''Foi aqui (Ribeirão Preto) e em Santo André que tudo começou, que eles aprenderam a fazer corrupção.''

Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, para quem Palocci ''está bichado''

Cortina de silêncio em Bagdá
O Ministério das Relações Exteriores faz silêncio sobre o paradeiro do corpo do engenheiro João José de Vasconcellos Jr, sequestrado e morto em Bagdá. Esta coluna informou há um mês que o governo negociava o pagamento de resgate dos restos mortais do brasileiro, para repatriá-los. Uma equipe negociadora foi enviada pelo Itamaraty ao Oriente Médio, em outubro, mas a falta de informação indica que a negociação fracassou.

Estaca zero
Diplomatas experientes suspeitam que não houve acordo, na hora do acerto de contas com o grupo que dizia ter o corpo de João José em seu poder, e as negociações voltaram à estaca zero. O Itamaraty não quis comentar.

Luxo no lixo
Apareceu um automóvel Omega de luxo na vida do prefeito de Salvador, João Henrique (PDT). Como ele jura que não o comprou, os opositores já optaram por uma hipótese generosa: sua excelência achou o carrão no lixo.

Eu e eu mesmo
O senador José Sarney agradeceu na tribuna a ''generosidade'' de FHC por gravar vídeo elogiando o Memorial Sarney, para ser exibido em sua tevê no Maranhão. Como vaidade pouca é bobagem, falou até na terceira pessoa.

Convento e sem vento
José Sarney também exaltou, em seu discurso, a biblioteca do ex-presidente americano Bill Clinton, mas não explicou que ela fica em área particular de Little Rock, Arkansas, e não em um prédio público.

PT quer 'aparelhar' a Varig
É grande a pressão da CUT e do governo para nomear o ex-secretário de Finanças de Marta Suplicy, Luís Carlos Fernandes Afonso, diretor-financeiro da Varig. Funcionários da empresa estão preocupados: ele sofreu ação civil pública com Marta e estaria proibido de assinar contratos por oito anos.

De cargo em cargo
Fernandes Afonso, que ambiciona a Varig, foi secretário de Toninho do PT em Campinas e de Celso Daniel, em Santo André. Ambos foram mortos. Já no governo Lula, foi diretor-financeiro do Petros, o fundo da Petrobras.

De grão em grão
Na Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa), controlada pela turma de ACM, a diretora Kátia Alves autorizou só este ano R$ 2,5 milhões em despesas máximas de R$ 5 mil - aquelas que dispensam licitação.

Terror na internet
O site claudiohumberto.com.br foi sabotado domingo e segunda. Alteraram senhas e DNS, no Comitê Gestor de Internet (registro.br), para retirá-lo do ar. Foi inútil: a coluna pôde ser lida nos sites dos jornais que a reproduzem. Ocorreu o mesmo com o site do PSDB. O site do PT não foi perturbado.

Retífica CH
O Planalto vai gastar R$ 187,5 mil com a mordomia do Air Force 51 em 45 dias e não em um ano, como informamos. O contrato anual para abastecer a mordomia do Air Force 51 é de R$ 750 mil. Sem contar os termos aditivos.

Fujimoriduto
O ex-presidente peruano Alberto Fujimori, quem diria, tem conta no Banco do Brasil, revela o jornal El Comercio. Quem abriu foi seu cunhado, com a ajuda da nossa embaixada em Tóquio, segundo o periódico.


Fama
A revista ítalo-brasileira ''Fórum Democrático'' chama de ''homicídio premeditado'' o caso do italiano aposentado do INSS Emiliano D'Adda, que ganhou na Justiça o direito de receber um remédio caro contra o câncer. ''A governadora e o prefeito do Rio são cúmplices'', acusa a revista.

Primeiro tiro
A GTech, a Caixa e Waldomiro Diniz saberão, dia 15, o que a CPI dos Bingos pensa deles. Nessa data, o relator Garibaldi Alves (PMDB-RN) apresentará suas conclusões parciais. Não deixará de incriminá-los.

País pinguço
A oposição já quer atribuir ao presidente Lula o crescimento de 70,5% no consumo de bebidas alcoólicas no País. Maldade: o aumento, registrado pela Organização Mundial de Saúde, refere-se aos últimos 35 anos.

Voz do serpentário
Intrigantes contaram a Antônio Palocci que a ministra Dilma (Casa Civil) não fala mais em ''superávit primário''. Ela só menciona ''superávit rudimentar''.

PODER SEM PUDOR
Vaia silenciosa

Tancredo Neves queria popularizar sua candidatura a presidente no Colégio Eleitoral e foi a um comício em Goiânia (GO). Diante da rejeição ao vice, por suas ligações à ditadura, Tancredo pediu ao governador Íris Rezende para evitar vaias a José Sarney. Íris negociou e conseguiu que a esquerda não o vaiasse, mas no dia do comício, praça lotada, apareceram faixas tipo ''Fora, Sarney!''. Ante o olhar de reprovação de Tancredo, Íris deu de ombros:
- Vaiar, ninguém vaiou...
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Claudio Humberto, com Klecius Henrique e Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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