"Nunca os banqueiros ganharam tanto quanto no seu governo"
Marina Silva (PSB) sobre os lucros siderais dos bancos durante o governo Dilma

MPF quer anular delação premiada de Youssef
O Ministério Público Federal requereu à Justiça do Paraná a anulação do acordo de delação premiada que beneficiou o mega-doleiro Alberto Youssef em 2004, no caso Banestado. Condenado pelo envolvimento no escândalo, ele admitiu ter movimentado ao exterior mais de US$ 5 bilhões ilegalmente. No acordo, que o livrou da cadeia, Youssef se comprometeu a não cometer mais crimes e a entregar comparsas.

Youssef 2.0
Ao sustentar a anulação do acordo, o MPF lembrou que a Operação Lava Jato constatou que Youssef até expandiu seus "negócios".

Perpétua?
Os processos suspensos em razão do acordo de delação premiada devem ser retomados. E Youssef terá anos adicionais de cadeia.

De onde parou
Em sua petição à Justiça Federal, a procuradora Mônica Dorotea Bora mostrou que não há extinção de punibilidade em razão de prescrição.

Contas CC5
O caso do Banestado, em 2002, foi investigado pela Polícia Federal por remessas ilegais de US$ 30 bilhões ao exterior, por meio de contas CC5.

Delação: PMDB já admite a demissão de Lobão
Assim como Guido Mantega (Fazenda), que já teve sua demissão confirmada em eventual segundo governo de Dilma, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) também entrou na lista negra da presidenta. No PMDB, lideranças admitem que será difícil o partido brigar para manter Lobão no cargo, caso venham a ser confirmados os rumores de sua participação no esquema bilionário de corrupção na Petrobras.

Delação premiada
Lobão é um dos graúdos do PMDB citados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em depoimento à Polícia Federal.

Tô fora
O ministro Edison Lobão está de férias desde terça-feira. O secretário-executivo, Márcio Zimmermann, assumiu interinamente o cargo.

Mantra
Políticos citados por Paulo Roberto Costa adotaram discurso padrão: "Mais importante do que a acusação são as provas". Humm...

Nitroglicerina pura
Se fizer delação premiada, Carlos Alberto Pereira da Costa, "laranja" oficial do mega-doleiro Alberto Youssef, provocaria estragos. Ele é quem assinava a documentação apreendida pela PF com Youssef.

Quem paga conta
Citado na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Costa, o ex-governador Sérgio Cabral tem dito a aliados que o escândalo "colará muito mais na campanha do PT que na campanha do PMDB no Rio".

Fome de cargos
A coluna parou de contar em 1.763, mas com quase três mil servidores, em atividades superpostas e desnecessárias, a Embrapa deveria ser o celeiro do mundo: só o setor de Arroz e Feijão emprega 348 pessoas.

Reforço
O ministro Ricardo Berzoini (Relações Institucionais) foi escalado para fazer a ponte com o movimento sindical e cuidar da campanha de Dilma em São Paulo, onde Alexandre Padilha não decola.

Conversa mole
Candidato ao governo, Armando Monteiro (PTB-PE) virou alvo de piada ontem nas redes sociais após convocar coletiva para revelar informação bombástica sobre o Cessna. Era só conversa mole.

Tirando atraso
Atrás de Marina Silva nas pesquisas, Aécio Neves (PSDB) intensificará a campanha no Rio, onde já tem três atos programados nas próximas duas semanas em São Gonçalo, Zona Oeste e Baixada Fluminense.

Consultas
Relator da cassação de Luiz Argôlo (SD-BA), Marcos Rogério (PDT-RO) consulta membros do Conselho de Ética para concluir seu parecer pela cassação do deputado, que deve ser entregue na segunda-feira.

No divã do analista
Tem petista no divã tentando entender a dificuldade para Dilma se reeleger. Em cinco anos, o Programa Minha Casa Minha Vida contratou a construção de 3,4 milhões e entregou 1,7 milhão moradias. São mais de 6,4 milhões de beneficiados. Quase população do Rio de Janeiro.

Congresso chapado
Os médicos do Congresso prescreveram doses industriais de tranquilizantes desde a delação premiada do ex-diretor da Petrobras.

PODER SEM PUDOR

Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO



Cheiro de povo
Ao chegar a Belo Horizonte (MG) na campanha presidencial de 1960, Jânio Quadro recusou as ofertas de hospedagem, inclusive a do aliado Magalhães Pinto. Preferiu um hotel, "para evitar ciúmes e intimidades".
Para garantir a privacidade do candidato, Magalhães conseguiu que a Polícia Militar isolasse o hotel, mas ao deixar o prédio para ir ao comício, Jânio ficou revoltado com o aparato. Desabafou com Magalhães:
- É por isso que a UDN de vocês não ganha eleição. Eu quero meu povo!
Seguiu para o comício nos braços dos eleitores. Magalhães foi a pé.