''O diabo, nesse caso, mora nos parágrafos''
Senadora Kátia Abreu (TO), sobre a proposta de reforma tributária do governo Lula

Lorenzetti na CPI irrita Lula
O presidente Lula acha que a oposição está ''sem rumo'', por isso parece ''cada vez mais agressiva''. Ele fez esse comentário em conversa privada com governadores nordestinos. Ele se disse inconformado com a convocação do amigo aloprado e churrasqueiro Jorge Lorenzetti para depor na CPI das ONGs, quarta-feira (dia 5). Acusado de integrar a ''gangue do dossiê'', Lorenzetti dirigiu a ONG Unitrabalho, que está sob suspeita.

Treme terra
O presidente Lula passou pelo Ceará na véspera de tremor de terra de 3,8 graus. Imaginem quando ele for ao Buraco do Alemão, sexta, no Rio.

Aliados
Na lista para nomeações para os altos escalões, o Planalto distingue dois grupos: os nomes do PT (os ''perfeitos'') e os do PMDB (os ''suspeitos'').

Novo domicílio
O ex-governador do Paraná Jaime Lerner, que trocou o ex-PFL pelo PSB, filiou-se ao DEM do Rio de Janeiro.

Projeto jabá
Projeto de um deputado estadual capixaba tenta ressuscitar uma extinta vergonha nacional: meia entrada para jornalistas em cinema, teatro etc.

Ele acusa? Convém averiguar
Foi o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) quem reduziu de R$ 264 milhões para R$ 40 milhões a verba do orçamento para o Rodoanel, do governo tucano de São Paulo, alegando superfaturamento. Os paulistas chamam-no de ''maluco'' e articulam acordo para anular a redução no plenário. Em 1995, ele reduziu a verba do TRT-SP, do juiz Lalau, pelo mesmo motivo. Foi derrotado pelos paulistas. O rombo no TRT foi de R$ 195 milhões.

Doenças à vista
Com o ressurgimento de doenças erradicadas, Brasília tem sido tomada de pombos, ''ratos com asas'', a começar pela praça dos Três Poderes.

Oportunidade
Terceiro maior exportador de petróleo na África e capitalizada, a Guiné Equatorial busca parcerias no Brasil, até para construir sua nova capital.

Grampo & cia
A Agência Brasileira de Inteligência gastou R$ 42 mil em ''equipamentos para a área de inteligência'', que, é claro, não especificou.

MadameCard
O presidente nacional do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), continua achando que ''não está no açougue, mas na Daslu'' o problema dos cartões corporativos da Presidência da República. Madame gasta.

Meu garoto
O Ministério Público Federal descobriu que a mãe do prefeito de Granja (CE), Geovani Brito, está inscrita no Bolsa-Família. Sua mãe, Maria Nanan, ainda ocupa um cargo de confiança na prefeitura.

Nada a declarar
A Petrobras não se pronuncia sobre o roubo dos laptops e discos rígidos de um contêiner no Rio de Janeiro. A estatal se recusa até a informar se a descuidada transportadora Halliburton continuará contratada.

Tropa de música
Vereadores gaúchos terão R$ 650,8 mil de apoio do Ministério da Cultura para soltar a voz num ''festival da canção'' com servidores e músicos profissionais em Porto Alegre. Os vencedores gravarão um CD.

República dos bancos
Como o Congresso não se manifesta e o governo se omite, os bancos fazem o que querem: agora, quem tem nome com registro no Serasa pode ser vetado no mercado de trabalho. A restrição é abusiva e ilegal.

Pensando bem...
...o Brasil é carente até de espiões corporativos. De cartões, excede.

PODER SEM PUDOR
Picolé de brasileiro
Presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) no início da década de 80, Aldo Rebelo viu-se cercado de convites internacionais. Num belo dia, foi a Moscou, cujo governo, então soviético, não lhe inspirava confiança. Militante do PCdoB, Rebelo via nos funcionários do Kremlin repulsivos revisionistas. Ao desembarcar, um solícito funcionário soviético insistiu para que ele vestisse um casaco térmico. Camarada Aldo recusou, achando-se agasalhado, e ganhou a rua. Não deu um passo depois disso. Repentinamente, perdera todos os movimentos. A temperatura, em Moscou, estava a 39 graus negativos. O brasileiro, sob a insuficiente lã dos velhos agasalhos, parecia congelado. Solícito, o russo jogou sobre ele o feioso, porém eficiente, abrigo térmico; e, aos poucos, o presidente da UNE foi recuperando a mobilidade. Chateado, o revolucionário Aldo ficou devendo esse favor à camarilha revisionista soviética.
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Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto.com.br

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