CLÁUDIO HUMBERTO

"Ação orquestrada com divisão de tarefas típicas de grupo criminoso"
Ministro Joaquim Barbosa (STF) sobre lavagem de dinheiro no esquema do mensalão
Lula exige que Dilma e Marta ajudem Haddad
Foi muito dura a conversa do ex-presidente Lula com Marta Suplicy, semana passada, onde não faltaram até mesmo ameaças de rompimento político, caso a senadora não se integrasse imediatamente à campanha de Fernando Haddad (PT) para a prefeitura paulistana. Surtiu efeito: já no dia seguinte Marta apareceria ao lado do petista. O tom foi parecido, embora mais respeitoso, na conversa com Dilma.
Compensação
Lula anda tenso com o risco de derrota do PT na maioria das capitais, mas está feliz com a queda livre de José Serra (PSDB) em São Paulo.
No palanque
Após a longa conversa com Lula, Dilma comunicou ao PRB de Celso Russomano que não poderá mais evitar o palanque de Haddad.
Bottom no peito
Até a conversa com Lula, Dilma planejava participações ocasionais em comícios, Brasil afora. Mas a ordem agora é engajamento total.
Bom para os outros
Além de São Paulo, Lula prioriza BH. E fez Dilma gravar depoimento na TV elogiando Patrus Ananias, cuja presença em seu governo ela vetou.
DF: Dilma manda retirar placas que não citam PAC
Circulando na cidade sempre em helicóptero, Dilma foi de carro a um evento em Brasília, há dias, e ficou muito irritada com placas de obras espalhadas pelo governo do DF. E quando madame fica irritada, sai de baixo. Em telefonemas coléricos, ela ordenou a imediata retirada das placas para incluir o detalhe de que é federal o dinheiro que financia as obras, como as do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento.
Fora do padrão
O governo do DF nega haver recebido uma bronca da presidenta, mas admite que algumas placas "estão fora do padrão" e serão refeitas.
Banho de loja
O 4º Balanço do Ministério do Planejamento, saindo do forno, indica que o DF terá R$ 14,38 bilhões de obras do PAC I e II.
Casa de ferreiro
O berço do ex-líder já viveu dias melhores: os metalúrgicos do ABC cruzaram os braços por mais salários, culpando a sucessora de Lula.
Espelho meu
A opção de Dilma pelo ministro Teori Zavascki (STJ) à vaga de Cezar Peluso, confirmada ontem, foi antecipada nesta coluna no dia 26. Será o segundo catarinense na história do Supremo Tribunal Federal.
Escolha elogiada
A escolha de Teori Zavascki foi bem recebida nos meios jurídicos de Brasília. É considerado um dos ministros mais bem preparados do Superior Tribunal de Justiça. É sério, estudioso, avesso a badalações.
Sem clima
Alunos da Faculdade de Direito da USP ameaçam boicote e até greve, caso o ilustre professor Ricardo Lewandowski apareça para dar aulas. Desde 2004, ele é professor na USP, onde ingressou por concurso.
Ria com Mantega
A revista Forbes chamou de "decepção estonteante" a redução constante do PIB do Brasil: ora 4%, após 1,62%, quem sabe 1,64%. E ironizou: o governo lembra os policiais de pastelão de filme mudo.
Vexame em Londres
Autoridades brasileiras e britânicas saíram irritadas do início solene da contagem regressiva para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, sexta (7), na Casa Brasil, em Londres. Alguns foram barrados.
SOS PM
Após mais um menor assassinado, a Secretaria da Infância do governo do DF fez um apelo para que a Policia Militar faça uma revista minuciosa e assuma a vigilância no Caje, uma Febem piorada.
Perspectivas
O presidente do DEM, José Agripino (RN), garante não existir "qualquer discussão sobre fusão" com o PSDB, até porque o partido lidera as pesquisas em Salvador, Aracaju, Fortaleza, Macapá e Vila Velha.
Vitória histórica
Para o deputado Fábio Ramalho (PV-MG), o "PT foi muito amador" ao recusar a vice do prefeito Márcio Lacerda por conta de chapa de vereadores: "Em Belo Horizonte, há tradição de reeleger o prefeito".
Pensando bem...
...neste ano eleitoral, palhaços e malabaristas do Circo Tihany, na Esplanada dos Ministérios, já têm mais tempo de Brasília que deputados e senadores.
PODER SEM PUDOR - O fraco do João
Na campanha de 1982, João Cordeiro de Sobral disputou a prefeitura de Salto do Céu (MT). Boa praça, querido na cidade, tinha um sério problema: era mulherengo. Certo dia, num comício, dirigiu-se aos candidatos ao governo, Júlio Campos, e ao Senado, Roberto Campos:
- Como não podem dizer que sou vagabundo ou ladrão, resolveram explorar a minha fraqueza pelo sexo feminino. Só esqueceram de dizer que eu sou bom pai e bom marido. Não é, Adalgisa?...
Sua mulher, ao lado, balançou a cabeça, concordando:
- ...e nesta praça arrematou as senhoras sabem que foram felizes todas as mulheres que desfilaram na passarela do meu coração!...
Júlio e Roberto Campos, incrédulos, anteviram uma derrota. Mas, nas urnas, Sobral deu um banho de votos nos adversários.
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Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros
www.claudiohumberto.com.br





