''Aécio seria um presidente carioca''
Prefeito César Maia, ''muy amigo'', sobre o governador Minas que não sai do Rio de Janeiro


Até petistas na pindaíba
Embora tenha gente ''deitando e rolando'' nas finanças do PT, a paralisia do governo Lula tem dificultado a captação de dinheiro para as campanhas do partido. Como as empreiteiras (maiores doadoras) não faturam, não sobra para doações. Segundo um dirigente nacional do PT, estão na maior pindaíba quatro das maiores apostas do Planalto para a eleição de outubro, cujos candidatos não têm dinheiro nem sequer para despesas básicas.

Senhora rejeição
Apesar da recente onda de otimismo, o Planalto espera para os próximos dias más notícias sobre a situação de Marta Suplicy (PT) na corrida pela prefeitura de São Paulo. Sua rejeição é muito maior que a intenção de voto.


Avenida Serra
A avaliação (à coluna) é de importante ministro com gabinete no Palácio do Planalto: com a rejeição de Marta Suplicy superando os 35%, ''o Zé Serra tem uma avenida pela frente''.


Defesa furada
Durou só um programa a tentativa do PT de federalizar as eleições no Rio. Pelas pesquisas, o povo quer saber dos milhões de empregos prometidos. Jorge Bittar voltou aos temas locais, desistindo da defesa do governo Lula.


Gerentão
José Dirceu assumiu gerência do governo, percorrendo repartições com a mesma disposição com que viaja para participar de comícios petistas.


Menino de sorte
Há meses, de segunda a sexta, o Tempra preto placa JFO 8233, da Câmara dos Deputados, chega às 13h50 na escola Maria Montessori, em Brasília. Enquanto o jovem e engravatado pai entra com o garoto, o carro o aguarda com o motor e o ar-condicionado ligados. Ninguém é de ferro.

Pauta temática
Sai amanhã a pauta temática de setembro do Supremo Tribunal Federal, que incluirá a decisão sobre se o Ministério Público pode ou não investigar. A isenção de IPI, um esqueleto de R$ 20 bilhões por ano, também.


Show adiado
Ainda não será desta vez, como queria Duda Mendonça: o 7 de Setembro vai ser marcado novamente por um desfile militar (4 mil participantes) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Nada de show civil.


Herança
Do líder do PFL na Câmara, José Carlos Aleluia (BA): ''Espero que Lula não culpe a 'herança maldita' pela pífia participação do Brasil nas Olimpíadas''.


Viva Daiane
O presidente Lula encomendou à sua assessoria uma homenagem especial à ginasta Daiane dos Santos, quando ele receber em Brasília os atletas brasileiros que foram a Atenas.


Perguntar não ofende
Pergunta sem resposta do senador Heráclito Fortes (PFL-PI): ''Filme sobre o assassinato do prefeito Celso Daniel, do PT de Santo André (SP), teria financiamento autorizado pela tal Agência Nacional de Cinema (Ancinav)?''


Cinto clandestino
Amigo do chefe da Casa Civil desde os tempos da clandestinidade, o paranaense José Mereira não esquece o cinto especial de José Dirceu, em Cruzeiro do Oeste: com zíper por dentro, com dólares para eventual fuga.


Nova acusação
Depois da aplicação de R$ 4 milhões do Ministério da Saúde no mercado financeiro, a secretária de Saúde de Salvador, Aldely Rocha Dias, responde a outra acusação do Ministério Público: gastou excessivos R$ 1,1 milhão para treinar mão de obra em saúde pública para ''festas populares''.


Traíras
Eleito presidente da poderosa Federação das Indústrias de São Paulo, Paulo Skaf acha que foi traído por um empresário do setor petroquímico. Eles por eles: Cláudio Vaz, o derrotado, também se queixa de traição.


Espelho meu
As primeiras informações de que haveria jogo de cartas marcadas em licitações do governo tucano de Simão Jatene, no Pará, denunciado na revista IstoÉ, foram publicadas nessa coluna há mais de dois meses.


Dica de livro
Quando o Brasil se recorda de Getúlio Vargas, uma preciosa dica de leitura é ''Getúlio'' (ed. Record, 434 pp, R$ 44), verdadeiro romance sobre poder, solidão e morte. O autor é o jornalista gaúcho Juremir Machado da Silva.


Bibi- fonfom!
Depois da Olimpíada, a tal auto-estima que Lula tanto apregoou, não é só marca de carro. É revendedora também.


PODER SEM PUDOR

Elevador inimigo
Márcio Thomaz Bastos (Justiça) fugia de declarações sobre a demissão do amigo do presidente Lula do cargo de superintendente da Polícia Federal em São Paulo, esta semana, quando um compromisso fora do ministério o obrigou a deixar o gabinete e quase correr, na tentativa de escapulir pelo elevador. Os repórteres também correram, e só conseguiram alcançá-lo graças a um involuntário amigo da onça do ministro, que chamou o elevador antes dele. Bastos desistiu e, sorridente, rendeu-se aos jornalistas.



Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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