"Fui indicado a contragosto."
Deputado Eurico Junior (PV-RJ) designado para fazer a defesa de André Vargas

Dilma espera ‘lista negra’ para definir ministros
É a pior possível a expectativa de Dilma Rousseff em relação aos desdobramentos da Operação Lava Jato. Ela mandou avisar aos líderes governistas que só definirá os novos ministros após conhecer a "lista negra" de políticos enrolados na roubalheira na Petrobras. Até porque presume que quase todos integram sua base aliada. Nesta quinta, o Ministério Público Federal deve formalizar a denúncia.

Cautela
Dilma vai esperar o listão dos políticos corruptos "para evitar constrangimentos e desgaste", observou importante senador carioca.

Força-tarefa
O procurador-geral Rodrigo Janot estará em Curitiba, nesta quinta, para dar seu apoio à denúncia a ser formalizada pelos procuradores.

Apoio do chefe
Janot tenta convencer os procuradores da Lava Jato a concederem entrevista coletiva, hoje. Promete acompanhá-la sem abrir a boca.

Fui!
Exausto, Janot fará em Curitiba sua última aparição pública do ano. Depois, segue com a família para BH, onde ficará até o réveillon.

Águas passadas
Com medo do próprio rio com piranha, petistas lançaram ao mar o deputado André Vargas (ex-PT-PR), cassado ontem. Como em sua Londrina não tem mar, Vargas poderia abrir a torneira de denúncias.

Já vai tarde
Após a sessão de cassação, quem ligou para 61 3215-5913, ontem, inclusive para dizer desaforos, ouviu a secretária atender: "Gabinete do deputado André Vargas, boa tarde". Ex-deputado, faltou dizer.

Fim da promoção comercial revolta diplomatas
O projeto de extinção do Departamento de Promoção Comercial (DPR) exaspera o Itamaraty. "É um grave erro", adverte Paulo Tarso Flecha de Lima, um dos mais admirados diplomatas do nosso tempo. O governo quer transferir o papel do DPR para outro ministério e nomear afilhados como "adidos comerciais" mundo afora. O embaixador Carlos Átila, acha um retrocesso. E que que esses adidos foram extintos por Jânio Quadros em 1961, "em uma de suas poucas medidas sensatas".

Só pensam naquilo
O embaixador Michael Neele lastima: "Eles não querem nada com a promoção comercial, pensam em um salário polpudo no exterior".

Interesse nacional
Flecha de Lima lembra que promoção comercial sempre foi feita por diplomatas "muito bem preparados defendendo o interesse nacional".

Não às ‘boquinhas’
Carlos Átila desabafa: "Se querem premiar colaboradores, que o façam de outra forma, mas não às custas do desenvolvimento do País".

No colo do BTG e Itaú...
A recuperação judicial da empresa de energia Eneva, ex-MPX de Eike Batista, deixou uma dívida de R$ 2,3 bilhões. A maior parte do tombo caiu no colo de três bancos: Itaú e BTG Pactual, com R$ 800 milhões cada um, e Santander, com R$ 400 milhões.

...e um rolo bilionário
O tombo da Eneva, cujas ações desabaram mais de 40% ontem, é um sinal do que vem aí, como a crise da economia que não cresce, o ajuste fiscal do futuro ministro Joaquim Levy e o rastro de destruição da Lava Jato e empreiteiras enroladas. Tudo somado, vários bilhões.

Frente de Esquerda
A cúpula do PSB, SD, PV e PPS bateu martelo, criando a "Frente de Esquerda" que atuará na Câmara e nas eleições de 2016. A frente integrará 67 deputados e será anunciada na próxima terça.

Cenário de papelão
Dois operários, um guindaste e dois barracões resumem a "obra" da nova sede da UNE no Rio, prometida para 2015 ao custo de R$ 50 milhões dos contribuintes. A construtora, Wtorre, que fez a nova sede da Petrobras, atuou em fundos de pensão e vendeu um prédio à Previ.

Chame o ladrão
Quem desembarca no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, leva um susto comum em assaltados, caso precise pegar um táxi para o Leblon. O preço cobrado da corrida é 82 reais.

Pesca submarina
Dilma inspeciona amanhã em Itaguaí (RJ) a construção do primeiro submarino nuclear em parceria com a francesa DCNS. O comandante Moura Neto terá que disfarçar muito o medo das "mãos de tesoura" do futuro ministro Joaquim Levy (Fazenda) no setor bélico.

Pergunta na plataforma
A perda acumulada de valor da Petrobras equivale ao naufrágio de quantas P-36 no governo Fernando Henrique?

PODER SEM PUDOR

Imagem ilustrativa da imagem Cláudio Humberto


Humor na feira

Maurício Fruet era uma figuraça. Sem mandato, em 1994, resolveu reformar sua loja em Curitiba. Vestia roupas velhas e metia a mão na massa. Certo dia, encontrou um velho amigo, que pareceu chocado com sua roupa surrada. Fruet resolveu pregar uma peça:
- A coisa não está boa. Perdi a eleição, estou desempregado, mas vou tocando: vendo laranjas na feira...
Compadecido, o amigo enfiou discretamente em seu bolso uma nota de cem reais. No dia seguinte, às gargalhadas, Fruet o convidou para jantar e pagou a conta usando a mesma nota.
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Com Ana Paula Leitão, Teresa Barros e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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