''Não vou dar prazo para acabar''
Ministro Romero Jucá (Previdência) sobre o fim das filas nos postos do INSS

Agência italiana confirma morte
A agência de notícias italiana Ansa confirmou à embaixada do Brasil em Roma, há dias, que está mesmo morto o engenheiro brasileiro João José de Vasconcellos Jr, sequestrado no Iraque em 19 de janeiro no Iraque. Os diplomatas informaram o Ministério das Relações Exteriores sobre o relato de Stefano Poscia, diretor da sucursal da agência italiana em Beirute, citando fontes do governo de Bagdá. O Itamaraty desprezou a informação.

Cala-te, embaixador
Um veterano ex-embaixador da Jordânia está em Brasília para comunicar oficialmente a morte de João José e devolver seus documentos. Foi aconselhado a manter silêncio até conversar com o chanceler Celso Amorim, que se encontrava fora da cidade.

Severino: a semana da vingança
Pressionado pelos derrotados na mini-reforma ministerial, sobretudo os correligionários do PP, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, vai atualizar esta semana um velho adágio popular: vingança agora é prato que se come morno. Ele vai pôr em votação esta semana projetos de fácil rejeição só para impor novas derrotas ao governo Lula, a menos que sejam retirados: a MP 232, que assalta o contribuinte, e unificação do ICMS.

Outra derrota
O PT está perto de amargar a derrota, na Câmara, do ''aumento'' de 0,1% para os servidores. O Sindilegis conta com o apoio de metade dos deputados, difundindo o eslogan ''Reajuste, sim; molecagem, não''.

Sou, sim
Há críticas recebidas com bom humor, no Palácio do Planalto. Por exemplo: o ministro José Dirceu (Casa Civil) adora quando é chamado de ''diabólico'' pelo senador Mão Santa (PMDB-PI). Ri às gargalhadas.

Vingança
Severino Cavalcanti faz de tudo para chatear o presidente da CNI, deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), que negou ajuda à campanha de seu filho a prefeito de João Alfredo (PE). Até se aliou a Paulo Skaf, da Fiesp.

TPD
Assessores do Planalto desenvolveram uma nova forma de estresse: a TPD. É a Tensão Pré-Discurso, sempre que o presidente avisa ''vou falar!'', ao desembarcar do Air Force 51. A rapaziada transpira, rói unhas, etc.

Continuam vivos
O Grupo Ternuma (''Terrorismo Nunca Mais'') celebra dia 31 os 41 anos do golpe de 1964 em ato perto do Congresso, para ''reverenciar as vítimas da fúria sanguinária dos terroristas e agentes da esquerda revolucionária''.

Melô do Severino
Homofóbico assumido, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, já tem melô: ''Vale tudo'', de Tim Maia. É aquela música que diz ''vale tudo, vale o que vier, só não vale dançar homem com homem, nem mulher com mulher''.

Cesta básica
O Ministério da Saúde inicia dia 4 de abril campanha de vacinação de crianças e adultos indígenas, em todo Brasil. Ninguém sabe ainda quando o Fome Zero, do Ministério do Desenvolvimento Social, chegará às tribos.

Povo não entra
O primeiro-secretário do Senado, Efraim Morais (PFL-PB), fez um agrado aos colegas instalados no Anexo 1 do Senado: baixou portaria tornando um elevador do prédio privativo.

O alto clero
Ele é contra o casamento entre gays e pesquisas de células-tronco, além de detestar mulheres nuas na tevê. É católico conservador e a maioria do clero está com ele. Não se chama Severino; seu nome é João Paulo II, o Papa.

Camisa-de-força
O retorno da tese de manutenção da verticalização nas eleições de 2006 é a bola da vez do PT. O trapalhão José Genoino acredita que o mecanismo atrairá os demais partidos a vácuo.

PP do S
O PP de Severino Cavalcanti é o de Pedro Corrêa, Janene & Cia. O diálogo com o Palácio do Planalto seria mais fácil com interlocutores respeitáveis, como os deputados Delfim Netto (SP) e Francisco Dornelles (RJ).

Saco sem fundo
Na Câmara, o PP derrotou o PT, deu aumentos internos e aprovou leis que elevam as despesas do tesouro. Depois da tempestade, veio a gastança.

PODER SEM PUDOR

Nas mãos do povo
Candidato a Presidência da República em 1989, Ulysses Guimarães, fez campanha de poucos recursos. Isto não o impediu de cair nos braços, ombros, e, principalmente, nas mãos ágeis do povo. Ao ser recebido em Campina Grande (PB), Dr. Ulysses foi carregado nos ombros por militantes do PMDB. Na euforia, nem percebeu que um deles meteu a mão no seu bolso, batendo-lhe a carteira.

Colaboraram Klecius Henrique e Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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