Cláudio Humberto Atualizado em 22/08/2015, 23:00
Cláudio Humberto
"Seis a no máximo doze meses" Dilma, em entrevista a um jornal alemão, "chutando" a duração da crise no Brasil
O partido Solidariedade é alvo da Polícia Federal e do Ministério Público de mais de 300 inquéritos por fraude, para atingir o número mínimo de assinaturas do requerimento de registro na Justiça eleitoral. Até o governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), servidor do Senado, e sua mãe, d. Carminha, estão entre os mais de 3.600 filiados ao Sindilegis, sindicato de funcionários do Legislativo, cujos nomes foram usados para compor a lista de "apoiadores" do Solidariedade.
Rodrigo Janot e Eugênio Aragão, vice-procurador eleitoral, endossaram suspeitas de fraude contra o Solidariedade, e pediram a investigação.
O Solidariedade é de Paulinho da Força, que liderou ato de desagravo a Eduardo Cunha. Ele foi investigado por desviar dinheiro do BNDES.
O tesoureiro do Solidariedade é Luciano Araújo, citado na Lava Jato por ser portador de dinheiro sujo para o sobrinho, Tiago Cedraz.
Até a sogra de Paulinho da Força, dono do Solidariedade, foi indiciada pela PF sob a suspeita de falsificar assinaturas para a criação da sigla.
O Supremo Tribunal Federal, que já condenou às masmorras o cigarro comum, decide agora se é crime manter um bocado de maconha para "consumo próprio". O primeiro voto, favorável à droga, pode indicar a tendência de descriminalizar, garantindo judicialmente clientela para o traficante. E fica combinado: neste País da piada pronta, será permitido se drogar, mas segue proibido vender droga. E fumar cigarro comum.
No debate sobre descriminalização, ignora-se convenientemente a palavra da ciência: maconha é mais prejudicial à saúde que o cigarro.
Para os "politicamente corretos", essencial não é o mal à saúde, mas o "direito" do viciado negado com cara de nojo ao fumante de cigarro.
Alguns dos defensores apaixonados da descriminalização querem só comprar seu suprimento de drogas sem se preocupar com a polícia.
Delcídio Amaral (PT-MS) reclama dos trabalhos da Comissão de Assuntos Econômicos às terças e quartas. Pretende dividir em outros dias da semana, para não coincidir com as atividades de outras comissões. Mas os senadores não trabalham nem nos dias regulares.
O vice Michel Temer confidenciou a aliados sua vontade de abandonar a articulação política do governo, mas lembra que ainda falta a votação do projeto de repatriação de recursos para concluir o pacote fiscal.
Eliseu Padilha (Aviação Civil) conta com a simpatia de Dilma: ele é o responsável pelos mapeamentos dos votos (e traição) dos aliados no Congresso. E agora pleiteia ocupar a pasta das Relações Institucionais.
Entre os defensores de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está Alberto Fraga (DEM-DF). Ele justifica: "na mesma tábua de acusação, tem uma que o ex-presidente Lula recebeu R$ 27 milhões em 5 anos". Fraga diz que vai defender o presidente da Câmara enquanto ele não for condenado.
Até 31 de julho, os deputados peemedebistas foram os que mais gastaram com alimentação: R$ 1,066 milhão. O partido é seguido pelo PT, com R$ 829,70 mil, e o PR, com R$ 563,28 mil.
A bancada do PDT na Câmara já chegou a um nome para substituir o ministro Manoel Dias (Trabalho), trata-se do deputado federal Wéverton Rocha (MA). Rocha foi escolhido pelos deputados no início do mês.
A substituição de Manoel Dias no Trabalho foi consentida por Dilma para segurar o PDT na base aliada. A expectativa é que Rocha assuma o ministério até 2016. O PDT deve ganhar as secretarias da pasta.
O Itamaraty desmente que deu R$ 25 milhões para a construção da embaixada palestina no Brasil; o governo doou "só" o terreno. A doação à Autoridade Palestina foi realizada em 2010, pelo então presidente Lula: R$ 25 milhões para auxiliar na "reconstrução" de Gaza.
Se defender o impeachment de Dilma é golpe, defender a permanência dela no cargo é contragolpe?
PODER SEM PUDOR

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Com Luiz Recena, Gabriel Garcia, Rodrigo Vilela e Tiago de Vasconcelos
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