CLAUDIO HUMBERTO
''É reconfortante (ver) que as instituições funcionam''
Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, sobre o julgamento do mensalão
Lula compra sua casa de praia
O presidente Lula está mesmo preocupado com a qualidade de vida depois de deixar o Palácio do Planalto. Ele é cooperado da Bancoop, cooperativa habitacional investigada por suspeita de estelionato, apropriação indébita e formação de quadrilha. O presidente paga prestações de uma casa de praia no Guarujá (SP). O imóvel ainda está em construção, segundo a Bancoop, que não divulga o valor. Mas as casas no local chegam a R$ 1 milhão.
Vizinho Berzoini
O deputado Ricardo Berzoini (SP), presidente nacional do PT, é um dos fundadores da Bancoop, a cooperativa que está sob investigação.
Três mil lesados
A Justiça quebrou o sigilo bancário da cooperativa Bancoop. O Ministério Público paulista suspeita que três mil cooperados tenham sido lesados.
Satisfação garantida
A Bancoop nega irregularidades e confirma: só restam 1.700 casas a serem construídas. Se o imóvel não sair cooperados podem ter o dinheiro de volta.
Velho gosto
Certa vez José Dirceu disse a esta coluna que Lula já tinha casa de praia, embora modesta, antes mesmo de ingressar na política.
Vida de ex é uma delícia
Os governistas cochilaram: o projeto do ex-senador Ney Suassuna, criando pensão para ex-presidentes, acabou arquivado. Mas será ressuscitado. Lula não precisa se preocupar: ele terá uma ótima vida após o mandato: uma lei de 1986 concede a ex-presidentes da República quatro seguranças, dois carros oficiais com motoristas e dois assessores para o que precisar. Como ele pode ver, o churrasco está garantido.
Chá de sumiço
Ninguém sabe, ninguém viu, nem se lembra, mas o ministro da Agricultura do governo Lula atende pelo nome Reinhold Stephanes.
Novo ramal
O projeto de Brasília para sede da Copa do Mundo de 2014 prevê um ramal de metrô ligando o estádio Mané Garrincha ao aeroporto internacional JK.
Tarso na trilha?
O Ministério da Justiça faz compras curiosas. Após 4 fornos microondas, a repartição do ministro Tarso Genro gastou R$ 13,6 mil em mochilas.
Tá feia a coisa
É muito ruim a situação do ministro Alfredo Nascimento (Transportes) no inquérito do Ministério Público Federal sobre denúncias de improbidade administrativa contra ele, praticados ainda no primeiro governo Lula.
Tasso isolado
Nem tucanos aguentam mais o coronel Tasso Jereissati (CE). No Senado, seja no plenário ou no Conselho de Ética, são Arthur Virgílio (AM) e Sérgio Guerra (PE) que falam, quando o PSDB quer deixar clara uma posição.
Nada Santi
O secretário-geral adjunto da mesa do Senado, Marcos Santi, que disse ter se ''sentido'' pressionado, aposta na queda de Renan Calheiros e sobretudo da titular da secretaria-geral, Cláudia Lyra. É candidatíssimo ao cargo dela.
Baile do cabide
Funcionários de carreira do BNDES advertiram o presidente Luciano Coutinho sobre aspones sem qualificação técnica, mas salários de executivos, que entram pela janela e marginalizam o corpo técnico.
Mosca azul
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, acertou com a ministra Marta Suplicy (Turismo): será candidato a prefeito de São Paulo. Agora quer tentar convencer o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) a desistir de sua candidatura.
Novo banco
A Hichens & Harrison Co., mais antiga corretora de valores da Inglaterra, tornando-se banco de investimento, adquiriu a Global Traders Consultores e opera a partir de hoje, no Rio, presidido por Pedro Alberto Moreira Leite.
Zzzzzzz...
Ronca na gaveta do relator Narciso Rodrigues (PMDB-MG) o requerimento do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) ao ministro Nelson Jobim (Defesa) pedindo informações sobre a deportação dos pugilistas cubanos.
Dura lex, sed flex
De um jurista experiente sobre a vulnerabilidade do Supremo Tribunal Federal à pressão das ruas: ''A Justiça é cega, mas não é surda''.
PODER SEM PUDOR
Sentença de morte
Papel em branco aceita tudo. Em Vajota (CE), o candidato a prefeito Gentil Pires (PSB) convenceu um adversário a ser seu vice prometendo renunciar em dois anos. E entregou a ele um papel em branco com sua assinatura. Eleito, Gentil não cumpriu o trato. E a vingança foi cruel: a Câmara Municipal recebeu uma carta-renúncia, onde ele confessava bater na mulher, beber muito e não se sentir ''em condições morais'' para o cargo. Destituído, ele reconheceu a sua assinatura, mas não a carta.
Moral da história: assinar em branco é a sentença de morte amanhã.
Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
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