Claudio Humberto
''Os analistas que tomem cuidado.''
Presidente Lula, apostando em um milagroso crescimento econômico em 2009.
ANP foi 'aparelhada' pelo PCdoB
O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima, ex-deputado federal (PCdoB-BA), ocupa cargos estratégicos da ANP só com correligionários, como os novos diretores Magda Chambriard e Allan Kardec Duailibe Barros Filho, da Comissão Estadual do PCdoB-MA. A maioria sem afinidade com petróleo e gás, como o ex-cobrador de ônibus e ex-vereador Alcides Araújo dos Santos, chefe do escritório da ANP-SP.
Militante gaúcho
O superintendente de abastecimento da Agência Nacional do Petróleo é Edson Menezes da Silva, do PCdoB-RS, um ex-deputado federal.
O pernambucano
Superintendente de Planejamento e Pesquisa, Florival Rodrigues de Carvalho, tem em seu currículo a filiação ao PCdoB de Pernambuco.
Ex-maridão
Luiz Augusto Araújo Marques, do PCdoB, ex-marido da ex-deputada Jandira Feghali, chefia o Escritório da ANP no Distrito Federal.
Base eleitoral
Ex-vereador de Caetité e membro do diretório regional do PCdoB-BA, Francisco Nelson Castro Neves chefia o escritório da ANP no Nordeste.
Emendas: governistas ameaçam rebelião
Parlamentares que fazem parte da base do governo no Congresso já ameaçam boicotar projetos e medidas provisórias de interesse do Palácio do Planalto. A rebelião é provocada pelo fato de apenas 21% das chamadas emendas parlamentares terem sido ''empenhadas'' até agora, a menos de dois meses de acabar o ano. E, com a crise financeira global, as possibilidades de liberação são cada vez mais remotas.
Reforma em pauta
O governo resolveu mobilizar seu pelotão no Congresso para aprovar a reforma tributária. A intenção é votá-la em três ou quatro semanas.
Tapete vermelho
O Planalto contratou a Boeing Eventos, por dois dias, a R$ 150 mil, para o Encontro Nacional de Prefeitos, em Brasília, dias 17 e 18.
Style
O presidente do Senado, Garibaldi Alves, aproveitou o dia tranquilo, ontem, para tratar do visual: cortou o cabelo e fez as unhas.
Medo realizador
Os R$ 4 bilhões injetados em bancos de montadoras de automóveis, para segurar a queda nas vendas e evitar demissões, foram determinados pelo pavor do ex-sindicalista Lula de protestos dos ''cumpanhêros'' contra seu governo, nas portas de fábricas do ABC.
Fusão ou factóide?
Analistas do mercado já classificam de ''factóide'' a anunciada fusão do Itaú com o Unibanco. O lucro do Unibanco no último trimestre foi de R$ 704 milhões, 41,3% abaixo dos R$ 1.199 bilhão do ano passado.
Ninguém merece
A FAB precisa se preocupar com a saúde auditiva dos funcionários do aeroporto de Natal, que há dias convivem com o barulho ensurdecedor dos velhos caças decolando em duplas, durante seu treinamento.
Marola aérea
A crise financeira derrubou à metade os preços do petróleo, mas no setor aéreo funcionou ao contrário: os preços das passagens da ponte Rio-São Paulo subiram inimagináveis 189%. São uns caras-de-pau.
Juros natalinos
O Conselho de Política Monetária do Banco Central não hesitará em elevar os juros antes do final do ano, ao menor sinal de retorno da inflação. E os sinais já começaram a surgir. A ata da última reunião do Copom não deixa dúvidas quanto ao aumento da Selic, hoje em 13,75%.
Esses americanos...
O fisiologismo foi globalizado: os políticos já cobram cargos no governo de Barack Obama. Em inglês ou português, ajoelhou, tem que rezar.
Prioridades
Enquanto o Vasco periga ser rebaixado à segunda divisão, o presidente do time, Roberto Dinamite, faz o importante trabalho de julgar o concurso ''Musa do Brasileirão'', na Rede Globo.
Fraude
Circula falso e-mail da Caixa que informa que houve ''tentativas de acesso à sua conta''. É golpe: tenta fazer com que o correntista da Caixa acesse sua conta enquanto são copiados seus dados sigilosos.
Santo forte
Expirou o mandato de Pedro Jaime no conselho diretor da Anatel. Mas ele não quer largar o osso. Indicado pelo PT, o mineiro conta com um forte santo protetor: Erenice Guerra, sombra da ministra Dilma Rousseff.
PODER SEM PUDOR
Como acabar com uma festa
Nos anos 80, quando soube que a Prefeitura de Maceió não custearia o carnaval de rua no Pontal da Barra, reduto do vereador governista Moab Pessoa, o jovem oposicionista Mário Mello resolveu bancar a festa. Juntou as economias, contratou orquestra de frevo, mandou fazer palanque, etc. Mas na hora da folia, praça lotada, a orquestra não apareceu. Desesperado, Mário saiu à procura de outros músicos, mas só conseguiu um trio de forró. A multidão enfurecida quebrou tudo. Mário saiu do local às pressas.
Só no dia seguinte ele soube que o rival Moab Pessoa, velha raposa, pagou o cachê em dobro para a orquestra de frevo tocar em outra freguesia.
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Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos





