Despencam as ações trabalhistas. Isto é ótimo.
Despencou de 571 mil para 295 mil o número de ações trabalhistas no primeiro trimestre de 2018 em relação ao mesmo período de 2017, mostrando que a reforma trabalhista, em vigor desde novembro, retira do Brasil o vergonhoso recorde de 98% das reclamações do gênero no mundo. Mais que isso, criou um ambiente propício ao acordo, abalando o lucrativo negócio de estimular a luta de classes entre brasileiros.

Indústria maldita
Queixam-se da redução de ações advogados e os que gravitam sobre a Justiça do Trabalho, que ganham muito dinheiro com a discórdia.

Custo benefício baixo
A Justiça do Trabalho custou R$21,2 bilhões em 2017 para gerar cerca de R$8,5 bilhões em indenizações.

Pensando duas vezes...
Pedidos de indenização por "dano moral" ou adicional de insalubridade e periculosidade também caíram. Mas a razão é outra.

...ou vai doer no bolso
Agora, pela nova lei, se o pedido de indenização é improcedente, o autor paga os honorários dos advogados da empresa processada.

Justiça Federal tira satélite do controle americano
A Justiça Federal tornou ainda mais severa a decisão da Justiça estadual do Amazonas que proíbe a estatal Telebrás de entregar graciosamente 100% do controle e operação do satélite a empresa dos Estados Unidos. Além de violar os interesses nacional, na opinião da juíza Jaiza Pinto Fraxe, da 1ª Vara Federal Cível do Amazonas, Telebrás viola a lei de licitações, dando o satélite aos americanos.

Perdeu, Kassab
O caso foi parar na Justiça Federal a pedido da Advocacia Geral da União (AGU), que o retirou da Justiça Estadual. Foi pior.

De pai para filho
A empresa americana só teria de pagar US$5 milhões à Telebrás para explorar o SGDC, satélite que custou R$2,8 bilhões ao Brasil.

Contrato suspenso
A decisão da Justiça Federal, que impôs multa diária de R$ 100 mil à Telebrás, suspende o contrato com a empresa americana Viasat.

Pendurado na brocha
O PT está com vergonha de aceitar a filiação do deputado Waldir Maranhão (MA), ex-vice-presidente da Câmara que engoliu corda do governador Flávio Dino (PCdoB) e anulou o impeachment de Dilma.

Agora não serve mais
Waldir Maranhão também foi na conversa de Lula, que lhe prometeu a candidatura do PT ao Senado. Gleisi Hoffmann define nesta terça (3) se aceita a filiação. Agora, o que prestou serviço ao PT, não serve mais

Números golpistas
A patrulha de adoradores de ladrões condenados na Lava Jato vê "golpe" no levantamento mostrando que desde 2016 a ministra Rosa Weber negou habeas corpus semelhantes a 57 de 58 réus, como Lula.

5.048 juízes e promotores contra
O Fórum Nacional de Juízes Criminais (Fonajuc) entregou nota técnica ao STF em apoio à execução da prisão após condenação em 2º grau. Inicialmente tinha quase mil assinaturas. Já atingiu 5.048.

Ninguém tasca
Repercutiu bem entre políticos a opção do ex-presidente da ANTT Jorge Bastos para o cargo de ministro de Minas e Energia. Mas o grupo do atual ministro Fernando Filho quer se manter mandando no pedaço.

Passando a bola
O ex-ministro dos Transportes Maurício Quintella diz ter sido de um "grupo moderador" de senadores a indicação de Daniel Maciel Silva à vaga de Adalberto Tokarski na direção da Antaq, "agência reguladora" de transportes aquaviários. Tokarski incomodava apontando malfeitos.

Prévias no PV
O Partido Verde (PV) vai realizar prévias para determinar quem será seu candidato a Presidência da República. Até o momento o vice-cônsul Celso Nonato e o advogado Hércules Góes estão na disputa.

Prêmio de R$197 mil
Apenas um agente de trânsito do Detran do Distrito Federal recebeu R$ 197.202,67 de salário no mês passado. Justificativa: a "licença prêmio" de R$186 mil foi do agente paga no mês de fevereiro.

Pensando bem...
...após substituir a intimação para prestar depoimento por prisão para depor, blindar corrupto condenado, para o STF, seria café pequeno.

Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO



PODER SEM PUDOR

Atravessando os séculos
O historiador Sérgio Buarque de Holanda (pai de Chico) conversava com o ex-presidente Washington Luís sobre literatura, numa esquina da rua Haddock Lobo, em São Paulo, onde moravam. Um defendia a produção literária do século 18, enquanto o outro preferia a do século 17. Álvaro Augusto, filho de Sérgio, então com dez anos, perdeu a paciência:
- Vocês não são do século 17 nem 18; são do século 20!...
Depois, olhou o cavanhaque branquinho do ex-presidente e corrigiu:
- ...talvez, quem sabe, um pouco do século 19.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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