Claudio Humberto
''Contrariando Maquiavel, não gosto de ser temido, gosto de ser amado.''
José Sarney jurando que não pode reverter votos contra o mínimo de R$ 260, no Senado
'Espionagem': nomes aos bois
Os jornais fizeram um pacto de silêncio sobre os jornalistas que - segundo a revista Veja - seriam suspeitos de ''espionagem''. Ambos trabalham no 4º andar do Palácio do Planalto: Ricardo ''Batata'' Amaral, assessor de Luiz Dulci, secretário-geral da Presidência, e Alon Feuerwecker, que substituiu Waldomiro Diniz na subchefia de Assuntos Parlamentares, subordinada atualmente ao ministro Aldo Rebelo (Coordenação Política).
Suspeita absurda
Alon Feuerwecker e Ricardo Amaral trabalharam para o tucano José Serra, mas isso não os torna ''traíras''. Alon é competente e íntegro, foi secretário de redação da Folha de S. Paulo e também assessorou Marta Suplicy.
É fofoca
A coluna tem sido hostilizada por Ricardo ''Batata'', que se desespera xingando jornalistas independentes, mas daí a transformá-lo em ''espião'' não passa de fofoca rasteira.
Fogo amigo
José Dirceu não sabia da operação de vazamento da suspeita de espionagem, mas a contra-espionagem brasiliense jogou na fogueira Swedenberg Barbosa, secretário-executivo da Casa Civil. Outra fofoca.
Pensando bem...
...no Planalto, o ''fogo amigo'' dá para acender pelo menos dez fogueiras gigantes, no São João. Com direito a centenas de rabos de foguete.
Faixa de Gaza
O corredor do 4º andar do Planalto, onde transitam os ministros José Dirceu e Aldo Rebelo e assessores, é a própria ''Faixa de Gaza'': como no Oriente Médio, já não se sabe quem começou ou quem tem razão. A única certeza é que haverá um próximo atentado, uma retaliação, um próximo atentado...
Cadeia para índio
Já está na hora de rever essa história de índio não poder ser punido. Não é mais possível o País assistir índios bandidos, vigaristas evidentes, de Rolex no pulso, matando garimpeiros e maltratando indefesos oficiais de Justiça.
Para todos
A Associação dos Policiais Militares do Brasil critica as autoridades que ''condenaram'' 27 PMs, na trágica execução de três rapazes no Rio, e que não defendem os direitos do agente penitenciário executado em Benfica.
Rebeldia efêmera
Durou poucas horas a súbita ''rebeldia'' do senador César Borges (PFL), após descobrir que o deputado ACM Neto invadira seu reduto, Jequié (BA). Sua indignação cessou por ordem do velho babalaô ACM, como em tudo.
Garotinho na mira
Após a votação do salário mínimo, o ministro José Dirceu promete dedicar-se dia e noite a demolir adversários, novos e antigos. O primeiro da lista - segredou a um senador - é o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho.
Aí tem coisa?
O Ministério Público Federal anda intrigado com as reuniões semanais do deputado José Janene (PP-PR) com seu afilhado Luiz Eduardo Pereira de Lucena, diretor comercial do IRB, o rico Instituto de Resseguros do Brasil.
Infeliz coincidência
Mãe do brasileiro condenado à morte na Indonésia, d. Carolina esclarece: Marco Archer Cardoso Moreira não é Marco Arthur, como suspeita a polícia gaúcha. Um inspetor acha que há ligação entre ele e o traficante preso em Porto Alegre. Marco Arthur Cardoso Moreira, 42 anos, é também do Rio.
Tortura da espera
Recém-chegada da Indonésia, d. Carolina ainda tem esperança de que o filho escape da morte. A família, ligada ao ex-ministro Renato Archer, não suportou a despesa com advogados. Marco está com defensora pública.
Políticas para jovens
Lula recebe hoje propostas políticas públicas para a juventude brasileira, com a participação da sociedade civil, das mãos do presidente do conselho de administração e do presidente do Grupo Telemar, Otávio Azevedo e Ronaldo Iabrudi, e de representantes de várias entidades.
Ela sabe demais
Demitida em licença médica da Comissão da Aeronáutica em Londres, M.B., 48, teme represálias pelo que diz saber do ex-chefe, coronel-aviador: irregularidades graves e até oferta de US$ 500 para ''esquecer o caso''.
Homenagem
O Centro Técnico Aeroespacial retomou o projeto de motores aeronáuticos a álcool, dos anos 1980, paralisado por falta de recursos. Com a decisão, o governo quer evitar o uso de querosene, muito caro. O álcool tem preço mais em conta. Entre os técnicos do CTA, o projeto foi batizado de ''Lulão''.
Fumando espero
Nada mais justo que o presidente tenha sido homenageado com nome de charuto brasileiro, o ''Dom Lula''. Afinal, fazer ''fumaça'' é com ele mesmo.
PODER SEM PUDOR
Pinta de comuna
Miguel Arraes encontrou certa vez, no aeroporto de Brasília, o pefelista Gustavo Krause, que derrotara na disputa pelo governo de Pernambuco. Krause explicou, então, que estava na capital a serviço do partido:
- Sou um tarefeiro... Aliás, eu deveria ser comunista, tenho a maior pinta...
Arraes olhou o pefelista barbudo e concordou:
- Você tem pinta e não é. E eu não sou, mas todo mundo acha que sou...
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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