''Seria ruim a continuidade do PMDB no governo do PT.''
Ex-governador paulista Orestes Quércia, que quer aproximar o PMDB da oposição

Marinha recruta meninas do futebol
A Marinha do Brasil resolveu dar uma força às meninas medalha de prata em futebol feminino nas Olimpíadas de Pequim. À exceção de Marta, que joga nos Estados Unidos, e de Cristiane, atacante do Corinthians, as atletas - na maioria desempregadas - serão recrutadas (contratadas, na verdade) para o serviço militar temporário e para representar a Marinha nos 5º Jogos Mundiais Militares, que se realizam no Rio, em 2011.

O dono da cadeira
Se na Academia Brasileira de Letras José Sarney é imortal, eleito pela terceira vez no Senado, agora, ele é infinito.

Emergência
Quase o serviço médico do Senado foi obrigado a socorrer o senador Renan Calheiros, com uma crise de contração muscular. De tanto rir.

Passando o pires
A Petrobras vai voltar à praça bancária. Necessita de R$ 8,9 bilhões para completar o ambicioso orçamento para este ano, imposto pelo Planalto.

Arrocho no governo
O servidor federal não deve esperar boas notícias. Acordos de reajustes só serão cumpridos se a arrecadação não cair, o que é improvável.

Pará: governo não reprime invasão
Manifestantes bloquearam a estrada de acesso à empresa Alcoa, em Juruti (PA), para protestar contra a ''falta de diálogo'' sobre os impactos socioambientais da mineradora na região. Bloquearam também o porto da empresa. O senador Flexa Ribeiro (PSDB) lembrou que o presidente Lula pede que os empresários continuem investindo, ''mas não dá segurança aos investimentos''.

Suspensão
Como o governo do Pará não retira os invasores, a Alcoa já considera suspender os investimentos de US$ 2 bilhões, segundo adverte Ribeiro.

Provocação
Se o Brasil quiser mesmo provocar a Itália, no amistoso das seleções em Londres, é só escalar, no nosso time, Júnior Battisti...

Novo procurador-chefe
Muito respeitado entre os colegas, João José Ramos da Silva assumiu a chefia da 5º região (Nordeste) da Procuradoria da Fazenda Nacional.

Padrão Saddam
Com 84% de aprovação, segundo a pesquisa CNI de ontem, o presidente Lula ainda vai bater o recorde do finado Saddam Hussein, que tinha sempre 99,9% dos votos nas eleições.

A hora do troco
De volta à planície, Arlindo Chinaglia (PT) paga o preço da arrogância quando presidiu a Câmara: ao se aproximar de um grupo de deputados para puxar papo, todos saem de fininho e o deixam falando sozinho.

Alto desempenho
A Eletrobrás cresceu 8% em valores de mercado, em 2008, sob a batuta do atual presidente, José Antônio Muniz Lopes. Já outra estatal, a Petrobras, encolheu 47,9% e a Cemig agora vale 11% menos.

No grito
Depois de tentar ganhar no grito contra José Sarney, o PSDB tentou ganhar no grito a presidência da Comissão de Relações Exteriores do Senado, para entregá-la ao senador monoglota Eduardo Azeredo (MG).

A alma do negócio
Tem algo errado na pesquisa do Banco Mundial, colocando o Brasil no 125º lugar, entre 181 países, na facilidade de fazer negócios. O que mais se faz aqui e com muita ligeireza são ''negócios''...

Inocêncio no Guiness
O deputado Inocêncio Oliveira (PE) faz jus ao apelido de ''Guardanapo'': ele não sai da mesa (diretora da Câmara) há 14 anos, com sua oitava eleição consecutiva. Já pode candidatar-se ao livro dos recordes.

Falta de planejamento
O presidente da ECT, Carlos Henrique Almeida Custódio, explicou a esta coluna que a empresa adquiriu há dez anos espectômetros - que detectam explosivos ou drogas em Sedex - sem planejamento, nem sequer o cuidado de treinar quem os operasse. Acabaram deteriorando.

Votos contrários
Pelo menos 24 grandes acionistas do Banco do Brasil, em sua maioria poderosos fundos de pensão dos Estados Unidos, manifestaram-se contra a compra da Nossa Caixa. Os japoneses se abstiveram.

Agora é pedreira
Acabou a lua de mel de Barack Obama. Como dizia Leonel Brizola, a felicidade em política tem prazo de validade: da eleição à posse.

PODER SEM PUDOR
Com Unger no pelourinho
O ministro de qualquer coisa Mangabeira Unger mostrou, há dias, que não renegou as origens baianas do devagar e sempre: funcionários do governo da Bahia esperaram 1h e 35 minutos, inclusive o governador petista Jaques Wagner, que organizou a palestra no gabinete. Além da aguentar a discurseira ininteligível de Unger, faltavam cadeiras na sala pequena, que virou ''pelourinho''. E o ministro nem se desculpou. Afe!

Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto.com.br

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