SEM PUDOR
Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO
Torcedor sofredorA linha dura não gostava de votos, nem de políticos, mas teve sempre uma bancada fiel, no Congresso. O deputado Jorge Arbage (PA) era um entusiasta do jeito tanque de guerra de ser do ex-ministro do Exército Sylvio Frota, por isso ficou abatido quando Ernesto Geisel demitiu o general, em 1977, após o assassinato de opositores no Doi-Codi. Arbage ainda estava abatido quando cruzou com o então deputado paranaense Álvaro Dias. A uma provocação, desabafou: - Isto é como futebol. Perder um jogo não significa perder o campeonato. Arbage sofreu o pior que pode acontecer a um torcedor: viu o seu time perder o jogo e também o campeonato. ___ Com Gabriel Garcia, Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos www.diariodopoder.com.br
mockup