Cláudio Humberto Atualizado em 25/01/2015, 00:01
Cláudio Humberto
"Dilma fez benesses com chapéu alheio"
Deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) lembrando que o "ajuste" é para pagar a conta
É pura lorota a história repetida à exaustão por Dilma, em sua campanha, de que a Polícia Federal é "mais ativa" em seu governo e que por isso "a corrupção não aumentou, o que aumentou foi o combate à corrupção". Além de delegados e agentes se queixarem de desestímulo, do contingente insuficiente e da redução do orçamento, o número de prisões, no primeiro governo Dilma, caiu em quase 40%.
Diminuíram as prisões no governo Dilma, mas o número de operações policiais (1.284) foi maior que no governo Lula (911).
A PF não revela seu contingente porque a informação é "classificada como reservada". O Ministério do Planejamento informa: são 14.521.
Durante o governo Lula foram presas 11.327 pessoas em operações da Polícia Federal. No governo Dilma, esse número caiu para 9.606.
Durante 2014, Copa do Mundo e eleições afastaram muitos delegados e agentes da sua rotina, represando inúmeras operações policiais.
Cada excelência da Câmara dos Deputados vai custar ao contribuinte R$ 1,95 milhão este ano, contabilizados salário, verba de gabinete, auxílio moradia e o indecoroso "cotão parlamentar", que já foi usado até para bancar canais de TV adultos. O valor é a média auferida pelos 513 deputados. Aqueles com cotão mais polpudo chegam aos R$ 2 milhões ao ano. Só em salário, até dezembro, cada um vai levar R$ 471,8 mil.
Cada noite de sono dos parlamentares custa ao contribuinte R$ 930 mil. Suficiente para comprar 3.795 cestas básicas no Nordeste.
Áreas administrativas, legislativas e os gabinetes ganharam quase R$ 1,2 milhão em mobília novinha. O "mimo" é para lideranças partidárias.
Ainda em 2015 a Câmara deve ampliar seu Anexo IV, ao custo de R$ 95 milhões, e repaginar apartamentos funcionais, por R$ 22,5 milhões.
Joaquim Levy (Fazenda) sentiu a mão pesada de Dilma no pé da orelha, quando ela soube da declaração dele em Davos prevendo outro pibinho vagabundo em 2015. E o mandou desdizer. E ele, que está adorando ser ministro, obedeceu, dizendo ter sido "mal interpretado".
Ex-colegas de Joaquim Levy no mercado financeiro falam muito bem dele, realçam sua qualificação e até a austeridade pessoal, mas têm notado um certo deslumbramento com o cargo de ministro da Fazenda.
Dilma custou R$ 347,4 mil aos contribuintes, em 2014, somente em salários. Com o aumento dos ministros do Supremo Tribunal Federal, o "custo Dilma" para 2015 deve ultrapassar os R$ 401 mil.
Quando ouviram o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) falando em "limite prudencial de 10%", funcionários do próprio ministério espalharam piadas sobre o ex-vendedor de carros nas redes sociais.
Há 25 anos no Supremo Tribunal Federal, o admirado decano Celso de Mello é o único ministro em atividade nos tribunais superiores nomeado por José Sarney. Aposenta-se em 1º de novembro ao celebrar 70 anos.
Completa 31 anos hoje o comício pelas Diretas Já! que reuniu mais de 300 mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo. Exigia voto direto para presidente, após 20 anos de ditadura militar.
É tamanho o descontrole nos gastos dos deputados federais que o ex-deputado André Vargas (ex-PT-PR) torrou R$ 4,8 mil só nos dez dias de mandato parlamentar que teve em dezembro, até ser cassado. E ainda alugou um carro, por nossa conta, pela bagatela de R$ 4,5 mil.
O "limbo" do Orçamento 2015, cujo texto final ainda não foi aprovado pelo Congresso, força o governo a gastar, por mês, apenas 1/12 das receitas previstas, e apenas em casos emergenciais e salários.
Após parar de se fingir de morto, Lula vai novamente negar o roubo na Petrobras, como negou o mensalão, ou dirá "eu não sabia..."?
O código de Nabuco
Feito embaixador em Bruxelas, nos anos 60, o ex-deputado Cirilo Júnior achava que o esperavam apenas os prazeres da vida, mas logo percebeu que havia deveres, quase sempre chatíssimos. Um assistente contou que um antigo embaixador, Maurício Nabuco, batia três vezes sobre a perna quando queria encerrar uma audiência maçante. Ao receber diretores da Vasp, Cirilo imitou Nabuco, mas os interlocutores nem percebiam o "código". Impaciente, ele foi aumentando a força das pancadas até que se viu esmurrando a própria perna e gritando "Nabuco! Nabuco!" Os visitantes foram embora, assustados, e o embaixador comemorou com o assistente:
- Esse Nabuco é formidável!
Com Ana Paula Leitão, Teresa Barros e Tiago Vasconcelos
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