CLAUDIO HUMBERTO
''Quem entrar agora no jogo é para se queimar.''
Senador Romero Jucá, líder do PMDB, sobre a tão falada sucessão de Renan Calheiros.
Justiça: Cacciola faz strike
O Secretario Nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., não está nada feliz com a atuação do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça no caso do pedido de extradição do ex-dono do banco Marka Salvatore Cacciola, condenado a 13 anos de prisão por gestão fraudulenta e desvio de dinheiro público. A infelicidade é tanta que na próxima semana Tuma Jr. vai trocar o diretor do departamento, o diplomata Douglas Vasconcellos.
Protegido
O único problema de Tuma Jr. é que Douglas Vasconcellos é protegido do secretário Nacional de Segurança Pública, Antônio Carlos Biscaia.
Raivoso
O ex-governador do Mato Grosso do Sul Zeca do PT faz campanha contra o Ministério Público. Diz ser perseguido e vítima da ''ditadura dos promotores''.
Visita rara
Moradores de Macapá tomaram um susto, ontem: receberam a (raríssima) visita de José Sarney (PMDB), que representa o Estado no Senado.
Voto aberto
Substituto do senador Epitácio Cafeteira (PTB) no Conselho de Ética, João Vicente Claudino (PTB) assume a tempo de tentar ajudar no caso Renan.
Lula promete, assina e esquece
Durante a campanha presidencial de 1998 o então candidato Lula entregou uma carta, assinada do próprio punho, à Ordem dos Advogados do Brasil com inúmeras promessas caso viesse a assumir o comando do País. Em um dos itens Lula fala da situação caótica da segurança e da violência no Brasil e ainda promete uma reformulação completa no sistema penitenciário. Lula garantiu que após assumir, faria uma ''reforma radical''.
Água abaixo
No documento, Lula afirmou que usaria o governo para ''promover uma reforma das Febem, das polícias, do Judiciário e do sistema penitenciário''.
Alimentos
Campanha do governo do Distrito Federal conseguiu reunir, em apenas 20 dias, 40 mil toneladas de alimentos para serem enviados ao Piauí.
Essencial
O Banco do Brasil fez pregão eletrônico para comprar 17,5 mil nécessaires prata, 10 mil álbuns de fotos e 15 mil cadernos universitários.
Surpresa
O senador José Maranhão em conversa com o líder do PSDB, Arthur Virgílio, explicou que concorrer à presidência do Senado não é sua prioridade: ele se declarou candidato a assumir o Governo da Paraíba.
Parado
O deputado João Bacelar (PR-BA) tenta agilizar o trâmite de projeto, parado no Congresso há mais de dois anos, que cria 400 Varas Federais e implanta Juizados Especiais em todo o País, para acelerar o andamento da Jusitça.
Fantasma concreto
Já não se fazem obras fantasmas como antigamente, quando o dinheiro saía, mas a obra não. Acusada pelo PSOL de ser ''fantasma'', a Construtora KSI de fato construiu em Murici (AL) as 28 casas contratadas pela Funasa.
Olho fechado
A Anatel anunciou normas para ''proteger'' os cinco milhões de clientes da tevê por assinatura. Ameaça punir operadoras por um monte de bobagens, mas nada diz sobre o excesso de comerciais e anúncios en espaÀol.
Transparência
O Ministério do Desenvolvimento Social explica que o contrato com a L.A. Viagens de R$ 1 milhão foi destinado para realização da VI Conferência Nacional de Assistência Social, entre os dias 14 e 17 de dezembro.
Amnésicos anônimos
A entrevista de Lula a Playboy, em 1979, dizendo ''nada melhor que chegar bêbado e fazer um amorzinho com a mulher chorando e descabelada'', desmente a declaração, há dias, que seu último porre foi na Copa de 1974.
Grande novidade
A TAM agora permite que clientes levem os fones de ouvidos descartáveis para casa. Chamam a grande novidade de ''iniciativa pioneira''. A má qualidade dos fones de ouvido tem tudo a ver com os serviços da TAM.
Ele teve títulos protestados
O empresário Antônio Ermírio de Morais, 79, foi o grande destaque dos dez anos da revista IstoÉ Dinheiro, quinta. Contou que no começo da sua Cia Brasileira de Alumínio, nos idos de 1952, vivia atormentado com títulos protestados. Hoje, a CBA tem um patrimônio líquido de quase R$ 6 bilhões.
Pensando bem...
...a Justiça não é cega. Ela está com Cisco no olho.
PODER SEM PUDOR
Resistir é preso
Cassado pelo marechal Castello Branco logo após o golpe de 64, o governador paulista Ademar de Barros decide resistir. Convoca uma reunião do secretariado, com a intenção de mobilizar 60 mil pessoas em armas para enfrentar as tropas federais. O governador demorou a chegar na reunião. Estava ao telefone, fazendo contatos, buscando informações. Mas logo concluiu que não havia condições de reagir. Ele entrou na sala de reunião calado e cabisbaixo, sob o olhar atento dos secretários e assessores. Sentou-se à cabeceira da longa mesa e exclama, vencido:
- Que tremenda sacanagem fizeram comigo!
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Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
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