CLAUDIO HUMBERTO
''Já há quem faça conta dos dias que faltam para me ver pelas costas.''
Presidente do Senado, Garibaldi Alves, desanimado com a ''queda de braço'' no plenário
Ibope São Paulo: Marta dispara
Caiu como uma bomba no tucanato, ontem, a nova pesquisa Ibope para prefeito de São Paulo, a ser divulgada neste final de semana. Números preliminares, aos quais esta coluna teve acesso, mostram que Marta Suplicy (PT) disparou, saltando de 27 em dezembro para 31% das intenções de voto. Geraldo Alckmin (PSDB) caiu de 25 para cerca de 23% e o prefeito Gilberto Kassab (DEM) está situado em torno dos 15%.
Efeito Lula
A clara vinculação de Marta Suplicy ao presidente Lula influencia mais o desempenho dela nas pesquisas que o recall de sua administração.
Pelas tabelas
Há um ano Geraldo Alckmin vem caindo consistentemente nas pesquisas. Ele chegou a ter 75% das intenções de voto para prefeito.
Atestado de óbito
Quinta (10), a CPI mista dos Cartões Corporativos deve ser declarada morta por sua presidente, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).
Cine Brasília
Em cartaz, ''A revolta das galinhas'', documentário sobre as laboriosas, humildes e parvas penosas que rejeitam comparações discriminatórias.
Bahia em chamas, Wagner em Miami
Na Bahia, a criminalidade avança dramaticamente, estimulada pelo ''estado de greve'' da Polícia Militar e pela greve disfarçada de ''operação padrão'' da Polícia Civil, mas o governador viajante Jaques Wagner (PT) nem parece preocupado com isso, nem com a falência dos setores da Saúde e da Educação: pegou um avião e seguiu para um longo passeio em Miami (EUA). Os aliados nem sabem o que dizer em sua defesa.
Delfim, 80
As homenagens pelos 80 anos do ex-ministro Delfim Netto, dia 1º, deve reunir mais políticos, incluindo Lula, que as festas do Dia do Trabalhador.
Altos e baixos
O governador José Serra já se recuperou do desmaio e do tombo. O que ele teme, ainda não ocorreu: uma queda nas pesquisas eleitorais.
Novela
A compra da Brasil Telecom pela Oi continua encalacrada pelas brigas de Daniel Dantas (Opportunity) com a Previ e o Citibank. Mas deve sair.
Professor Lula
Só pode ser petista o autor do ''banco de dados'' da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) com gastos do governo FHC: há ''gorgetas (sic) a funcionários'' e ''cuador'', em vez de coador de café.
OAS condenada
A construtora OAS, que pertence ao genro de ACM César Matta Pires, foi condenada pelo Tribunal de Contas da União a devolver R$ 335,5 mil por irregularidades na obra de ampliação do cais do porto de Natal (RN).
Meu Brasil brasileiro
Beira os R$ 650 mil mensais o custo da assessoria de imprensa que a Presidência da República quer contratar para mostrar no exterior que o Brasil não é só ''samba, sexo, sol e futebol'', mas é bom para investir.
Olho nos buracos
Temendo ser dizimado pela popularidade de Lula, o Democrata fixou a estratégia eleitoral de ''municipalizar'' o debate. ACM Neto (DEM-BA), candidato em Salvador, não vai falar mal de Lula. Nem sob tortura.
Nem aí
Entreouvido no Senado, num papo de petistas cansados dos gritos da ministra Dilma Rousseff: ''Lula não perderia minuto de sono se tiver de demiti-la. E nomearia Sérgio Gabrielli [Petrobras] num piscar de olhos''.
Rasga grana
A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), contratou show de Roberto Carlos para o aniversário da cidade. O ''rei'' precisa ficar atento: o último showmício dela quase acabou na polícia: suspeita de superfaturamento.
Arrogância
No caso da menininha morta em São Paulo, repórteres se referiam à expectativa de jornalistas diante da delegacia como se isso fosse notícia e à recusa de suspeitos de falarem à imprensa como se fosse obrigação.
Ovo de Colombo
Sutil, o presidente Lula, afirmando ser ''osso de galinha'' o escândalo do dossiê. No dia seguinte, o senador Mão Santa (PMDB-PI) pegou o mote e insinuou que a ministra Dilma Rousseff era ''galinha cacarejadora''.
Pensando bem...
...quem nasceu primeiro? O dossiê ou a ''galinha cacarejeira''?
PODER SEM PUDOR
Bronca mal compreendida
Locutor da rádio Tabajara, do governo da Paraíba, Pascoal Carrilho transmitia a chegada do presidente Ernesto Geisel a João Pessoa. Ao anunciar o desembarque do general com sua voz engraçada, ouviu-se uma sonora vaia. Enquanto a comitiva descia do avião, ele atacou:
- Acaba de desembarcar o Presidente... e esses moleques...
O ênfase em ''moleques'' soou como um xingamento aos ministros e assessores. Pascoal não pôde concluir a frase: a transmissão foi interrompida. E ele passou boa parte dos anos seguintes tentando explicar que sua bronca era contra a multidão, e não contra o ditador.
Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
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