CLAUDIO HUMBERTO
''Está em apenas no começo.''
Presidente Lula, mostrando que está bem informado sobre a Operação Navalha
Ministro Rondeau: por um triz
A prisão do chefe de gabinete, Ivo Costa, e de outro assessor mostra como a Polícia Federal chegou perto do ministro Silas Rondeau (Minas e Energia) na Operação Navalha. Fonte da PF revelou que agentes de inteligência têm imagens de funcionário da construtora Gautama entrando no ministério com uma mala, supostamente contendo dinheiro, e saindo do prédio sem ela. Foram inclusive requisitadas fitas das câmeras de segurança do ministério.
Doação
A construtora Gautama doou R$ 100 mil para a campanha do governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB).
Campanha 2006
Receberam doações da Gautama o senador Papaleo Paes (PSDB-AP) e os deputados Átila Lins (AM), Gastão Vieira (MA) e Osvaldo Reis (TO).
Cravo e ferradura
Roseana e José Sarney evitaram falar sobre a prisão do amigo Zuleido Veras, mas o jornal da família celebrou a prisão do inimigo José Reinaldo.
Fato consumado
O senador José Sarney telefonou ontem ao ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde para dizer que não se opõe à sua nomeação para presidir Furnas.
Receita quer muro na fronteira
O presidente Lula decidiu não erguer um muro na fronteira com o Paraguai, como esta coluna revelou ontem, alegando que o Brasil não admite muros como os de Berlim, da fronteira do México com os Estados Unidos e aquele que isola Israel da Palestina. Mas a Receita Federal discorda do presidente, argumentando que o muro em Ciudade del Este seria apenas para demarcar a área aduaneira. Nada a ver com segregar ''los hermanos''.
Cortina de fumaça
Cobrados novamente pelo acidente da Gol, controladores de vôo voltaram a tentar ''plantar'' notícias de ''choques iminentes'' de aviões de carreira.
Falando mal
No aniversário de Aloizio Mercadante (PT-SP), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) reclamou muito do tratamento recebido do presidente Lula.
Solidariedade
O deputado Nelson Pelegrino (BA) é um dos petistas mais inconformados com a prisão do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, pela Polícia Federal.
Fio da navalha
O prefeito de Sinop (MT), Nilson Aparecido Leitão (PSDB), preso na Operação Navalha da Polícia Federal, coordenou a campanha do tucano Antero Paes de Barros ao governo de Mato Grosso.
Clima ruim
Os colegas de partido do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) se queixam de que ele ''não representa o PV'', não obedece o líder, nem vota como o partido manda, a favor do governo. ''Ele só quer aparecer'', acusa um deles.
Extremo
Ao saber que o presidente do PT, Ricardo Berzoini, afirmara que ''todo programa público está sujeito a fraudes'', o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) alfinetou: ''No governo Lula, essa máxima foi levada ao extremo''.
Só um apêndice
O presidente da OAB nacional, Cezar Britto, não se conforma com o abuso das medidas provisórias quase diárias de Lula: ''O Legislativo continua sendo um apêndice do Poder Executivo, o que é ruim para a democracia''.
Nova rota
A dois meses do início das operações, mais de 10 mil passageiros já fizeram reservas para os vôos da TAP que vão ligar Brasília a Lisboa. Este significativo volume de reservas é apenas para vôos até outubro.
Plínio Marcos
A peça ''Navalha na Carne'', de Plínio Marcos, sobre um cafetão, um travesti e uma prostituta vivendo sob o mesmo teto, foi censurada, na ditadura, pela Polícia Federal. Hoje, o título inspira a moderna PF no combate ao crime.
Três opções
ACM conta com a solidariedade do senador paulista Romeu Tuma: se o babalaô deixar o Democratas, como ameaça, o ex-delegado segue com ele. O grupo examina três partidos como destino: PSDB, PDT e PR.
Tratoraço
O presidente francês Nicolas Sarkozy mal tomou posse e já nomeou todo o seu governo, ao contrário do colega brasileiro. Mas Lula fez escola: Sarkozy adotou a tática de cooptar a oposição: nomeou ministro um socialista.
Sopa de letras
A conversa do presidente Lula com as oposições se resume em duas metas: mais PAC e menos CPI.
PODER SEM PUDOR
Humor na feira
Maurício Fruet era uma figuraça. Sem mandato, em 1994, resolveu reformar sua loja, em Curitiba. Vestia roupas velhas e metia a mão na massa. Certo dia, foi caminhando da obra ao escritório. Encontrou um velho amigo, que pareceu chocado com sua roupa surrada. Fruet resolveu pregar uma peça:
- A coisa não está boa. Perdi a eleição, estou desempregado, mas vou tocando: vendo laranjas na feira...
Compadecido, o amigo enfiou discretamente em seu bolso uma nota de cem reais. No dia seguinte, às gargalhadas, Fruet o convidou para jantar e pagou a conta usando a mesma nota.
Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
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