CLAUDIO HUMBERTO
''A maquiagem pode estar no batom, mas não nas obras do PAC.''
Ministra Dilma Rousseff, tentando rebater as críticas da oposição sobre o PAC
PMDB banca substituto na Infraero
Os métodos de quartel do novo presidente da Infraero, brigadeiro Cleonilson Nicácio, deixaram a estatal em pé de guerra. Ele transferiu cerca de 50 funcionários até para cidades diferentes, mas os atos foram suspensos pela Justiça na sexta (13). Rogério Abdala é um dos cotados para substituí-lo, com o aval do PMDB do ministro Nélson Jobim (Defesa) e dos presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, Michel Temer.
Voa, brigadeiro
Enquanto a Infraero fervia e seu cartaz estava em chamas, o brigadeiro Cleonilson Nicácio viajava. Estava em Dubai, Emirados Árabes.
República dos banqueiros
O governo é muito bonzinho com banqueiros. A carga tributária deles é de apenas 18,62%, enquanto o resto do País paga o dobro em impostos.
Petróleo em baixa
Países da Opep já cancelaram cinquenta projetos de refino e exploração. Só a Petrobras mantém o pé no acelerador. Isso não vai acabar bem.
Autofagia
Bancos elevam juros temendo a inadimplência. E o calote aumenta por causa dos juros altos. É a Lei do Cão, que morde o próprio rabo.
TCU recuperou R$ 31,9 bi para a União
Entre prejuízos evitados, medidas corretivas e condenações por mau uso de recursos, durante 2008, o Tribunal de Contas da União gerou um benefício de R$ 31,9 milhões ao País. Só nos últimos três meses do ano, o TCU recuperou para os cofres públicos R$ 15,8 bilhões - a quantia é 35 vezes superior ao gasto com o tribunal. Do total recuperado durante o ano, R$ 11 bilhões foram obtidos em fiscalizações na área de energia.
Bom investimento
O levantamento do TCU, ainda inédito, indica que para cada real utilizado pelo tribunal em 2008, R$ 27,8 retornaram ao Tesouro Nacional.
Águas vão rolar
O Grupo Pão de Açúcar estima vender 2,5 milhões de dúzias de latas de cerveja neste carnaval. E nem um bafômetro.
Referência
Ex-ministro de Ernesto Geisel, que nos anos 70 enfrentou a crise do petróleo com soluções imaginativas, João Paulo dos Reis Veloso tem sido citado nas discussões do governo sobre a crise financeira atual.
Celebração de um funeral
A distribuição de benesses às prefeituras (repactuação de dívidas não honradas, por exemplo) representou a morte da Lei de Responsabilidade Fiscal, herdada da era FHC. É o estímulo ao calote generalizado.
Burricebras
O Banco Interamericano de Desenvolvimento criou uma comissão para estudar um fenômeno que não consegue desvendar: por que o Brasil é o país emergente que menos solicita seus financiamentos.
Caixeiro viajante
O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, vai a Moscou tentar aumentar as cotas de importação de carne brasileira, que acusaram queda de 45% de janeiro, ficando em US$ 255 milhões.
Deputado Lúcio
Candidatíssimo ao governo da Bahia em 2010, o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacinal) descarta a hipótese de voltar à Câmara. Tanto assim que o irmão Lúcio Vieira Lima está em campanha para deputado.
Vagas no STF
O presidente Lula terá duas vagas para preencher no Supremo Tribunal Federal: a da ministra Ellen Grace vai para a corte da OMC, como esta coluna antecipou, e a do ministro Eros Grau, que chega à idade limite.
Limpando o mercado
A Caixa reservou R$ 8 bilhões para a compra de carteiras de instituições de crédito imobiliário, até 2010. Quer evitar que eventuais problemas contaminem o mercado. Como na bolha imobiliária americana.
Uribe na praça
O presidente colombiano, Álvaro Uribe, desembarca nesta terça em Brasília. Vem tratar da interrupção da rota dos entorpecentes e tentar atrair investimentos brasileiros para a Colômbia.
''Cumpanhêro'' esperto
Não vão bem as conversações entre a Petrobrás e a venezuelana PDVSA, para a instalação da usina de Abreu e Lima (PE). O falastrão Hugo Chávez é mau pagador. Enrola, enrola, mas não paga sua parte. Além disso, quer que o Brasil pague mais pelo petróleo que forneceria.
PODER SEM PUDOR
Como enganar o vice
Prestes a viajar ao exterior, o presidente Juscelino Kubitschek foi advertido pelo seu ministro da Casa Civil, Antonio Balbino: atos pendentes seriam assinados pelo vice, João Goulart. O mais importantes era o preenchimento de uma ambicionada vaga de tabelião de notas no Rio de Janeiro. JK pediu uma lista telefônica de Curitiba, correu os dedos numa página qualquer e se fixou num nome repleto de consoantes. Acrescentou outras e ordenou:
- Faça o ato de nomeação desse sujeito aqui.
- Mas, presidente, ninguém vai encontrar essa pessoa para a posse...
JK sorriu, mineiramente:
- Exato. Quando eu voltar, revogarei o decreto e nomearei outro.
Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos - www.claudiohumberto.com.br





