''Nem o general Golbery (do Couto e Silva) teve coragem de fazer isso.''

(Paulo Paim (PT-RS) sobre o ministro José Dirceu, que deseja destituí-lo da vice-presidência do Senado por suas divergências com o governo)

Escravidão vira mau negócio

O governo vai excluir empresas flagradas praticando trabalho escravo dos programas de incentivos fiscais e do acesso a financiamentos com recursos dos fundos constitucionais, que totalizam R$ 3,8 bilhões. O ministro Ciro Gomes (Integração) pediu e receberá hoje dos colegas Jacques Wagner (Trabalho) e Nilmário Miranda (Direitos Humanos) a ''lista da vergonha'', na qual está a fazenda do deputado Inocêncio Oliveira no Maranhão (PFL-PE).


Café com bobagem

Intragável a estréia de Lula no programa ''Café com o presidente''. Bem alimentado, ele enfiou goela abaixo o ministro Berzoini, que fica no cargo até 2006. Os velhinhos humilhados pensaram que era programa de terror.

Café sem pão

A Radiobras nega aumento decente a funcionários, mas paga R$ 40 mil por mês à produtora paulista Toda Onda, pelo programa de Lula no rádio. Eles fazem a ''Voz do Brasil'', mas não foram convidados para o café radiofônico.

Mesma forma

A ministra Dilma Roussef (Minas e Energia) aderiu ao mesmo penteado da primeira dama, d. Marisa, e da prefeita paulistana Marta Suplicy. Agora só falta pedir o telefone do cirurgião plástico das duas.

Que coisa...

Tá feia a coisa até para agentes e delegados da Polícia Federal. Eles se reuniram num baile, sexta à noite, na AABB de Brasília, com a presença do diretor-geral, Paulo Lacerda. Alegando o temor de calote, os garçons só serviam as mesas após a clientela apresentar documento de identidade.

Já vai tarde

O Brasil ainda espera que se cumpra a ameaça da Taurus, de abandonar o Brasil para se instalar no seu ''melhor mercado'', a terra de George War Bush, em protesto contra as (tímidas) restrições à venda de armas.

Primeiro Desemprego

O ministro José Viegas anunciou a demissão de 56.000 recrutas para economizar R$ 40 milhões. Deve ser a contribuição do Ministério da Defesa para aumentar a clientela do programa Primeiro Emprego.

Bingo!

Ao chamar o ministro interino da Agricultura de ''gerente de vendas'' da Monsanto, o governador Roberto Requião acertou no que não viu. Está no currículo de José Amauri Dimarizio: ''presidente da Braskalb Agropecuária, especializada em pesquisa, produção e comercialização de sementes''.

A firma é rica

O País se chocou com as campanhas milionárias, na TV, pelas seccionais da OAB. Pudera: só a OAB-SP tem um orçamento anual de R$ 60 milhões, superior a três secretarias com status de ministério de Lula (Direitos Humanos, Políticas para a Mulher e Igualdade Racial), mais a Abin.

Espelho meu

O presidente Lula confirmou notícia adiantada nesta coluna há uma semana: a reforma ministerial será decidida no dia 15. E mais ou menos nesse dia, o ministro José Dirceu (Casa Civil) vai iniciar suas breves férias.

Só para inimigos

Marina Silva arrancou gargalhadas de representantes de ONGs, inclusive estrangeiras, ao contar ontem o que ouviu do governador Lúcio Alcântara (CE), ao assumir o Ministério do Meio Ambiente: se tivesse um inimigo, ele o indicaria presidente do Ibama; se tivesse outro, o nomearia para a Funai.

Maus bofes

Ferve a temporada de insultos ao Brasil na imprensa portuguesa. No Correio da Manhã um leitor chamou a Varig de ''Vamos Alternar Disfarçadas de Imigrantes'' (''alterne'' é prostíbulo) e outro rejeitou a ''lixarada brasileira''.

Anistia da memória

Um dos 1.500 ex-cabos da FAB anistiados, Eliezer Figueira, do Rio, espera a pensão desde janeiro. Só um deputado federal, não petista, respondeu às dezenas de cartas que enviou a Brasília. Os anistiados José Dirceu, José Genoino e o primeiro-anistiado Lula, fingiram-se de mortos.

Falha técnica

O presidente Lula perdoou o ministro Ricardo Berzoini pelos maus tratos a idosos com mais de 90 anos. Disse que um craque, às vezes, perde um pênalti. O organizador das peladas de fim de semana no Alvorada cometeu um engano: Berzoini não perdeu um pênalti. Ele fez um gol contra.

A regra é clara

Se Lula acha que não passou de ''pênalti perdido'' a mancada do ''craque'' Berzoini, daqui a pouco a torcida vai exigir a troca do juiz da partida.

PODER SEM PUDOR

Um cigarro para compensar

O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, deixaria Brasília, semana passada, com uma mão na frente e outra atrás, sem conseguir arrancar nem sequer um tostão do ministro Antônio Palocci (Fazenda). No último momento, resolveu ''filar'' um cigarro do ministro. Mão-de-vaca incorrigível, Palocci mostrou que só lhe restava um no maço, mas, cordial, insistiu para que o governador o aceitasse. Cássio acendeu o cigarro e comemorou:
- Deixei o ministro sem superávit...
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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