''Em 15 anos este país deverá ser a 4 economia, a 3 economia''
Presidente Lula, otimista, para quem a Educação é finalmente o caminho para o País

Idade não ajudará Pimenta Neves
O ministro Celso de Mello deverá ser o relator no Supremo, talvez ainda em 2009, do recurso extraordinário do jornalista Pimenta Neves, réu confesso do assassinato a tiros da namorada, também jornalista, Sandra Gomide, em Ibiúna (SP), em 2000. O advogado dos Gomide, Sergei Cobra Arbex, desmonta a crença que os 70 anos favorecerão Pimenta, que aguarda em liberdade: ele já foi condenado a 15 anos de cadeia.

Reta final
A prescrição à metade, explica Arbex, só em caso de novo julgamento. Esgotaram-se todos os recursos no Superior Tribunal de Justiça.

'Imagem distorcida'
A defesa de Pimenta Neves acredita que o Supremo aceitará a tese de ''defesa cerceada'': a opinião pública seria influenciada pela imprensa.

Questão de interpretação
A acusação não vê ''a menor chance'' e não atribui a lentidão aos inúmeros recursos judiciais do réu, mas ''a interpretação deles''.

'Homem de sorte'
A defesa vê ''sorte'' no processo do jornalista: o STJ considerou ''o princípio da inocência'' de um réu confesso e Pimenta foi ao STF.

Até impressões das vítimas foram apagadas
O maior mistério, na investigação do brutal assassinato do ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, de sua mulher e da empregada é a cena do crime praticamente imaculada. No apartamento da 113 Sul, a polícia não encontrou impressões digitais, nem mesmo das vitimas, em uma velha lata de uísque Glenfiddich, onde Villela guardava um punhado de dólares para usar em suas frequentes viagens internacionais.


Coisa de profissional
Como esta coluna revelou, limparam vestígios no local onde mataram o advogado José Guilherme Villela. Não há sinal de sangue na parede.

De eficiência
Ironia do destino: Ricardo da Fonseca, cego, hoje é juiz do TRT. Lula, sem o dedo mínimo, pediu aposentadoria e acabou presidente.

Nossa grana
O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, da Presidência, destinou R$ 21,2 mil para elaborar um 'clipping' de notícias do órgão.

CPI do Impasse
A CPI da Pedofilia do Senado enfrenta um impasse: o presidente do colegiado, Magno Malta (PR-ES) quer continuar as investigações, e outros senadores, como Demóstenes Torres (DEM-GO), por exemplo, acha que as investigações foram suficientes e quer encerrar a CPI.

Cofre fechado
O governador José Serra já avisou à CBF que o governo de São Paulo não gastará um níquel em reforma de estádio para a Copa de 2014. Com isso, crescem as chances de Brasília sediar o jogo de abertura.

CUT light
A CUT desestimula greve nas montadoras amigas, alegando que o setor só ainda não demitiu por causa da redução do IPI para carros. Ainda assim, trabalhadores da Fiat querem 10% de aumento ou greve.

ECT na carga
Vai esperar um pouco a medida provisória criando a Correios Logística, braço da ECT para o transporte aéreo. O Planalto teme entupir ainda mais a pauta do Congresso. Só deve enviá-la na próxima legislatura.

Cuidando da casa
Tentando arrumar a casa após a rebelião na saída de Lina Vieira, o novo secretário da Receita Federal, Otacílio Vieira, elabora projeto da Lei Orgânica do Fisco, antiga reivindicação dos auditores fiscais.

Senadora Gleisi
Nem só de economia trata o ministro Paulo Bernardo (Planejamento). Este semana esteve conversando com o senador Osmar Dias sobre a eleição no Paraná. Sua mulher, Gleisi Hoffman, é candidata ao Senado.

Sindicatos no jogo
A Força Sindical foi decisiva na aprovação do projeto que legaliza os bingos, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Com toda a pinta que, mais cedo ou mais tarde, acabará numa CPI.

Troca-troca
O senador Expedito Jr. (RO), que foi cassado mas o Senado finge que não vê, troca o PR pelo PSDB no próximo dia 25. Até 2 de outubro, outros três senadores devem deixar os atuais partidos: Mão Santa (PMDB-PI), Flávio Arns (PT-PR) e Valter Pereira (PMDB-MS).

Pensando bem...
...com a polêmica indicação para o Supremo, José Antônio Toffoli corre o risco de virar o advogado-geral da desunião.

PODER SEM PUDOR
Voto popular dava medo
João Figueiredo convocou os governadores à Granja do Torto, no dia 22 de julho de 1984, a fim de checar as chances do candidato do PDS no Colégio Eleitoral. Só apareceram nove deles e Figueiredo concluiu que Tancredo Neves venceria. Esperidião Amin (SC) propôs ao cabisbaixo general:
- Presidente, faça uma homenagem à sua biografia: faça eleições diretas.
- O Exército não deixa - retrucou Figueiredo, irritado.
Não deixou e Tancredo venceu.

Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto.com.br

mockup