''É o som da infância esse sentimento''
Dilma Rousseff (Casa Civil), emocionada ao falar de sua terra natal, Minas Gerais

PT barra extinção da verba indenizatória

Uma reunião da mesa diretora com líderes, esta semana, para decidir pela extinção da chamada verba indenizatória, como queria o presidente Michel Temer, esbarrou na resistência do PT. Os petistas alegam que não podem abrir mão da grana, porque o dízimo do partido leva 30% dos vencimentos parlamentares e o imposto de renda se encarrega de tomar-lhes outro bom pedaço. Petistas preferem o desgaste a perder o dinheiro.

Proposta rejeitada
ACM Neto (DEM-BA) propôs uma solução intermediária: o fim da verba indenizatória e criação de cinco despesas específicas. Foi derrotado.

Se rende voto...
Em duas semanas o Planalto decidirá quem vai tocar a obra do trem-bala Rio-São Paulo. Ou seja, a Casa Civil da candidata Dilma Rousseff.

Aparelhos PT S/A
Desocupado, o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto substitui outro petista, Allan Kardec, na Petrobras Biocombustíveis.

Coragem de...
O presidente da CUT, Arthur Henrique, defende o retorno de Delúbio Soares ao PT. Chamou o chefão mensaleiro de ''homem de coragem''.

Factóide: vem aí mais um número redondo
O governo Lula deve anunciar ainda este ano o ''sucesso'' do programa Desenvolvimento Regional Sustentável, coordenado pelo Banco do Brasil. O objetivo é fazer com que o BB ajude, onde estiver presente, a organizar e desenvolver a cadeia produtiva regional como puder. A meta total era beneficiar um milhão de famílias, número já alcançado pelo banco. O único problema agora é avaliar a qualidade dos ''benefícios''.

Incalculável
Os beneficiados pelo DRS podem ter recebido de uma carteira de identidade a uma boa oportunidade de negócio.

Meta cumprida
Coube ao ex-presidente do BB Antonio Lima Neto atingir a meta de beneficiar um milhão de famílias, estabelecida pelo Palácio do Planalto.

Pintando o horror
As invasões de terra promovida pelo MST em Pernambuco, no ''abril vermelho'', devem se alastrar Brasil afora neste fim de semana.

'Costura' interna
Antes de definir quem será seu candidato a presidir o PT, Lula & cia precisam antes fazer alianças internas. É que a facção de Lula perdeu a velha hegemonia e hoje só controla 45% do diretório nacional.

Merenda suspeita
A MP 455, obrigando as prefeituras a comprar a merenda escolar de empresas, esconde um item perverso para pequenos produtores. A MP é um estímulo à terceirização do setor, com lucro para os atravessadores.

Guerra na paz
O senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, transita entre os governadores rivais de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécie Neves, como algodão entre cristais. Age com tamanha competência que os dois tucanos, que se detestam, têm apenas isto em comum: falam bem dele.

Assim caminha o desmate
Informados há quase dois meses, o Ibama e o Instituto Chico Mendes ignoram se continua a destruição na Agropecuária Illinois, do americano Jay Fitzgerald, embargada há três anos por desmatar em área de refúgio da vida silvestre em Jaborandi, oeste baiano.

Ordem é gastar
Em plena crise, os gastos públicos com pessoal cresceram 27%. Já as despesas com investimentos não passaram dos 11% do total dos dispêndios da União no primeiro trimestre deste ano.
Brasil caricato
A Infraero está quase paralisada: quem é diretor (seis ao todo) nada assina, com medo de virar personagem de CPI. Rebatizados de vice-presidentes, vão transferir a temível tarefa de assinar papéis aos 94 superintendentes, que, como prêmio, ganham status de diretores.
Aqui não, violão
O ministro José Pimentel (Previdência) anda preocupado com a história de compensar as perdas de receita das prefeituras com a moratória das dívidas municipais junto ao INSS. A Previdência pode quebrar de vez.
Nepotismo poderoso
O Conselho da Magistratura do Rio Grande do Sul manteve a demissão da servidora concursada Simone Nejar, que denunciou nepotismo no Tribunal de Justiça. O advogado dela questionou a isenção de alguns desembargadores, com parentes comissionados no Tribunal.

Voa, Brasil
Air Senado, a única em que não é preciso apertar os cintos.

PODER SEM PUDOR
Devo, não nego
Candidato ao Senado em 1998, depois de governar o Amazonas três vezes, Gilberto Mestrinho foi procurado por uma professora:
- Entrei para o Estado por suas mãos, depois o senhor pagou a passagem para meu marido se operar em São Paulo, deu uma bolsa ao meu filho...
Mestrinho começou a desconfiar da rebordosa. A mulher continuou:
- ...agora estou precisando de mais um favor: estou sem dinheiro.
- Não tenho - cortou o candidato.
- Dê um jeito, governador. Eu sei que lhe devo muito...
- Eu ajudo sempre que posso. Você mesma me disse que me deve muito...
- É verdade - arrematou a mulher - e quero lhe dever muito mais!
Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto.com.br

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