''É a escandalização do nada''
Ministra Dilma Rousseff sobre o dossiê que a sua Casa Civil elaborou contra FHC

Correios: quem manda lucra mais
A direção dos Correios decidiu ficar com a ''parte do leão'' na distribuição dos lucros de 2007, que somaram R$ 833 milhões: em vez de repartir o bolo igualmente, como todos os anos, a cúpula da estatal ganhará mais. Os carteiros, que recebiam até R$ 600 no Plano de Lucros e Resultados, terão só R$ 220. O presidente da estatal, Carlos Henrique Custódio, vai levar R$ 48 mil; diretores de departamento, mais de R$ 16 mil, cada.

Greve dia 1º
Os Correios cortaram o ''adicional de risco'' dos carteiros alegando falta de dinheiro. Inconformados, eles iniciam greve na terça, dia 1º.

Pernas curtas
Pegou muito mal: a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) telefonou à ex-primeira-dama Ruth Cardoso para jurar que não havia dossiê anti-FHC.

Ordem alfabética
Depois do PAC, o governo criou o PAD - Plano de Aceleração de Dossiês. Mais tarde virá o PUM - Plano de Unificação de Mentiras.

Abre, conta
O dinheiro é público, portanto, os gastos não podem ser secretos. Faz bem o governo, ao divulgar os gastos de FHC. Falta divulgar os de Lula.

Vice das más notícias
Bem ao seu estilo, o presidente Lula escolheu o vice José Alencar para dar a má notícia ao senador Marcelo Crivella (PRB-RJ): apoiaria o candidato do PT, Alessandro Molon, à Prefeitura do Rio, e não a ele. Crivella comentou com o prefeito César Maia (DEM) a atitude de Lula e do governador Sérgio Cabral, a quem apoiou no segundo turno em 2006 após o presidente prometer que seria o candidato do PT e do PMDB.

De bom tamanho
César Maia ouviu calado coisas de arrepiar sobre Cabral e Lula, para quem a diretoria de Transportes da Transpetro já basta ao PRB.

Perguntar não empobrece
Quando disse que disse ''Bush, meu filho resolve teu problema'', Lula se referia ao filho genial que virou milionário durante o governo do pai?

Casal 20
Nos palanques eleitorais de 2008 um casal chama a atenção: o ''pai dos pobres'' e a ''mãe do PAC''.

Questão pessoal
A procuradora Cláudia Luz recebeu mais votos que a soma das duas concorrentes, na lista tríplice para o cargo de procuradora-geral da Justiça Militar, mas corre o risco de não ser nomeada: o atual presidente do Superior Tribunal Militar, brigadeiro Flávio Lencastre, não gosta dela.

'Pornoglota'
Se Lula ligou mesmo espinafrando ''meu filho'' Bush com um ''pô'' no final, coitado do intérprete ao telefone. Primeiro traduziu o português de Lula para a língua portuguesa e depois para o inglês, incluindo reticências...

Como pinto no lixo
Ao chegar a Delmiro Gouveia (AL), ontem, o presidente foi logo dizendo ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL), seu aliado, como se quisesse explicar o bom humor que exibia: ''Nada como uma boa pesquisa...''

Prenúncio
Informado ontem, em São Paulo, de que a neblina havia tomado conta de Brasília, alterando a paisagem, o deputado Clodovil Hernandes (PP-SP) avisou: ''É só o início. Quando eu me transferir para aí haverá mudanças de verdade''. Ele procura casa para se fixar na capital.

Alvíssaras
David Neeleman formata a nova empresa aérea brasileira aparentemente sem recorrer a lobby rastaquera junto à Agência Nacional de Aviação Civil, e sem paparicar Solange Paiva, sua presidente. Até quando?

Estradas do Brasil
Na terça, um ônibus despencou da BR-070, em Goiás, e duas pessoas morreram. Na quinta, um ônibus tombou na Via Dutra. Oito morreram. Na sexta, uma Kombi bateu na rodovia Cândido Portinari: cinco mortes.

Novilíngua
Além das bravatas do presidente Lula - como chamar o presidente Bush de ''meu filho'', uma gafe diplomática sem precedentes - o governo inova também na gramática. Dossiê agora virou ''banco de dados''.

Palpite infeliz
É bom mesmo que Bush ''resolva a crise (do crédito imobiliário) dele'', como recomendou Lula: da solução depende o futuro de milhares de brasileiros que buscaram nos Estados Unidos uma vida melhor.

Caso de polícia
Dilma, mãe do PAC; Lula, pai de Bush... Isso ainda acaba na delegacia.

PODER SEM PUDOR
Cunhado de qualidade

O ex-governador de Alagoas Guilherme Palmeira, ministro do Tribunal de Contas da União, conversava com o deputado Nelson Costa, que entrou para o folcore político ao pedir, como souvenir, a guimba do cigarro que o general João Figueiredo acabara de fumar, durante uma audiência.
- Sinceramente, não sei o que seria de mim sem o meu cunhado - disse Costa a Palmeira - Ele me ajuda muito.
- Desculpe, amigo, mas que cunhado?
- Aquele ali, pendurado no crucifixo.
Era como ele se referia a Jesus Cristo, orgulhoso da irmã, que, freira, casou-se com o filho de Deus.
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Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto.com.br

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