''Essa é uma questão que deve ser tratada com muita cautela.''

Ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) sobre uma intervenção federal em Rondônia

'Dominó' nasceu em 2004
A Operação Dominó, da Polícia Federal, que prendeu figurões corruptos de Rondônia, nasceu em 2004 com duas operações secretas - ''Rondônia Livre'' e ''Mamoré'' - do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Agência Brasileira de Inteligência, Ministério Público Federal, Receita Federal e efetivos da Aeronáutica, Exército e Marinha, e a própria PF. As operações mobilizaram dezenas de agentes durante sete meses.

Cassol na mira
O governador de Rondônia, Ivo Cassol, sempre esteve entre os principais suspeitos dos federais. Acham que ele tem ligação com o crime organizado.

Só o começo
Quem investigou em Rondônia garante: só apareceu uma pequena parte da bandalheira. Tem ainda narcotráfico, contrabando de diamantes, etc.

Eliot Ness
As ações secretas em Rondônia foram coordenadas pelo delegado federal Mauro Sposito, que nos últimos anos tem atuado na Amazônia.

Informados
O presidente Lula e o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) foram informados de todos os passos das investigações de Rondônia.

Dinheiro vivo (e proibido)
O PT não deu a mínima às resoluções do Tribunal Superior Eleitoral nem às novas regras estabelecidas pelo Congresso: dos R$ 3,6 milhões até agora arrecadados para a campanha de reeleição do presidente Lula, quase tudo (R$ 3.507.800,00) foram ''depósitos em espécie'', que estão proibidos. Apenas R$ 62,3 mil foram em cheques.

Curiosidade
Acusada de subornar B. Sá (PSB-PI) e Domiciano Cabral (PSDB-PB), a OAS fez a maior doação à campanha de João Paulo (PT-SP), em 2002.

Novo rico
O deputado João Grandão (PT-MS) considera natural sua evolução patrimonial: em quatro anos, pulou de R$ 109 mil para R$ 480 mil.

Morto-vivo
É crítica a situação do ex-presidente do PT José Genoino: candidato a deputado federal, ele já não teria votos nem para se eleger vereador.

Descortesia
O Itamaraty distribuiu nota explicando que a presença da primeira-dama Marisa Letícia na posse do presidente Alvaro Uribe ''reflete a importância que o Brasil atribui ao diálogo com a Colômbia''. Ou seja, nenhuma.

De mal
O deputado peemedebista Eliseu Padilha (RS) tenta arrastar Germano Rigotto e Pedro Simon para a candidatura Geraldo Alckmin. Magoados, eles não querem nem ouvir falar de PSDB no primeiro turno.

Humilhação
Jornaleiros de Belo Horizonte estão revoltados com o prefeito petista Fernando Pimentel, que, além aumentar os impostos, manda policiais armados escoltarem os fiscais que os atormentam diariamente.

Armação
O gaúcho Reginald Delmar Hintz Felker, conselheiro federal da OAB, acha que os quatro ex-presidentes da OAB, que se reuniram com Lula sem o conhecimento da entidade, ''caíram num ardil preparado pelo presidente''.

Precedente
O Conselho Superior do Ministério Público Federal decidiu que até estágio durante a faculdade vale como comprovação de prática forense de três anos, exigência constitucional para o cargo de procurador da República.

Competência
Ana Valadares, nora do ex-secretário da Receita Federal Osíris Lopes Filho, está cotadíssima para ocupar a presidência da Acel, associação que reúne as operadoras de celulares do Brasil.

Custo da Receita
A Receita Federal afirma que as obras da nova aduana entre Foz do Iguaçu e o Paraguai custará R$ 13,956 milhões. Até julho, foram liberados R$ 6.855 milhões. Tudo dentro do prazo previsto, afirma o órgão.

Outra história
O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra lança amanhã, às 17h, no Clube Militar, no Rio, ''A verdade sufocada - a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça''. O livro tem sido boicotado em livrarias.

Quem tem PCC...
O secretário de Segurança de São Paulo, Saulo de Castro, faltou a debate, domingo, na Faculdade de Direito da USP. Era sobre segurança pública.

Pensando bem...
...Israel tem o Hizbolá, nós temos os Sanguessugolá.

PODER SEM PUDOR
Caixa aberto

Assis Chateaubriand marcou época por desenvolver um estilo - digamos - heterodoxo de obter receita para seus jornais. Certa vez, ele convidou o desportista Nicolau Tuma, que mais tarde seria eleito deputado federal, para ser o diretor financeiro dos Diários Associados. Tuma ficou impressionado: não havia vintém em caixa. Chateaubriand mostrou o seu estilo:
- Se houvesse dinheiro em nossa caixa, eu não precisaria do senhor.
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Claudio Humberto, com Teresa Barros
www.claudiohumberto.com.br

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