Claudio Humberto
''É uma tragédia''
Márcio Thomaz Bastos e o assassinato do fotógrafo Luiz Antônio da Costa, de ''Época''
Dormindo com o inimigo
A escolha das agências que vão ratear os R$ 150 milhões da propaganda do governo Lula confirmou uma certeza: Duda Mendonça. Ele apresentou mesmo a melhor proposta. A Lew,Lara, outra escolhida, fez jus à fama de agência competente. Mas espantou o mercado a escolha de um inimigo de Duda Mendonça para a terceira conta: Paulo Tarso, responsável pelas três derrotas de Lula para presidente, com a sua desconhecida Matisse.
Mr. Pancada
Adepto do marketing da pancadaria, o publicitário Paulo Tarso, da Matisse, foi o criador da ''Rede Povo'', usada em campanhas de Lula para atacar a Rede Globo. Eclético, ele prestou serviços até mesmo a FhC.
Companheiro Arnaldo
Nem PT, nem CUT: quem socorreu o sindicalista preso e espancado no porão da Câmara, ontem, foi o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que ameaçou dar voz de prisão a dois PMs truculentos.
Bateu, levou
Se o PT tivesse sido tratado na oposição como hoje trata os opositores, a sede do governo Lula não seria o Palácio do Planalto, mas o Hospital Sarah Kubitscheck, especializado em fraturas e lesões graves.
Quanta diferença
O senador tucano Arthur Virgílio (AM) mira no presidente da Câmara: ''João Paulo precisa ser menos João e mais Ulysses (Guimarães)''. Referia-se ao gesto do dr. Ulysses, ao enfrentar os cães e a polícia de ACM, na ditadura.
Pensando bem...
...o presidente da Câmara tem nome de Papa, mas estatura de coroinha.
Alma do negócio
A pancadaria na Câmara, ontem coincidiu com a renovação por quatro meses do contrato com a agência que faz a propaganda da Casa. A Denison vai embolsar R$ 3,7 milhões até outubro próximo.
JJJ
Quando põe o boné da turma da ''reforma agrária na lei ou na marra'', Lula lembra Jango. Quando bebe, lembra Jânio Quadros. Só falta ''o espetáculo do crescimento'' para a gente se lembrar de um Jota que deu certo, o JK.
Anistia para quem pode
José Dirceu de Oliveira e Silva, ex-Daniel na luta armada, foi anistiado em três meses. O processo 2001.01.03415 do atual chefe da Casa Civil entrou em 29/11/2001 e foi deferido em 19/2/2002. O do ex-presidente da UNE, José Serra também foi vapt-vupt. Acompanhe na internet a estonteante agilidade do Ministério da Justiça em www.mj.gov.br/anistia.
Olha o rolo!
Babá (PT-PA) resumiu os episódios no Congresso: ''É o rolo compressor em cima dos deputados e a tropa de choque em cima dos servidores''.
Saudades de Nini
A repressão policial na Câmara dos Deputados, ontem, teve proporções inéditas. O general Newton Cruz, antigo comandante militar do Planalto, foi muito mais civilizado no tratamento de manifestações contra a ditadura.
Linha direta
Procura-se ''Lulinha Paz e Amor''. Quem souber do seu paradeiro, favor dirigir-se ao 3º andar do Palácio do Planalto e procurar o secretário Gilberto Carvalho. Sua informação será mantida sob o mais absoluto sigilo.
Bate-boca
Durante a manifestação de servidores públicos na Câmara, sobrou até para o líder do PPS na Câmara, deputado Roberto Freire (PE): ''Você também é traidor, seu pelego!''. Freire retrucou: ''Vão falar com o PT, comigo não!''
Outros traidores
Sindicalistas quiseram barrar a entrada do líder do PFL, José Carlos Aleluia (BA), na Câmara, ontem. Ele reagiu: ''A traição é da CUT, não do PFL. Vocês precisam identificar quem está contra os servidores''. Entrou.
Porre de poder
O deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) já descobriu a diferença entre os governos FhC e Lula: ''Fernando Henrique se embriagava com a idéia dos oito anos; o atual presidente só raciocina sobre doze anos''.
Reação
Ao comentar com um colega a liminar do presidente do STF favorável aos servidores e, o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) atacou: ''o Maurício Correia é politiqueiro, quer ser candidato a governador contra a gente, em Brasília''.
PODER SEM PUDOR
Atentado adiado
O presidente Jânio Quadros foi informado em Brasília, certa vez, que teria sido preparado um atentado contra ele em São Paulo. Como precisava viajar a cidade de qualquer maneira, ele chamou o preocupado oficial de gabinete e deu a seguinte instrução, carregada de ironia:
- Procure o general chefe da Casa Militar e diga-lhe para que providencie o adiamento da execução...
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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