CLÁUDIO HUMBERTO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de junho de 2014
Com Ana Paula Leitão e Tiago de Vasconcelos<br>www.diariodopoder.com.br 
"Não era preciso vestir a carapuça"
FHC sobre Lula, que se ofendeu com uma declaração do antecessor sobre baixarias
PTB cogita abandonar Dilma para apoiar Aécio
A duas semanas da convenção nacional, no dia 27, a cúpula do PTB tem sofrido forte pressão de parlamentares e líderes estaduais pelo abandono da aliança com a presidenta Dilma. Caciques petebistas admitem que "há focos de descontentamento, mas daí a romper com Dilma, ainda tem chão". Já o PSDB aposta todas as fichas na aliança com PTB, e por isso adiou a escolha do vice de Aécio Neves.
Vice em aberto
O tucano Aécio Neves, experiente negociador político, acena com a possibilidade de o PTB assumir a vaga de vice, em sua chapa.
A pão e água
Dilma é acusada pelos petebistas de tratar o partido com desdém. Até hoje, o PTB não conseguiu indicar o titular de um só ministério.
Tempo na TV
O eventual apoio do PTB acrescentaria preciosos minutos ao tempo da campanha presidencial de Aécio Neves na televisão.
Negociação
Aécio Neves joga pesado para arregimentar PTB e PR, que ficaram órfãos após a prisão de Roberto Jefferson e Valdemar da Costa Neto.
Acusado de abuso sexual pode virar senador
Se eleito ao governo do Distrito Federal em outubro, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) vai abrir espaço no Senado para seu suplente, Hélio da Silva Lima, figura conhecida no submundo da política pelo apelido Hélio "Gambiarra". Sindicalista e ex-dirigente do PT, hoje é filiado ao PSD. "Gambiarra" foi acusado em 2010, pelo próprio Rollemberg, de abusar sexualmente de uma sobrinha. Apesar disso, ficou na suplência.
Impune
A vítima de abuso tinha 12 anos e a família ficou com medo de levar o caso à polícia. "Gambiarra" era "poderoso". Hoje tem mais de 30 anos.
Pergunte ao Rollemberg
Antonio Reguffe (PDT) tirou o corpo fora no caso "Gambiarra", de quem pode ser colega no Senado caso ele e Rollemberg vençam a eleição.
Com quem anda
"Gambiarra" tem apoio do chefe do PSD-DF, Rogério Rosso, que fez um governo tão curto quanto desastroso, após José Roberto Arruda.
Aplausos
No Rio, chegando ao restaurante Venga em Ipanema, sábado, Joaquim Barbosa foi aplaudido de pé. Era tanta gente querendo parabenizar o ministro do STF que ele não conseguiu sequer jantar sossegado.
Ameaça
Gilberto Kassab (PSD) estava com tudo acertado para apoiar o candidato do governador Cid Gomes (PROS) à sucessão no Ceará, mas exigiu a vaga de senador na chapa, reservada ao PT. Se não conseguir o que quer, promete apoiar Eunício Oliveira (PMDB).
É namoro
Após encontro com Dilma, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse esperar que a presidenta tenha gostado dele. Ele já deve saber que em tempos de Copa basta não vaiar que ela já adora.
Guerra interna
A executiva nacional do PMDB se reunirá hoje em Brasília para discutir a encrencada eleição de Tocantins, onde a sigla tem hoje 3 nomes ao governo: Marcelo Miranda, Kátia Abreu e Júnior Coimbra.
Há esperança
O movimento "Volta Lula" tem até o dia 15 de setembro para impedir a reeleição da presidenta Dilma. A data foi estipulada pela Justiça Eleitoral como limite para substituição de candidatos nestas eleições.
Alto lá
Para o presidente do PCdoB-BA, Daniel Almeida, a ausência do partido na convenção de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo foi um recado para o PT: "Somos aliados leais, mas não incondicionais".
Nova pesquisa
O Ibope está em campo ouvindo eleitores após as vaias e insultos a Dilma, no Itaquerão. O resultado da pesquisa, encomendada pela CNI, será divulgado ainda esta semana.
Em avaliação
A presidenta Dilma e o ministro Arthur Chioro (Saúde) prometeram ao líder do PP, Eduardo da Fonte (PE), estudar meios de o SUS bancar exames que detectam Síndrome do Câncer de Mama e do Ovário.
Piada portuguesa
Se o governo petista acabou com a pobreza, como Lula repete com insistência, por que os ex-pobres não foram ao estádio aplaudir Dilma?
PODER SEM PUDOR

Mordendo e assoprando
O engenheiro Leonel Brizola não poupou críticas ao ministério anunciado pelo então presidente eleito Tancredo Neves. As críticas repercutiram muito e os repórteres quiseram ouvir a reação do líder mineiro, que foi surpreendentemente duro:
- Talvez falte autoridade a Leonel Brizola para criticar o meu ministério. A julgar pelo secretariado que ele escolheu para o governo do Rio, até agora ele não me parece muito forte neste particular.
Diante dos repórter surpresos com tanta eloquência, dr. Tancredo não se esqueceu de acrescentar, quando já ia embora:
- Coloquem aí que eu não tenho nenhuma queixa do governador Brizola.
Ah, bom.


