''Eu só lamento que na minha despedida eu tenha de falar do Brasil.''
Presidente Lula, na Noruega, recusando a responder uma pergunta sobre Renan Calheiros

Governo vai desonerar a folha
O governo decidiu fazer um gesto de boa vontade com o empresariado, cuja mobilização contra a CPMF até sensibilizou o presidente Lula: vem aí a desoneração da folha de pagamento das empresas, que, além de taxas diversas, pagam 8% de FGTS e 28% de INSS. Uma idéia em estudo é reduzir em 0,5% o recolhimento previdenciário, embora a equipe econômica ache que isso poderia ''perpetuar'' a CPMF. Mas já seria alguma coisa.

É mesmo?
O Ministério da Fazenda calcula que o governo Lula já promoveu desonerações que somam R$ 30 bilhões. Ninguém sabe, ninguém viu.

Farpas petistas
De importante liderança do PT no Senado, falando mal da companheirada: ''...ainda tenho de aguentar o Suplício, o Dissídio e o Mercador''.

Fervendo
Mais molho quente na disputa para a prefeitura de Manaus: o ex-senador e ex-governador Amazonino Mendes vai trocar o Democratas pelo PTB.

Shakespeare
De tão educados, os governantes da Dinamarca em nenhum momento da visita de Lula disseram que ''existe algo de podre no reino do Brasil''.

PRF faz da população refém
A Polícia Rodoviária Federal usou milhares de pessoas como reféns, ontem, em Brasília, a pretexto de protestar contra o governo. A ''operação padrão'' revistou quase todos os veículos no horário de pico. Os engarrafamentos gigantescos duraram horas. De nível médio, ganham salário inicial de R$ 5.900 e acham pouco. Casos de emergência médica não foram atendidos por culpa do caos. A direção da PRF não fala em punir os irresponsáveis.

Alô, PF
Há policiais rodoviários donos de guinchos mantidos próximos de postos da PRF. Claro, são os primeiros a chegar após qualquer acidente.

Suspeito nº 1
Aliados de Renan Calheiros ironizam a pancadaria, afirmando que só falta ele virar suspeito do assassinato de Taís, da novela ''Paraíso Tropical''.

Baú de memórias

O mítico empresário Roberto Amaral, profundo conhecedor da alma e dos segredos da política brasileira, é o entrevistado-bomba da próxima edição da revista Joyce Pascovich. Ele deve um livro de memórias ao País.

Xingamentos
O senador Tião Viana (PT-AC) foi xingado por uma mulher, aos gritos, durante o vôo para Rio Branco (AC), quinta-feira. Ela gritou muito, dizendo-se revoltada com a absolvição de Renan Calheiros. Viana não reagiu.

Foi mal
A imprensa uruguaia destacou ontem o pedido de desculpas do ministro Hélio Costa (Comunicações): ele respondeu a um repórter do jornal El Pais que ''qualquer bairro de São Paulo é maior que o Uruguai'', ao discordar do sistema digital europeu adotado na nossa antiga Província Cisplatina.

Números
Os aliados de Renan Calheiros fizeram as contas: após 110 dias de pancadaria, a oposição só tirou cinco votos do presidente do Senado. Ele foi reeleito com 51 votos, no começo do ano, e escapou da cassação com 46.

Apagão jurídico
A Advocacia-Geral da União deve começar quarta-feira (19) a maior greve de sua história. O movimento ganhou dimensão ainda maior com a proposta de reajuste risível apresentada quinta-feira pelo governo Lula.

Dúvida
O embaixador Guilherme Leite Ribeiro indaga: ''O adido da Polícia Federal em Paris fala francês? Já tivemos adidos em Roma, Paris e até gerente do Banco do Brasil em Nova York que desconheciam o idioma local''.

Aliança
O complicado prefeito de Belém (PA), Dulciomar Costa (PTB), nomeou Rejane Jatene para a Secretaria de Saúde. É a quinta pessoa no cargo. Ela é irmã do ex-governador tucano Simão Jatene, com quem Costa se aliou.

Classificados
O leitor Sidney Franchello, de Londrina, manda avisar à Câmara que vende computadores portáteis pela metade do preço que a turma de Arlindo Chinaglia pagou, na compra dos 513 notebooks para os deputados.

Pensando bem...
...quarenta é um número emblemático no governo Lula.

PODER SEM PUDOR
Sem intermediários


Antigamente, ao encerrar uma votação no plenário, o presidente da Câmara dos Deputados proclamava:
- O item da pauta foi aprovado. A matéria agora vai ao Senado Federal (ou à sanção presidencial, dependendo do caso).
Após os últimos acontecimentos, o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que já sentou naquela cadeira, propõe novo texto para as circunstâncias:
- O item foi aprovado. A matéria agora vai ao Supremo Tribunal Federal!
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Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto.com.br

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