CLAUDIO HUMBERTO
''Nem sei se estou vivo até lá.''
Presidente Lula, o muito vivo, fingindo ''enterrar'' a hipótese de voltar em 2014.
Lula prioriza sua propaganda
A suposta prioridade conferida pelo governo Lula às questões sociais não resiste a uma consulta ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). De janeiro até agora, o governo Lula investiu efetivamente em saneamento, por exemplo, apenas 0,13% (cerca de R$ 2,4 milhões) dos recursos autorizados. Mas já torrou R$ 28,1 milhões em publicidade e propaganda, correspondentes a 7,61% do total previsto no Orçamento.
Finalmente
Após todo o ano passado sem dar o ar da graça na tribuna do Senado, Roseana Sarney (PMDB-MA) quebrou o encanto: discursou ontem.
Patinho feio
A Agência Brasileira de Inteligência deveria se chamar ''de Indigência'': ao contrário da Receita, agora com dois helicópteros, A Abin não tem nenhum.
Na sombra
Sérgio Gomes da Silva, o ''Sombra'', passou oito horas no Incor (SP), após sentir dor no peito. Remorso? Não: suspeita de infarto, logo descartada.
MSTur
O Ministério do Desenvolvimento Agrário fechou contrato de R$ 3 milhões com a agência de turismo Valtat Viagens. Reforma agrária, que é bom...
Entre a cruz e a espada
Famoso por comandar um programa de excelência na gestão da coisa pública, o vice-governador de Minas, Antônio Anastasia, dispõe de um parecer técnico contrário ao projeto de ampliação da mina de Casa de Pedra. Mas, de outro lado, o maior interessado na questão, Benjamin Steinbruch, com seu jeitão de ''eu posso tudo'', pressiona o governador Aécio Neves para que o parecer não seja aprovado.
Praga invencível
Ratos fizeram o maior estrago numa agência do INSS em Salvador (BA). A Previdência diz que vai desratizá-lo. Alguns ratos serão presos.
Mais munição
A Polícia Federal comprou 830 mil cartuchos de bala para ''atender a necessidade da PF nos jogos Pan-americanos,'' por R$ 2,48 milhões.
Impunidade
Para fortalecer a democracia, não basta impedir que os dirigentes sejam reeleitos. É preciso impedir que os dirigentes sejam réus eleitos.
Calada da noite
De segunda a sexta, Edmilson Campos é chefe de gabinete de Domingos Juvenil (pau mandado de Jader Barbalho), seu tio que preside a Assembléia Legislativa do Pará. E é vereador de Vigia (PA). De madrugada, certamente.
Esse Lago é meu
No Maranhão, d. Clay é secretária particular do marido, governador Jackson Lago, com status e salário de secretário de Estado. A cunhada, Cristina, é ''subsecretária particular adjunta'' (sic). O irmão dele, Antonio, dirige o porto.
Eficiência
A presidente da Embratur, Jeanine Pires, monitora diariamente o noticiário sobre o Brasil em 24 países. Se a notícia é ruim para a imagem do País, ela aciona mecanismos imediatos de resposta ou esclarecimentos.
Borocoxô
A escolha de Luciano Coutinho para o BNDES, antecipada nesta coluna, chateou ainda mais Delfim Netto, a quem o cargo foi oferecido. O ex-ministro anda meio borocoxô com a enfermidade da mulher, d. Mercedes.
Uma pro santo
Com o bordão ''todo seu'' da nova campanha publicitária, para se aproximar dos clientes, o Banco do Brasil se apropria do dístico do falecido Papa João Paulo II. Era do agora quase santo Karol Wojtyla a divisa papal ''totus tuus''.
Tom e Jerry
Advogados da empresa de caça-níqueis apreendidos em São Paulo, ligada a
bicheiros do Rio, pediram reintegração de posse na Justiça, alegando que as máquinas estavam em armazém alfandegado, sob custódia da Receita.
No radar
A tropa governista acredita ter uma carta na manga em caso de CPI do Apagão na Câmara: ressuscitar o ''bode'' do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), implantado sob muitas suspeitas no governo FHC.
MPB sedutora
O jornalista e pesquisador Ricardo Cravo Albin fará palestra em Brasília, nesta sexta, a convite do secretário Silvestre Gorgulho (Cultura), sobre ''A sedução da MPB na formação cultura do Brasil'', no Teatro Nacional.
Pensando bem...
...com Mangabeira Unger falando o carrrrrregado português de Harvard, agora
sim é que vai ser difícil esse governo se entender.
PODER SEM PUDOR
Unidos só no desastre
O tucano José Serra sempre preferiu o ''vôo solo'', o que o afasta até de correligionários. Em 1994, quando o PSDB ainda não havia escolhido o candidato ao governo paulista, ele aceitou carona no helicóptero de Mário Covas, com quem vivia às turras, entre Jaú e a capital. Após algum tempo de vôo, entraram em uma área de forte turbulência. O helicóptero sacudia muito e Serra, que tem medo de voar, agarrou a mão mais próxima. Era a de Covas. O deputado Aloysio Nunes Ferreira não perdeu a piada:
- Só assim para estes dois se darem as mãos...
Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto.com.br





