CLAUDIO HUMBERTO
''Os eleitores do PT vão votar em mim e eu vou vencer a eleição.''
Fernando Gabeira (PV), após o PT anunciar apoio a seu rival, Eduardo Paes, no Rio
Saúde libera R$ 1 bi para os Estados
O ministro José Gomes Temporão (Saúde) anuncia nesta quinta-feira um pacote de recursos para Estados e municípios de mais de R$ 1 bilhão. O dinheiro estava contingenciado, mas foi liberado pelo Ministério do Planejamento, e vai atender a mais de 400 cidades. Há dinheiro para todos os partidos, do PSDB do governador José Serra (SP), passando pelo PT de Jacques Wagner (BA) e o DEM de José Roberto Arruda (DF).
Mais UTIs
Com a liberação de recursos na área de Saúde, serão gastos R$ 48,5 milhões por ano para aumentar 427 leitos de UTI em todo o País.
Vexame maluco
O governador Roberto Requião sofreu a mais vexatória derrota, entre os governadores. Seu PMDB só elegeu dois vereadores em Curitiba.
Surra de doido
Os candidatos de Requião a prefeito perderam em Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Litoral, etc. Uma surra histórica.
Ele encolheu
Deu PT em Joinville (SC), maior colégio eleitoral de Santa Catarina e reduto do governador Luiz Henrique (PMDB). Ficou feio para ele.
Gregolin na fila dos peixes podres
O ministro Altemir Gregolin (Pesca) é ruim de ''isca'': seu antecessor no cargo, José Fritsch, candidato a prefeito em Chapecó (SC), naufragou nas urnas no domingo. A mesma sorte (ou azar) tiveram Célio Antônio, em Laguna (SC), e Dirceu Lopes, em Rio Grande (RS), ambos ex-subsecretários de Pesca. O ministro até tirou férias para fazer campanha. Mas, como cabo eleitoral, Gregolin é só um ministro ruim de voto.
Maré baixa
Todos os candidatos oriundos da Secretaria Especial de Pesca são do PT. Nenhum deles venceu a eleição que disputou. Pesca dá azar?
Arrastão
O ministro Altemir Gregolin vê a onda levar o seu pretendido ''Ministério da Pesca'', que ainda é projeto. Mas, mesmo saindo, o PMDB come.
É nossa
Projeto do senador Jefferson Praia (PDT-AM) introduz no currículo dos cursos fundamental e médio a obrigatoriedade de estudar a Amazônia.
Zequinha secretário
O governador do DF, José Roberto Arruda, confirmou a intenção de desmembrar a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, chefiada por Cássio Taniguchi, e entregar ao deputado Sarney Filho (PV-MA), ex-ministro de FHC, o comando da área ambiental do seu governo.
Lula, claro, não sabe
O ex-tesoureiro do PT do mensalão Delúbio Soares e o argentino Felipe Belisário Wermus (vulgo ''Luís Favre''), marido de Marta Suplicy, têm sido vistos confabulando. Boa coisa não deve ser...
Ameaça Real
A crise financeira parece ter chegado com força ao Banco Real ABN Amro. Seus gerentes aterrorizam clientes para forçá-los a ''reestruturar dívidas'' que na verdade não existem; são apenas créditos.
Apoio afetivo
O candidato à Prefeitura de BH, Leonardo Quintão (PMDB), vai pedir apoio ao vice-presidente, José Alencar, para disputar o 2º turno. Disse que não quer ''nada além de um forte e grande abraço'' de Alencar.
Surpresa
Indagado sobre seu sucesso em Belo Horizonte, Leonardo Quintão disse que usou a ''arte da conversa'' em sua campanha. E também afirmou que não sabia que ''falar a verdade convencia tanto o eleitor''.
União partidária
A indicação de Michel Temer para disputar a presidência da Câmara não agradou a deputada Rita Camata (RS). ''Faltou democracia'', disse ela, para quem ''foi a elite do PMDB que decidiu o nome para o cargo''. Indignada, foi das poucas que deixou a reunião partidária mais cedo.
Pensando bem...
... a Bolsa, o dólar, a inflação e as previsões econômicas sobem e descem, mas grana do contribuinte só sabe desaparecer.
A volta de Quincas Berro D'Água
Será hoje a missa de 7º dia de César Abreu, que afixou mais de mil faixas na fachada do depósito de bebidas, em Brasília, ridicularizando os poderosos. Seus amigos, que fizeram churrasco no enterro, celebrando sua vida, hoje vão inaugurar o Banheiro do Sétimo Dia, em sua loja.
Carta emendada
A Constituição, que fez vinte anos domingo, foi tão emendada que ainda causa confusão. Muitos falam em 56, outros em 62. Na verdade, foram 56 emendas normais e mais seis do período revisional, em 1994.
PODER SEM PUDOR
Nada como ter paciência
A mudança de comportamento do PT, desde que passou a governo, faz lembrar uma historinha que era contada há tempos, em Brasília, pelo jornalista e advogado Edísio Gomes de Matos. Ele se lembrava de um tio, no interior do Ceará, que tinha uma farmácia onde se jogava bicho. Um candidato a governador fez a campanha anunciando que ia acabar com o jogo do bicho e ganhou. Edísio procurou o tio, preocupado, para saber como ele se sentia diante da vitória do adversário. E o tio, sábio, respondeu:
- Não se preocupa, não, menino... Todo governo novo fica velho...
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Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto





