CLAUDIO HUMBERTO
''Não é meia dúzia de privilegiados que continuará mandando na Câmara''
Severino Cavalcanti, candidato a presidente da Câmara, pregando o fim do ''baixo clero''
'Herança maldita' na Câmara
O atual presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), deveria se esforçar mais pela vitória de Luiz Eduardo Greenhalgh à sua sucessão: a derrota do candidato do PT poderá deflagrar uma devassa na sua gestão, marcada, no seu final, por denúncia de gastos excessivos em promoção pessoal e contratações. Tanto Virgílio Guimarães (PT-MG) quanto Severino Cavalcanti (PP-PE) prometem investigar essa ''herança maldita''.
BB é uma mãe
O Banco do Brasil do governo Lula ainda não mexeu num velho esqueleto: quarto maior cliente da IBM em todo o planeta, o BB faz compras regulares à multinacional há 29 anos. Sem licitação.
Viva os ruralistas
O governo cede às pressões da bancada ruralista e pode adiar de amanhã para 1º de março o início da vigência do artigo 6º da medida provisória 232, que obriga os produtores rurais a reter 1,5% de imposto de renda na fonte.
Um realizador
Ao tomar posse no governo de Santa Catarina, Luiz Henrique anunciou sua grande realização: uma inédita reforma administrativa. Dois anos depois, ele anuncia a novidade: outra reforma administrativa. A primeira deu oficina...
Ebulição
O PSDB se estranha na briga pelos cargos da mesa diretora no Senado. Antero Paes de Barros (MT), Lúcia Vânia (GO), Alvaro Dias (PR) e Eduardo Siqueira Campos (TO) querem. Mas só há duas vagas para a legenda.
Cartel prospera
Livre da pena por denunciar ao Ministério da Justiça o cartel de 18 empresas de vigilância no Rio Grande do Sul, o empresário Alexandre Luzardo, ex-sócio da Antares, alertou a Secretaria de Direito Econômico que o cartel está ativo na Infraero e Receita gaúchas. A SDE prometeu agir.
Fritura
O Arquivo Nacional, no Rio - subordinado à Casa Civil - não tem restaurante nem lanchonete, mas gastou R$ 4,4 mil com botijões de gás, conforme notas fiscais em poder da coluna.
Novo CEO
Francisco de Mesquita Neto, de O Estado de S. Paulo, agora também é o executivo (CEO) do Grupo Total, de Eduardo Fisher, sócio de agências de propaganda que atendem o Banco do Brasil, a Caixa e a BR Distribuidora.
Aparelho petista
A força do diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio, não é a mesma. Viu preterida sua indicação do novo chefe da Centro de Informática. O veto foi do diretor administrativo Fábio Holanda, petista de carteirinha.
Mais ou menos 24
Aficcionado da série ''24 Horas'', o gaúcho Rogério T. Brodbeck flagrou a edição: ele cronometrou a versão exibida pela TV Globo e descobriu que os episódios têm 45 minutos e não 60, como na versão original da Fox.
Sob pressão
Ciro Gomes (Integração), Alfredo Nascimento (Transportes), Walfrido Mares Guia (Turismo) pressionam por telefone os deputados dos seus respectivos partidos (PPS, PL, PTB) em defesa de Greenhalgh para presidir a Câmara.
Irracionalidade
Um brasileiro saiu de outra cidade para renovar o passaporte, carimbar o alistamento militar do filho e fazer uma procuração, no Serviço Consular da embaixada do Brasil em Washington. Exigiram dele, para cada providência, um envelope diferente, 19 dólares cada. O cidadão descobriu, na pele, que os três setores não se comunicam, embora alojados no mesmo prédio.
Neogaúcho
O mineiro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) tem preferido o chimarrão ao cafezinho, no trabalho. Só não abre mão do pão de queijo.
Tiro na água
A Associação dos Militares Auxiliares e Especialistas entrará na justiça contra a portaria do Ministério da Defesa, que reduziu a 50 a quantidade de munição. Vai alegar que a lei só pode retroagir em benefício do cidadão.
Desembolso
Só para Carlos Lessa não deixar saudades, o ex-ministro Guido Mantega conseguiu aumentar em 28% os desembolsos do BNDES, já no primeiro mês como presidente, segundo levantamento do Banco Central.
Carnaval sem folia
Sob ameaça de não receber janeiro até sexta (7), servidores municipais de Fortaleza prometem greve. Ninguém quer passar o Carnaval liso.
PODER SEM PUDOR
Votos por telegrama
Reza o folclore político goiano que no final dos anos 50 o então deputado federal Anísio Rocha estava preocupado com a sua reeleição, porque o poderoso Pedro Ludovico lançara o filho Mauro Borges para a Câmara, quando lhe ocorreu uma idéia. Mandou um telegrama aos chefes políticos de regiões mais afastadas ''assinado'' por Ludovico: ''Borges já eleito. Descarreguem votos em Anísio Rocha''. Com a dificuldade de comunicação daqueles tempos, não houve tempo para os destinatários confirmarem a ordem telegráfica. E, assim, Anísio conseguiu uma reeleição folgada.
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Colaboraram: Klecius Henrique e Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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