''É a apologia do Estado policial''
Senador tucano Arthur Virgílio (AM) e a simpatia do ministro Tarso Genro por dossiês

Presidência adora seus cartões
Nos primeiros três meses e meio de 2008, a Presidência da República já gastou R$ 2.727.115 com seus cartões corporativos. Documentos em poder desta coluna mostram que já houve mais de 18 mil lançamentos em cartões da Presidência desde meados de 2005. No mesmo período, entre saques e pagamentos, foram gastos R$ 40,5 milhões com os cartões do Palácio do Planalto. Os gastos sigilosos não estão incluídos.

Confusão
A CPMI dos Cartões Corporativos tem os documentos que listam os mais de 18 mil lançamentos com cartões da Presidência nos últimos anos.

Casório
Os gaúchos esperam ansiosamente o presidente Lula no Estado, dia 18, para o casamento da filha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Desconfiança
O deputado Paulo Pereira, o Paulinho (PDT-SP), não quer ser o vice de Geraldo Alckmin, na disputa pela prefeitura paulistana. Não confia nele.

Mão que lava outra
O PT se uniu ao PMDB na Câmara de Fortaleza e aprovou as contas da gestão do ex-prefeito Juraci Magalhães, marcada por graves denúncias.

Lula quer diálogo com opositores
O governo quer conversar com a oposição. O presidente Lula critica o PSDB, ataca FHC e demoniza o Democratas, e acha natural que os adversários se oponham ao governo, mas acha que nada impede que conversem ''como sinal de civilidade política'', sustenta o ministro José Múcio (Relações Institucionais). Ele reclama da antecipação do processo sucessório presidencial a mais de dois anos das eleições de 2010.

Recuperação
Após o infarto recente, o ex-governador tucano do Pará Almir Gabriel se recupera de uma delicada cirurgia, em São Paulo. Passa bem.

Bem vivo
A Presidência da República fechou um contrato de R$ 1,32 milhão com a operadora de celular Vivo, apenas para funcionários no Distrito Federal.

Enrola, enrola
O relator da CPI das ONGs, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), quer prorrogar a comissão por mais 45 dias para ''propor novas normas''.

Falta pegada
O presidente Lula anda desapontado com a demora do governador de Minas de ingressar no PMDB para assumir a candidatura: ''Aécio (Neves) tem pegada para encarar misses, mas não para ser presidente''.

Salário indireto
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RO) defendeu, na sexta, a incorporação da verba indenizatória de R$ 15 mil ao ''salário'' (na verdade, subsídios) de senador. Ele insinuou que senadores usam a verba como salário indireto.

O que os une
A intenção do Congresso de aumentar de novo os próprios salários levou o presidente da OAB, Cezar Britto, a concluir que ''Só uma coisa une governistas e oposicionistas no Congresso: aumento salarial''.

Você já sabia
A distribuição de carteiras de pescador no Pará, admitidas pelo ministro Altemir Gregolin (Pesca) na CPMI dos Cartões, foi notícia da coluna, em novembro de 2006. A denúncia de ''crime eleitoral'' foi arquivada.

Pela raiz
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, tão delicado quanto Mike Tyson, certo dia recebeu cartolas que pretendiam mudanças na Lei Pelé, que consideram prejudicial aos clubes de futebol. Ele os recebeu dizendo ser dele a autoria da lei. Os cartolas desconversaram e foram embora.

O pé frio que balança a trave
Um leitor gaúcho desconfia que Lula foi a Porto Alegre, semana passada, lançar Plano de Aceleração dos Colorados. Sacudiu no palanque a camisa do Grêmio, não deu outra: o time foi eliminado da Copa do Brasil.

Regime militar
O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, não confia nos políticos: empossou o major Eumar Novacki, seu ajudante de ordens, como secretário de Governo - cuja função é realizar a articulação política.

Carteirada
Passageiros de Fortaleza reclamam que já por duas vezes a Infraero atrasou o embarque de vôos para Brasília e São Paulo para esperar a prefeita Luizianne Lins, que está sempre atrasada para viajar.

Alexandre, o grande
Mais um produto brasileiro faz sucesso na Itália: Pato à milanesa...

PODER SEM PUDOR

O roçado do cacique
Cacique que dominou a cena política do Maranhão por três décadas, à custa da política clientelista e da virulência pessoal, Vitorino Freire também se notabilizou por ser um grande frasista. Disse certa vez:
- Se você encontrar o jabuti em cima de uma árvore, deixe ele quietinho. Porque, se jabuti não sobe em árvore, então foi alguém que colocou lá.
Em 1966, o jovem deputado e poeta José Sarney ousou desafiá-lo. Já velho e decadente, Vitorino esnobou o adversário:
- Esse menino não conhece o tamanho do meu roçado. É tão grande que de um lado eu grito, do outro ele não escuta.
O menino Sarney conhecia, sim, o tamanho do roçado. Derrotou Vitorino e agora é ele próprio o dono do pedaço. E do mar.

Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto.com.br

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