CLAUDIO HUMBERTO
''Essa questão não é pauta do governo.''
Candidata petista Dilma Rousseff, sobre a redução da jornada de trabalho para 40h.
Chapa pura: Serra rima
com Guerra, no PSDB
Com a recusa do ex-governador mineiro Aécio Neves de ser o vice na chapa encabeçada por José Serra, os tucanos agora se inclinam por outro nome para compor uma ''chapa pura'': o senador pernambucano Sérgio Guerra, presidente nacional do partido. Na avaliação do PSDB, os vínculos de Guerra com o ex-governador Jarbas Vasconcelos melhoraria o desempenho eleitoral de Serra na região Nordeste.
Nome leve
Do tipo simpaticão, mas duro na oposição ao governo Lula no Senado, Sérgio Guerra é amigo de José Serra e admirado entre os tucanos.
Outras opções
Das opções no DEM para vice de sua chapa, Serra gosta das opções da senadora Kátia Abreu (TO) e do deputado José Carlos Aleluia (BA).
Pão de queijo
Serra sente calafrios com a ideia de Itamar Franco (PPS-MG) de vice. Tucanos acham que é Aécio afastando Itamar da disputa pelo Senado.
Descarte
A hipótese do deputado Rodrigo Maia (RJ) como vice foi descartada. Serra não quer vice se defendendo de acusações no DEMsalão no DF.
DF: armação contra Agnelo
abre crise na polícia
Um relatório da Divisão de Crime Organizado considerado parcial e com falhas graves na apuração, abriu uma crise na Polícia Civil do DF. O diretor da instituição, delegado Pedro Cardoso, ficou mal na história e, indignado, pode deixar o cargo. Ele foi surpreendido pelo relatório de um delegado atingindo o candidato do PT ao governo, ex-ministro Agnelo Queiroz, baseado em denúncia que não teria sido checada.
Ilações políticas
O diretor-geral da PCDF, Pedro Cardoso, diz não existirem provas contra Agnelo Queiroz e que tudo não passa de ''ilações políticas''.
O acusador
O relatório dá credibilidade a uma testemunha, suspeita de estelionato, com dívidas na praça, que alega haver pago propina a Agnelo Queiroz.
Contorcionismo
Policiais experientes desdenham do acusador, que diz ter visto Agnelo Queiroz, 1,95m de altura, contando o dinheiro no assoalho de um carro.
Urticária petista
José Dirceu está entre os petistas que, como Lula, têm ojeriza ao deputado Geraldo Magela (PT-DF): ''Se depender do partido, ele não se elege nem para deputado'', disse o ex-ministro a amigos.
Deu bandeira
O Itamaraty se encarregou de pagar o mico no 3º Fórum Mundial da Aliança das Civilizações, ontem, no Rio. Lula nem se tocou, mas os chefes de Estado certamente viram a bandeira do talibã no lugar da bandeira do Afeganistão.
Furacão à vista
O deputado Ciro Gomes (PPS-CE) chega hoje dos Estados Unidos. Na terça, reassumirá sua cadeira na Câmara, não sem ser recebido no desembarque do aeroporto por uma luzidia comitiva pró-Dilma.
Militares anistiados
O Ministério da Justiça realiza no Rio, hoje, audiência pública sobre o regime jurídico de militares anistiados. A OAB, que sedia a reunião, quer tratamento igual aos da ativa e reserva, na Comissão de Anistia.
A felicidade e a chuva?
O Senado discute a proposta inútil de incluir o ''direito à felicidade'' na Constituição. O ex-presidente nacional da OAB Cezar Britto foi direto ao ponto: ''É a mesma coisa que decretar chuva por medida provisória''.
PODER SEM PUDOR
Culpa do advérbio
O deputado estadual Pedro Ferreira não conseguiu se reeleger em 1986, em Alagoas. ''Perdi para o mas!'', dizia resignado, culpando o advérbio. E explicava que o então governador Divaldo Suruagy, dono dos votos de cabresto, sempre o elogiava nos comícios, dizendo que ele era um homem bom, humilde, dedicado, trabalhador e pai dos pobres sertanejos, mas o Zé Bandeira também era bom e tinha experiência. Ferreira e José Bandeira disputavam os votos no mesmo reduto.





