''Se o juiz vestisse a camisa do Boca, o que faria a torcida do Santos?''

Senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), criticando o presidente Lula por usar o boné do MST


Ops, escapou

Ao criticar o encontro bizarro de Lula com o MST, o líder do PFL, José Carlos Aleluia (BA), concluiu: ''O presidente deveria vestir as cores do Brasil, e não as do MST''. O presidente da Câmara, João Paulo, exclamou um inesperado ''muito bem!''. Nem dá para negar: a TV Câmara transmitiu.

Truculência atinge OAB

Único ex-presidente da OAB na solenidade que rebatizou de Raymundo Faoro o prédio do Ministério da Justiça, ontem, Reginaldo de Castro foi constrangido pela segurança de Lula a retirar-se do local. A homenagem a Faoro, também ex-presidente da Ordem, foi antecipada aqui. Ele ainda foi seguido pelo subtenente José Luis Bender, que gritou: ''Identifique-se!''. Para Castro, ''talvez Lula não saiba''. E garante: ''Nunca vi tanta truculência''.

É o tchan!

Perto do monumento Sheila Mello, o presidente Lula esteve por instantes diante daquilo que sempre perseguiu na política: a preferência nacional.

Batom na cueca

Waldomiro Diniz, homem de confiança do ministro José Dirceu, deverá ser confrontado com imagens de seu envolvimento com a turma das máquinas caça-níqueis. Ele e Benício Tavares (PTB), presidente da Câmara Distrital do DF, onde Diniz foi assessor parlamentar do governo Cristovam Buarque.

Tipo sóbrio

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), cansou dos ''tipos teatrais'' encenados por Lula: ''Ora ele encena o tipo preocupado, ora o brincalhão. Vou pedir para ele encenar mais um tipo: o de presidente sóbrio''.

Império do calote

O presidente do BNDES, Carlos Lessa, diz agora que os credores da Varig e da TAM terão que ''aceitar perdas nos créditos para que a nova empresa possa nascer sem débitos''. A boquinha não vale para as empresas brasileiras que, endividadas, sobrevivem sem a mão amiga do Erário.

Pensando bem...

...logo o BNDES vai mudar de sigla e de nome, para BNSDE: Banco Nacional da Socialização das Dívidas das Empresas.

Madame BC

Nas festas da metrópole onde residiu, o hoje homem forte da economia brasileira que se vestia de mulher para incorporar ''Cecília'', gostava de ser chamado de ''Beautiful Cecília''. Ou simplesmente ''Madame BC''.

Em campanha

Miro Teixeira (Comunicações) tenta tirar proveito político do aumento das tarifas, mas não impediu que a Sercomtel, controlada pela prefeitura petista de Londrina, reajustasse as suas tarifas em 29%, de uma só tacada.

Lulas e tartarugas

Se Lula quiser fazer caixa rápido, é só taxar os inativos do seu ministério.

Pura nitroglicerina

A execução covarde do subtenente do Exército Alcir José Tomazi, que fazia a segurança de Sandro, filho de 24 anos do presidente Lula, sumiu dos jornais, mas não das preocupações da polícia. Segue uma pista que explica tanto segredo: os criminosos seriam traficantes da região do ABC paulista.

Aldrabice, ó pá

A TV portuguesa RTP mentiu para não destacar o golaço de Ronaldo num jogo beneficente. Preferiu chamá-lo de gordo. O craque acabou de ser campeão espanhol fazendo o que o lusitano Figo não fez: dois gols na final.

Pagou, não levou...

Importante executivo de Brasília pagou à vista, cash, R$ 21.600 por um carro na loja Modello Automóveis, sob a promessa de receber a mercadoria em dez dias. A empresa alegou que foi assaltada logo depois da compra e se recusa a entregar o carro ou a restituir o dinheiro. O caso está na 2 DP.

Exibição de poder

Agente da Polícia Federal armou grande confusão no vôo 2624, da Varig, de São Paulo para Brasília, na quarta. Ela não aceitou que sua arma ficasse sob a guarda do comandante, como manda a lei. Só desistiu de viajar após atrasar o vôo uma hora e incompatibilizar 110 de passageiros com a PF.

PODER SEM PUDOR

Cherri, que cansaço

Júlio Campos (MT) era vice-presidente do Senado e certa vez presidiu uma sessão plenária por quatro horas ininterruptas. Encerrados os trabalhos, ele estava morto de cansado. Sem perceber o microfone ligado, comentou com um assessor, sem a cerimônia que o plenário impõe:
- Cherri (querido, em francês), fechei o balaio.
O plenário caiu na gargalhada.

Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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