''Ele [Hugo Chávez] é presunçoso e tem arrogância ilimitada.''
Senador Agripino Maia (DEM-RN) sobre os ataques do ditador venezuelano ao Senado

Vice ganha descontaço da Receita
A indústria de tecelagem Coteminas S/A, controlada pelo vice José Alencar (PRB), ganhou da Receita Federal um descontaço de 75% de todo o imposto sobre a renda e ''adicionais não restituíveis'' a pagar. A renúncia fiscal, válida de 2007 até 2016, é determinada por dois ''atos declaratórios executivos'' do delegado da Receita em Montes Claros (MG), onde fica sua sede, alegando favores da legislação de incentivos da área da ex-Sudene.

Tudo dominado
Para se habilitar à boquinha do descontaço da Receita, a Coteminas S/A obteve parecer favorável do Ministério da Integração Nacional.

Chá de cadeira
A votação da indicação de Luiz Pagot para a direção-geral do DNIT (ex-DNER) foi adiada por cinco dias úteis no Senado. Pago espera há 240 dias.

Arco-íris no Pan
Quem viu, garante: os ensaios para a abertura oficial do Pan mais parecem uma extensão da parada do orgulho gay.

Tô fora
Ocupantes de cargos comissionados no gabinete do ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça, planejam pedir demissão em bloco.

Apagão no céu e na terra
Além do apagão aéreo, apagão rodoviário. Congonhas só possui 18 ônibus para fazer o transporte dos 650 aviões que sobem e descem, todo dia, no aeroporto mais movimentado da América Latina. Cada vôo mobiliza três ônibus. E cada embarque e desembarque leva uns vinte minutos. Além disso, Congonhas tem 12 fingers, ponte que leva o passageiro para o avião. Mas só existem três operadores para fazer o serviço.

Ocupando a moita
A sucata da Vasp ocupa três posições de Congonhas, inutilizando espaço precioso. Só ali, o aeroporto poderia concentrar 25 pousos por dia.

Fantasmagórico
O aeroporto de Lajes (SC) está inativo para aviação comercial há quatro anos. Não desce nem sobe avião. Apesar disso, existem lá 25 funcionários.

Como no INSS
Também no Rio, é preciso chegar entre 4h e 5h da madrugada na Receita Federal, sob risco de assaltos, para obter senha e conseguir ser atendido.

Vingando Vavá
Renomeando Silas Rondeau para o cargo de ministro de Minas e Energia ou atrasando a liberação do aumento prometido à tão elogiada Polícia Federal, de um modo ou de outro o presidente Lula vingará o irmão Vavá.

Baculejo
Se voltar a apreender mercadorias na Feira do Paraguai no domingo, em Brasília, a Polícia Civil pode encontrar um frequentador assíduo do lugar: o general Jorge Félix, ministro-chefe de Segurança Institucional de Lula.

Pirulito que bate, bate
O ex-governador do Rio Anthony Garotinho se diverte como criança com o inferno de Renan Calheiros, que ''demoliu'' sua candidatura a presidente. Também festejou em seu blog as pesquisas desfavoráveis a Sérgio Cabral.

Comando de caça
O senador Demóstenes Torres largou a relatoria da CPI do Apagão para se dedicar a tentar cassar Renan Calheiros e Joaquim Roriz. Por isso marcou para hoje o depoimento da ex-empresária Silvia Pfeiffer, que seria ontem.

É ilegal
A política no fundo do poço: os 19 deputados estaduais de Rondônia elegeram sua nova mesa diretora. Parece coisa normal. Não é. Reelegeram a mesma turma para o biênio de 2009/2010, para sair junto com Lula.

Coisas do além
Alan Kardec está de volta. Pelas mãos do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, deve assumir a gerência executiva de refino da estatal. Ele se envolveu com a baiana GDK e teria ajudado a financiar, de forma sutil, a campanha de Wagner em 2006.

É missão
O advogado Sérgio Mazillo administra os R$ 52 milhões deixados por René Proença, milionário da mega-sena assassinado, por designação da juíza do caso. A herdeira é a filha de Proença e não a ''viúva'', suspeita do crime.

Mal na TV
Relatório da Universidade de Lisboa revela que portugueses marginalizam os brasileiras em Portugal, segundo o Jornal de Notícias. ''As telenovelas do Brasil incentivam a imagem de prostitutas'', segundo o estudo.

Poder de fogo
O presidente Lula propõe uma competição do governo com o crime organizado. O problema é saber quem tem mais bala na agulha.


PODER SEM PUDOR

Era uma vez Pió
Campina Grande (PB) também vivia sob a lei marcial da Revolução de 1932 quando certa madrugada o vereador Zé Pió retornava de uma farra, em pleno blecaute, e foi interceptado por um sentinela: ''Alto lá!'' Zé Pió não percebeu que a advertência era para a ele e continuou a andar, tateando a escuridão. O milico engatilhou o fuzil: ''Quem vem lá? Fale ou leva fogo!''
- É Pió! Não atira que é Pió! - gritou o vereador.
Pior para ele. O soldado achou que era uma provocação e mandou bala.
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Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto.com.br

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