CLAUDIO HUMBERTO
''Vamos ajustar qualquer curto-circuito antes da votação da CPMF''
Senador Romero Jucá (PMD-RR), líder do governo, em busca da ''convergência''
Infraero: lero-lero privatista
A nova diretoria da Infraero segue o exemplo do chefe, ministro Nelson Jobim (Defesa): muito lero-lero. Apenas atormenta os servidores, cortando-lhes o cafezinho, cancelando a incorporação funcional, instituindo rígidos horários de trabalho a partir desta segunda-feira, retirando a autonomia dos superintendentes nos aeroportos e demitindo em massa sem aviso prévio. Parece até enxugamento para preparar a privatização da estatal.
Farra baiana
Nos oito primeiros meses de governo, Jaques Wagner (PT), da Bahia, torrou mais de R$ 10 milhões em propaganda, sem licitação.
Voa, Lula, voa
Mal tira o pé da África, o presidente vai dia 9 de novembro ao Chile, para a Cúpula Ibero-Americana de chefes de Estado. Em 2008, visita a Indonésia.
Isto não se faz
Obrigado a entregar a presidência do PR na Bahia ao novo filiado, senador César Borges (BA), o deputado José Carlos Araújo é um poço de mágoas.
Tombado
O Ministério das Relações Exteriores contratou Oscar Niemeyer por R$ 3,2 milhões para fazer o projeto do Anexo III do Itamaraty .
Brasil: corrupção endêmica
O historiador Rafael Simões, da Transparência Capixaba, analisou os números da Transparência Internacional e concluiu: a nota 3 do Brasil (a máxima é 10) entre os países menos corruptos revela corrupção endêmica, que afeta todos os setores da sociedade. Em treze anos de estudos do índice da TI, a nota do Brasil em 2007 é menor que a própria média, já baixa. Subiu no governo Lula, mas não atingiu os 4,0 de 2001 e 2002.
Combate possível
Rafael Simões sugere criar um mapa da corrupção, identificando problemas e propondo soluções, integrando órgãos de combate à corrupção.
Marketing grátis
Sugestão para o governo Lula divulgar o submerso Ministério da Pesca: patrocinar, na TV, uma novela que poderia se chamar ''Pescados Capitais''.
Prosperidade
O poderoso Grupo Positivo é outro cliente da empresa de consultoria do deputado tucano e ex-ministro da Educação de FHC Paulo Renato (SP).
Contratos lotéricos
Em apenas um dia, esta semana, o Diário Oficial publicou dez contratos de editoras com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para fornecer livros didáticos. A conta totalizou mais de R$ 290 milhões.
Patente injustiça
A Justiça do DF multou, em R$ 5 mil cada, os engenheiros Tácito Sampaio Alves e Alarcon Barbosa por reclamarem direitos autorais do projeto de uma linha de transmissão inovadora, instalada pela Eletronorte sem autorização, em 2001. Alves recebeu o prêmio Roberto Simonsen.
Dilema atroz
O dilema do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) é filiar-se ao PRB governista até o dia 5, mas antes deve mostrar serviço: seu relatório da CPI do Apagão Aéreo. Teme passar por chapa branca antes do tempo.
Bolsa-companheiro
Com o vergonhoso aumento de até 140% para os ''cumpanhêro'' do PT, o governo Lula institui, na prática, o financiamento público de campanha, através da contribuição obrigatória. Para os demais partidos, a lei.
Lobo mau
A Comissão de Meio Ambiente da Câmara vai analisar a Medida Provisória 393, que entregou ao DNIT e não ao Ibama a fiscalização de obras em portos e rios. Será um chuá para o show das hidrelétricas.
Senador Suplício
O senador tucano Arthur Virgílio (AM) saía de fininho de uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça, esta semana, quando seu presidente, Marco Maciel (DEM-PE), pediu para ele ficar e ouvir Eduardo Suplicy (PT-SP). Ele fechou a cara, mas ficou. Ouvir Suplicy é mesmo um suplício.
Ex nunca desiste
A OAB-MS ameaça entrar na Justiça contra as pensões de R$ 24,5 mil dos ex-governadores Wilson Martins, Pedro Pedrossian e Marcelo Miranda. A Constituição proíbe e o Supremo cancelou a boquinha de Zeca do PT.
Fisiologismo na veia
Para o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), se for sincera a queixa de Lula, a base do governo no Congresso deveria ser internada em clínica de desintoxicação: foi viciada, pelo próprio governo, no ''toma lá dá cá''.
Língua pátria
Com a inesperada defenestração de Mangabeira Unger, Lula introduziu nova categoria de aloprado ao vocabulário nacional: o sealoprado.
PODER SEM PUDOR
Lei de palanque
Candidato a prefeito de Catolé do Rocha (PB) nos anos 60, Benedito Alves Fernandes, o Biu Fernandes, encerrou a campanha usando a famosa expressão do Direito: ''Dura Lex Sed Lex'' (''A Lei é dura, mas é a Lei''). Como o povão não entendeu, Biu resolveu traduzir a frase: ''Lutarei até morrer!''. Hoje ele é deputado estadual pelo Democratas. Biu pode não saber o significado da expressão em Latim, mas já deve ter aprendido que, para certos políticos, como diria Fernando Sabino, a expressão mais adequada é ''dura lex sed latex'' (a lei é dura, mas estica).
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Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto.com.br





