Claudio Humberto
"Dilma sofre de bipolaridade."
Deputado Ronaldo Caiado(DEM-GO), identificando um dos problemas da presidente
Dilma loteia o governo para preservar mandato
Dilma Rousseff cedeu à pressão por cargos dos partidos aliados, sobretudo PMDB, porque ela também teme, como a cúpula do PT, que os desdobramentos do escândalo do Petrolão, maior roubo de dinheiro público da História, deve provocar crise institucional de gravidade sem precedentes, colocando em risco seu mandato. Com isso, ela tenta agradar os parlamentares que podem votar seu eventual impeachment.
Ela se rendeu
A definição de ministros, ontem, mostrou que Dilma diminuiu os espaços do PT e entregou ao PMDB seis ministérios que "furam poço".
Como pinto no lixo
Ao PMDB, Dilma entregou três ministérios (Agricultura, Minas e Energia e Turismo) e três secretarias (Aviação Civil, Pesca e Portos).
Até ele
Dilma teve de engolir a indicação de Eliseu Padilha (RS), ex-ministro de FHC cujos adversários do PT gostam de chamar de "Eliseu Quadrilha".
Mais 37 votos
Tão enrolado no petróleo quanto o PMDB, o PP que elegeu 37 deputados emplacou Gilberto Occhi no Ministério da Integração.
Dilma ainda considera nomear Henrique Alves
Citado na lista de 28 políticos supostamente enrolados no Petrolão, escândalo de corrupção da Petrobras, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (RN) ainda não foi inteiramente descartado pela presidente Dilma, ainda que o pretendesse. Foi isso o que ela prometeu ao vice-presidente Michel Temer, durante a reunião que definiu, ontem, os nomes do PMDB no futuro ministério.
Crédito
Michel pediu a Dilma "crédito de confiança", levando em conta os 44 anos de vida pública de Henrique Alves e sua fidelidade ao governo.
Purgatório
Dilma disse a Michel que nomeará Henrique em fevereiro, com o fim de sua presidência na Câmara, caso até lá não seja acusado na Lava Jato.
Mercadante derrotado
O palmeirense Aldo Rebelo adorava ser ministro do Esporte, mas ficou ainda mais feliz com Ciência e Tecnologia. Sua escolha é uma derrota para o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), que não gosta dele e até agora agia como se continuasse no antigo ministério. Acabou.
Salvador da pátria
Indicado ministro dos Esportes, George Hilton (MG), líder do PRB, acha que um dos principais desafios em 2015 será articular a modernização dos clubes de futebol, em troca da renegociação de suas dívidas.
Torre de Babel
Foi constrangedora (ou "hilária", nas palavras de um político governista) a confraternização de Dilma com aliados: ministros na marca do pênalti, políticos em ascensão e muitos dos enrolados no petrolão.
Sumiu a papelada
A ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) precisou adiar a merecida aposentadoria: o setor de recursos humanos sumiu com a pasta que continha todos os documentos do histórico funcional da ministra.
Pergunta incômoda
Quando a Comissão da Verdade condena ex-presidentes da República por atos dos cafundós da imensa máquina pública, então nas aspas do almirante Mario Cesar Flores, ex-ministro da Marinha "há sentido em isentar a diretoria da Petrobras" pela roubalheira do petrolão?
Sutileza russa
O russo Vladimir Putin, em geral tosco, foi brilhante ao parabenizar Obama por reatar com Cuba, afirmando esperar que os americanos finalmente entendam a inutilidade dos embargos e bloqueios.
Outros tempos
Líderes da oposição acham que com 223 novos deputados assumindo seus mandatos, Júlio Delgado (PSB-MG) não repetirá os 165 votos obtidos na disputa pela presidência da Câmara, em 2013.
Decisão de colegiado
Relator no Conselho de Ética da cassação de Luiz Argôlo, Marcos Rogério (PMDB), defende que os processos em andamento não sejam arquivados com o fim da legislatura. É grande a frustração.
Pensando bem...
...pelo nível dos ministros escolhidos até agora, Dilma não terá um governo, mas um despacho de macumba. Toc, toc.
Boas festas
Esta coluna agradece e retribui as inúmeras mensagens de Boas Festas que recebeu.
PODER SEM PUDOR

Microfone aberto
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) criticava certa vez Renan Calheiros, em discurso no Senado, quando seu microfone ficou mudo e ele parecia não perceber. Tião Viana (PT-AC), que presidia a sessão, avisou:
- O problema está no microfone.
- ...ou no assunto murmurou o líder do governo, Romeo Jucá (PMDB-RR), mui amigo de Renan, sem perceber que seu próprio microfone estava aberto.
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Com Ana Paula Leitão, Teresa Barros e Tiago Vasconcelos
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