CLAUDIO HUMBERTO
''Se Lula não fez em quatro anos, não fará no repeteco.''
Geraldo Alckmin, candidato tucano, sinalizando que já admite a derrota
'Boquinhas' em perigo
Os diretores executivos brasileiros no Banco Mundial e no FMI, Otaviano Canuto e Eduardo Loyo, fingem-se de mortos até o dia 1º. Se as indicações do aspone Marco Aurélio Garcia para o Bird e de Afonso Bevilácqua para o FMI não forem confirmadas até lá, ambos terão os mandatos renovados por mais três anos, período em que ganharão US$ 600 mil livres de impostos. No novo governo, de Lula ou Alckmin, só sairiam renunciando à ''boquinha''.
Reeleição
Os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Aldo Rebelo, acertaram ponteiros: vão brigar pela reeleição das atuais mesas diretoras.
Bolsa-Amigo
Lula afirmou à Folha de S. Paulo que ''se houve crime eleitoral (no dossiê), terei que pagar''. Ele, não. O amigo-pagador do Sebrae, Paulo Okamato.
Grana voadora
O delegado Diógenes Curado, de Cuiabá (MT), negou que o dinheiro tenha vindo do PT. Ele tem razão: como dizia Leonel Brizola, ''vem de longe''...
Boca rica
O governador Zeca do PT (MS) luta para aprovar emenda à Constituição do Mato Grosso do Sul que lhe concederá uma pensão vitalícia de R$ 22 mil.
Pistas do dinheiro sujo
Ex-tesoureiro do PPS, o empresário paulista Rui Vicentini afirma que o seu relatório de 80 páginas, com provas e documentos, à finada CPI dos Bingos, aponta pistas do dinheiro da gangue do dossiê no crime organizado. ''A releitura encontraria grandes coincidências, como jogo do bicho e bingos, além do narcotráfico financiado campanhas do PT'', diz Vicentini.
Vigarice
No Pará, índios invadem para extorquir a Vale do Rio Doce; em Alagoas, exigem cestas básicas para uma invasão a órgão público. E ficam impunes.
Companheiros
A campanha petista corre solta na estatal Chesf: matérias e vídeos contra Geraldo Alckmin circulam na rede interna dos funcionários.
Relatório
A Polícia Federal ficou de entregar hoje o relatório sobre a gangue do dossiê. Em Cuiabá, acredita-se que o juiz Jéferson Schneider já o recebeu.
Pirraça
O ministro Nelson Machado (Previdência) não gosta do Rio: 9,60% dos aposentados vivem no Estado, que responde por 11,87% dos pagamentos do INSS, mas permanece subordinado à gerência de Belo Horizonte (MG).
Quase amor
Nada como uma ameaça de processo no Conselho de Ética: enrolado no escândalo da gangue do dossiê, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ficou subitamente simpático. Agora, até cumprimenta os colegas senadores.
Grampologia?
Saia justa no governo baiano: atual diretora da empresa pública Embasa, a ex-secretaria de Segurança Kátia Alves (aquela do grampo), quer US$ 320 em diárias para trabalhar sua tese de mestrado em Portugal, por 21 dias.
Salvamento
Um líder de massas vai ajudar a salvar uma das mais genuínas oligarquias nordestinas: o presidente Lula prometeu a José Sarney fazer um comício no Maranhão, dia 24, para ajudar a eleger Roseana Sarney (PFL) governadora.
Melhor assim
A atual campanha apresentou um ganho importante para a democracia: o fim do marqueteiro como personagem político. Os competentes João Santana (PT) e Luiz Gonzáles (PSDB) são marqueteiros mudos e invisíveis.
Gazeta
Cansado e atordoado, Pedro Simon (PMDB-RS), andava ontem pelos cantos, no ''túnel do tempo'' do Senado, pelas 16h30, sozinho, de mangas de camisa e calça esportiva, enquanto o plenário funcionava normalmente.
Nos trinques
O alagoano Benedito Calheiros Bomfim, um dos maiores juristas brasileiros, completa hoje 90 anos exercendo a advocacia, no Rio. Seu livro ''Dicionário de Decisões Trabalhistas'' é um dos mais vendidos no mundo jurídico.
Processo
O Ministério Público Federal abriu processo de improbidade administrativa contra o deputado tucano Hamilton Casara (RO). Acusa-o de contratar uma empregada doméstica de parentes como assessora parlamentar.
Pensando bem...
...Lula, que passou a vida xingando quem o chamava de ignorante, hoje usa a ignorância do que acontece à sua volta como único argumento de defesa.
Ilegal, mas...
Fezinha para o jogo do bicho: vai dar galo na cabeça. Do Lula.
PODER SEM PUDOR
Flagrante
No final dos anos 60, em plena ditadura, Jânio Quadros - com os direitos políticos suspensos - foi ao lançamento de um livro, em São Paulo. Desconfiou de um fotógrafo e perguntou em que publicação trabalhava.
- Sou free lance - disse o homem, escondendo-se por trás da máquina.
- Free lance nada! O senhor me parece com cara de agente do SNI!
O araponga saiu de fininho e sumiu.
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Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos
www.claudiohumberto.com.br





