CLAUDIO HUMBERTO
Governo cria substituto do Refis
Um quarto das 120 mil empresas que se inscreveram no Refis burlaram o programa, que permitiu o parcelamento de débitos junto ao fisco. Cerca de 30 mil dessas empresas aproveitaram a certidão negativa de débitos para retomarem as suas atividades, inclusive em negócios com o governo, e não pagaram as parcelas. Essa é uma das razões que fizeram o governo não reabrir o prazo do Refis, e substituir o programa por outro, em elaboração, que dificultará a ação de empresários mal intencionados.
Ca-la-do!
O escândalo do grampo na Bahia produziu uma novidade digna de registro: o sempre falante ACM está calado, escafedeu-se. Preferiu ''submergir'', como dizem os marqueteiros, para evitar flagrantes de mentira explícita
Restos a pagar
Além de retomar as nomeações de cargos do segundo escalão nos estados, o ministro José Dirceu, em visita a parlamentares aliados, esta semana, acenou com a possibilidade de liberar recursos dos restos a pagar do orçamento da União, ainda que a conta-gotas.
Festa no Congresso
No dia 13, o governo decidira cancelar R$ 6,8 bilhões dessa rubrica, atingindo em cheio as emendas de parlamentares ao Orçamento de 2002. Diante das queixas, voltou atrás e decidiu adiar por 30 dias o adiamento. Até lá, alguns pagamentos serão feitos. Tudo, claro, com muito critério.
Mão de peteca
Servidores que ainda não receberam o 13º , revoltam-se com a informação de um graúdo do palácio Guanabara, de que a governadora do Rio arrecadou mais de R$ 1,26 bilhão de ICMS em janeiro. Fruto do medo dos empresários após o escândalo dos fiscais. Rosinha Matheus teria dito, em reunião, que prefere fazer caixa para obras públicas.
Os ''300 picaretas''
Um juiz vetou Beira-Mar em Brasília, alegando falta de condições para abrigar bandidos de alta periculosidade. Excesso de lotação?
Prazo impreciso
O prazo de quinze dias após o carnaval, dado pelo PMDB ao governo para selar o acordo de adesão, carece de um esclarecimento: são quinze dias a contar do fim do carnaval oficial, que termina na quarta-feira de cinzas, dia 5; do carnaval carioca, que termina no domingo, dia 9, com o desfile das escolas campeãs; ou do carnaval baiano, que não termina nunca?
Certos médicos
Pergunta inquietante de Xavier Netto, leitor de Brasília:
- ACM, Antônio Palocci e Inocêncio Oliveira são médicos. Você teria coragem de oferecer o braço para um deles aplicar injeção?
Falências
O Banco Central retoma a tramitação do projeto 4376/93, que renova a lei de falências, há dez anos em discussão na Câmara. Passado o Carnaval, o diretor de Política Econômica do BC, Ilan Goldfajn, vai discutir com os deputados a versão final do projeto. O ponto polêmico é o destino dos débitos de empresa quebrada com a Receita, que emperra o projeto.
Festança
Na Bahia, mal começa seu carnaval espetacular e já prepara uma grande festa de São João. A formação de quadrilhas está de vento em popa.
Sem discriminação
Os alunos de Medicina da Uerj passaram a borracha no conflito do vestibular por cotas e pretendem apadrinhar os novatos, tutores dos negros, pobres ou despreparados. Ainda que achem discriminatório e ''imbecil'' o critério implantado no governo Garotinho, consideram mais importante o bom nome da universidade e dos futuros médicos.
Sinais de fumaça
Os Correios parecem em franca decadência: informou ao leitor da coluna que seu Sedex localizado na Itália irá para a Irlanda, com quase um mês de atraso. Sem direto a ressarcimento dos R$ 29 pagos e do prejuízo com o atraso dos documentos, que perderam o prazo. Pode procurar a imprensa, desafiou a funcionária Leila, do Rio.
Fim dos truques
Enquanto o destino de ACM vai sendo selado no Senado, com a iminente Comissão de Ética, a Câmara cuida de fechar essa porta à impunidade. Já tramita projeto de lei que impede que parlamentares suspeitos sejam beneficiados pela renúncia. É do deputado Orlando Desconsi (PT-RS) e prevê a suspensão dos direitos políticos. A começar por ACM.
Desistência
Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio, o poeta Cármine Savino agradeceu ao embaixador Alberto da Costa Silva o convite, mas não integrará a lista que disputa a vaga de Evandro Lins e Silva na ABL.
Vade retro
Na Superintendência da Zona Franca de Manaus, os funcionários torcem para que a nova titular do cargo, Flávia Grosso, não convide para voltar ao departamento de Controle de Mercadorias o engenheiro José Renato Alves, cunhado do seu padrinho governador Eduardo Braga, que há oito anos se envolveu num escândalo com usineiros de açúcar que sonegaram impostos.
PODER SEM PUDOR
A vingança do petista
Convidado pelo ministro José Dirceu para auxiliar na escolha de nomes para o governo Lula, o secretário de Organização do PT, Silvio Pereira, não é conhecido de boa parte da equipe econômica, de origem tucana. Há dias, ele provocou uma reunião com o presidente do Banco do Brasil para tratar de posições inclusive no fundo de pensão Previ, mas Cássio Casseb não lhe deu a menor bola. Não o conhecia. Sílvio se levantou e foi embora. Quando já estava na garagem do prédio, foi alcançado por Casseb, finalmente informado quem era Sílvio Pereira. Mas o petista se vingou:
- Agora sou eu quem não quer falar com o senhor.
Entrou no carro e foi embora.
Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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