"A primeira coisa para sair do buraco é tirar o PT do governo"
Aécio Neves (PSDB), candidato a presidente, que segundo o Datafolha lidera a corrida

Ex-diretor delata ex-ministro do governo Dilma
Ex-ministro da Integração de Dilma e senador eleito, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) foi citado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, sob delação premiada. Ele relatou que em 2010 o doleiro Alberto Youssef recebeu de Bezerra, então secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, pedido de doação para a reeleição do governador Eduardo Campos. E R$ 20 milhões teriam sido doados pelo Consórcio Ipojuca Interligações (CII), contratado da Petrobras na refinaria Abreu e Lima.

Crédito aprovado
Costa afirmou que, consultado por Youssef, aprovou a doação. Até o fechamento da edição, Bezerra não respondeu às ligações da coluna.

Superfaturamento
O TCU estima que o consórcio CII, das empreiteiras Iesa e Queiroz Galvão, pode ter superfaturado R$ 316,9 milhões em Abreu e Lima.

Não chegou
Hoje presidente do PSB, Carlos Siqueira ignora a suposta doação e diz que a campanha de Eduardo - que não custou tanto - jamais a recebeu.

Resposta padrão
A Queiroz Galvão informou por assessores que "todas as doações realizadas pela empresa seguem rigorosamente a legislação eleitoral".

Cuba infiltrou militares no programa Mais Médicos
Informe reservado "Mensagem Direta de Inteligência" (MDI) ao ministro Celso Amorim (Defesa) atestou que a ditadura cubana infiltrou militares no programa Mais Médicos. A descoberta foi da Base de Administração e Apoio do Ibirapuera, do Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, que recebe gente do Mais Médicos. Ouvido, um suspeito confessou ser capitão do Exército cubano, e que não está sozinho. Amorim nada fez.

Pinta de milico
Militares brasileiros desconfiaram do "médico" por seus hábitos de caserna (cama sempre arrumada, por exemplo). Era o capitão cubano.

Convocação
A infiltração de militares no Mais Médicos repercutiu na Câmara. O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) quer convocar Amorim a se explicar.

Cópia autêntica
Bolsonaro avisa que não adianta Celso Amorim negar a existência do informe reservado que lhe foi enviado: ele obteve cópia do documento.

Assalto final
O PT ambiciona cargos DAS no Itamaraty desde o início da era Lula, em 2003, quando uma comissão do partido descobriu, desolada, que a Lei do Serviço Exterior os tornou privativos de servidores concursados. Mas a revogação da regra já está pronta na Casa Civil da Presidência.

Madame está nervosa
O barulho de pratos quebrados, no Palácio Alvorada, nada tem com a eventual predileção de inquilina por comida grega. Foram ataques de fúria mesmo. Sobrou até para o pessoal da cozinha.

Missão impossível
Apesar de já dar como certa a desfiliação de Marina Silva, dirigentes do PSB acham que a ex-senadora terá enorme dificuldade para criar a Rede Sustentabilidade sem fundo partidário, nem tempo de TV.

PMDB do B
Gilberto Kassab (PSD) aguarda para saber quem será presidente para agir. Se Dilma for reeleita, espera virar ministro das Cidades. Se der Aécio, vai recriar o Partido Liberal, para "ajudar na governabilidade".

Ritmo de despedida
Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP), derrotados na reeleição, aproveitam os últimos instantes de tribuna. Discursaram à vontade ontem para um plenário esvaziado no Senado.

Encalhando
O PT tem dificuldades para distribuir o material de campanha nas ruas de Brasília. Poucos aceitam adesivos de Dilma, oferecidos a granel. No DF, pelo Ibope, Aécio venceria hoje por 69 x 31% dos votos válidos.

Linha de frente
Em reunião ontem, Júlio Delgado (MG) foi cumprimentado como líder por colegas do PSB. Ele é cotado para liderar a bancada se Dilma for reeleita. E para disputar o comando da Câmara, se Aécio vencer.

Tudo ou nada
Presidente do Solidariedade no Ceará, Genecias Noronha acredita na a votação de Aécio Neves vai crescer muito no segundo turno no Estado: "Muitos ficaram quietos no primeiro turno com medo de perder votos".

Pensando bem…
…um "mentirômetro" instalado no debate da Band, terça-feira, acabaria danificado por excesso de trabalho.

PODER SEM PUDOR

Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO



Acordo salvador
O vereador Totó Bezerra, de Teresina (PI), fotógrafo, certa vez recebeu em sua loja – vizinha a um banco – a visita do deputado João Clímaco. De repente chegou um eleitor e pediu dinheiro emprestado ao vereador. Clímaco meteu o bedelho para livrar o amigo do constrangimento:
- Você está vendo o banco aqui do lado? – perguntou ao eleitor – Pois o Totó não pode emprestar dinheiro a você porque tem um acordo com o banco. Nem ele empresta dinheiro, nem o banco tira retrato.

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