''Temo que estes nossos anos fiquem marcados como 'anos tapioca'.''
Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) lembrando os anos de chumbo e os do ''milagre''

Mattoso quer repetir Silvinho
O ex-presidente da Caixa Jorge Mattoso, que responde processo - junto com o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci e outros acusados - pela quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, quer o mesmo benefício obtido na Justiça por Silvinho ''Land Rover'' Pereira: um acordo (transação penal) para ser excluído do julgamento em troca de prestação de serviços comunitários. Haja ''boca de lobo'' para limpar...

Culpa?
A tentativa de acordo do ex-presidente da Caixa pode ser considerada uma espécie de admissão de culpa, segundo alguns especialistas.

Adiamentos
Quem conhece o caso Francenildo afirma que o processo ainda não foi julgado por causa de supostas manobras protelatórias de Jorge Mattoso.

Segredo
O processo contra os acusados pela criminosa quebra de sigilo do caseiro tramita em segredo de justiça, no Supremo Tribunal Federal.

Hipótese
Afirmando-se inocente, Antônio Palocci levanta a hipótese, em sua defesa, de a quebra de siglo do caseiro ter sido feita pela Polícia Federal.

Ribeirão: os gritos do silêncio
O delegado Benedito Valencise afirma que continua trabalhando ''normalmente'', após ser exonerado, em fevereiro, da delegacia de Ribeirão Preto, onde concluiu o inquérito sobre a ''máfia do lixo'' envolvendo o então prefeito Antônio Palocci. Saiu uma semana após o ex-assessor e testemunha-chave Rogério Buratti negar em cartório as acusações contra o antigo chefe: ''Não quero falar sobre isso'', diz ele.

A última que morre
O delegado Benedito Valencise não disfarça a amargura ao telefone: ''A Polícia Civil fez seu trabalho''. O caso está no Supremo Tribunal Federal.

Bem na foto
O presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, está em alta no Planalto: recebeu dois elogios rasgados de Lula, nas últimas semanas.

Atenção, d. Marisa
Descendentes de italianos, com dupla nacionalidade, podem votar nos consulados até as 16h do dia 10, nas eleições parlamentares da Itália.

Paredão
Arthur Virgílio (PSDB-AM) está ''marcado para morrer'' politicamente: o governo articula para inviabilizar alianças possíveis, no Amazonas, que possam reeleger em 2010 o principal líder de oposição no Senado.

Pão nosso
Do ministro Cesar Asfor Rocha, novo vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça: ''Meu maior sonho é que a Justiça seja distribuída não como uma iguaria de festa, mas como o pão nosso de cada dia''.

Professores de ética
O PDT aparelhou até a assessoria de imprensa Ministério do Trabalho: Max Monjardim chegou ao cargo pelas mãos do pai, conselheiro de ética do PDT, presidido pelo ministro Carlos Lupi, cujos critérios éticos, aliás...

Novo verbete
Um dicionário vai incluir o verbete ''aloprado'' em sua edição de 2009: ''Aloprado.s.m. Nome genérico que se dá a um agrupamento de aprendizes da política, mal-sucedidos e estabanados na elaboração de dossieres clandestinos e nos hábitos noturnos''.

Mulher de malandro
Paparicado pelo governo Lula, o presidente equatoriano Rafael Correa quer tirar a concessão do bloco 18 da Petrobras, acusando-a de ''romper contrato'' com a Petroequador por vender ativos à japonesa Teikoku.

Clodovil já sabe
Ao sair do Planalto, o deputado Clodovil Hernandes (PP-SP) encontrou o vice José Alencar, que perguntou se estava gostando da Câmara. ''Continuo aprendendo'', respondeu Clodovil. ''Não é o que ouço falar'', retrucou Alencar, ''se o sr. é assim aprendendo, imagine quando souber''.

Dinheiro sobrando
Não será de R$ 650 mil, mas de R$ 1,25 milhão mensais o gasto da Secretaria de Comunicação do governo com assessoria de imprensa para divulgar o Brasil no exterior. Serão R$ 15 milhões em um ano.

Cabideira-mor
A ministra ''caxias'' Dilma Rousseff conhece as delícias dos cargos em comissão desde 1980, quando foi assessora na Assembléia gaúcha, depois secretária de Fazenda e finalmente das Minas e Energia.

Vai demorar
Lula diz que agora pretende fazer faculdade. Há um longo caminho a percorrer, presidente, em várias etapas. Incluindo o ensino fundamental.

PODER SEM PUDOR

Atraso é uma doença
No final dos anos 1990, o presidente e o secretário-geral do PSDB, senador Teotônio Vilela (AL) e deputado Márcio Fortes (RJ), chegaram com grande atraso a uma importante reunião tucana. Fortes justificou:
- O presidente Teotônio teve uma crise de um mal muito raro, o distúrbio cronotopocinético, mas já está tudo bem.
Ninguém entendeu nada, muito menos Vilela, que se sentia muito bem:
- Que diabo de doença você me arrumou?
- Ah, Téo, eu também sofro dela: distúrbio cronotopocinético. ''Crono'' de tempo, ''topo'' de terreno ou distância e ''cinético'' de movimento. É o sujeito não consegue calcular quanto tempo precisa movimentar-se para vencer determinada distância, chegando sempre atrasado.

Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto.com.br

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