"Fundamental para a governabilidade"
Edinho Silva (Comunicação Social) sobre o vice Michel Temer, tentando pôr panos quentes na crise

Tucanos costuram acordo com Temer para 2018
Inebriados com declarações de Michel Temer, parlamentares tucanos resolveram concentrar esforços no impeachment de Dilma na Câmara. A ideia é retirar o processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pede a cassação da chapa Dilma/Temer eleita em 2014. Com apoio do PMDB, a oposição pedirá o impeachment de Dilma. Assim, Temer assumiria, mas com compromisso de abrir mão da reeleição em 2018.

Mínimos detalhes
Pela estratégia, tucanos desistirão até de desagravo ao ministro Gilmar Mendes, que pediu para investigar a gráfica VTPB na campanha do PT.

Aposta na Câmara
A oposição aposta na bancada peemedebista da Câmara, cuja maioria apoia o rompimento com o governo e tem Cunha como maior aliado.

Difícil resistir
Temer disse a empresários esta semana que "é difícil" Dilma resistir até o fim do mandato com popularidade baixa, hoje em 7%.

Cabeça quente
Quem anda esperneando com a proposta é o senador Aécio Neves. Ele acredita que o movimento só beneficia o PSDB de São Paulo.

Dilma ainda não recebeu Tombini durante a crise
Apesar de o País enfrentar uma das maiores crises econômicas da história, com inflação se aproximando de 10%, a presidente Dilma não teve sequer um encontro oficial com Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, em 2015. Outro nome que não é citado na agenda de Dilma em 2015 é o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), que teve ao menos um encontro com a chefe, no mínimo estranho, em Portugal.

Renegados
Assuntos Estratégicos, Trabalho, Turismo e Segurança Institucional já podem deixar de ser ministérios: Dilma só viu os ministros na posse.

O mínimo
Dez ministérios, incluindo Esportes, CGU, Cultura, Igualdade Racial, Meio Ambiente e Mulheres tiveram despacho único com a presidente.

Justiça sim, BC não
A Presidência explicou que Cardozo participa normalmente de reuniões da coordenação política, mas não explicou a ausência de Tombini.

Sobrenome da crise
Aloizio Mercadante (Casa Civil), apontado pelo próprio ex-presidente Lula como um dos motivos da crise política do governo, é o ministro mais assíduo na agenda da presidente Dilma: 30 reuniões só este ano.

Mantendo distância
Michel Temer não consegue dizer "não" enfático, por isso aceitou comparecer à reunião no dia seguinte a sua saída da articulação. Nada mudou: ele tentava "costurar" acordo e Aloizio Mercadante o sabotava. Semana passada ele preferiu manter distância dessa rotina.

Eleitor enganado
"O aumento do gás afeta, e em cheio, o eleitorado do PT, que recebe Bolsa Família", diz o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP). Segundo ele, é mais um motivo para despencar a popularidade de Dilma.

Só que não
Aliados de Aloizio Mercadante (Casa Civil) dizem por aí que o ministro deve ser o nome do PT na disputa presidencial de 2018. Só vão ter que combinar com Lula, a maioria do PT e a inabilidade política de Aloizio.

Tudo dominado
Líderes de oposição e até governistas concordam que Eduardo Cunha tem "valorizado o Legislativo". Em jantar no Piantella, combinaram que o alvo de críticas deve ser o governo e não o presidente da Câmara.

Falta sintonia
A turma de Marina Silva que busca apoio do empresariado não gostou do que vem ouvindo. Os endinheirados querem a cabeça de Dilma e uma solução econômica. E Marina já disse que é contra impeachment.

Tempero do Mundo
A chef Valéria Vieira lança "Tempero do Mundo" em Brasília, dia 18, no bistrô Piantas. O livro "é sobre gastronomia, arte, cultura, negócios turismo e "algo mais", onde seguramente se inclui o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, "Kakay", maridão e companheiro de viagem.

IPVA do luxo
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) imagina uma reforma tributária baseada em nove pontos, como a cobrança anual de IPVA para helicópteros, jatinhos, iates e lanchas.

Pensando bem...
... a situação anda tão grave que até o governo Dilma considera liquidar os bens e se mudar para Miami.

PODER SEM PUDOR

Imagem ilustrativa da imagem CLAUDIO HUMBERTO



Cair no governo dói
Competente assessor de imprensa do presidente Itamar Franco, Francisco Baker convocara os jornalistas para uma coletiva sobre a demissão do ministro da Fazenda, Gustavo Krause. Compareceram o ministro interino, Paulo Haddad, além do gaúcho Pedro Simon e o pernambucano Roberto Freire. A entrevista demorou tanto que Simon acabou cochilando. Despertado no final, Simon se levantou ainda meio grogue e caiu no espaço entre o pequeno palco e a parede, na sala de entrevistas do Planalto. Roberto Freire mostrou sua presença de espírito:
- Assim não dá: já é a segunda queda do dia no governo!

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