Temor é que Pacheco boicote redução de preços


“Seguem iguais, não aprenderam nada. Criminosos”

Ministro Onyx Lorenzoni (Trabalho), no dia de mais uma invasão do MST


Temor é que Pacheco boicote redução de preços

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou ontem não ter dúvida de que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vai agilizar e aprofundar o exame da proposta, aprovada por quase 400 deputados federais, alterando o ICMS sobre os combustíveis. Mas, na Câmara, muitos parlamentares duvidam da sinceridade de Pacheco quando, ainda na noite de quarta (13), disse que o País “já não suporta” os aumentos e que o Congresso precisa agir com rapidez contra isso.


Mais do mesmo

Como é habitual, horas depois Pacheco passou a defender interesses dos críticos do projeto, dizendo ser preciso “ouvir os governadores”.


Passando o rodo

Os governadores, que hoje nadam em dinheiro, não querem perder o bem-bom dos bilhões extras gerados pelos aumentos da Petrobras.


Pura ‘embromation’

A promessa de “ouvir os governadores”, na prática, garante holofotes a Rodrigo Pacheco, mas também provocará demora na votação.


Trocando em miúdos

A governista Bia Kicis (PSL-DF) definiu a votação de 4ª-feira: “a Câmara aprovou a redução no preço do combustível”. E o Senado, fará o quê?


Política de lucros força privatização da Petrobras

Bolsonaro parece finalmente convencido da necessidade de privatizar a empresa “pública” Petrobras. A estatal, que se comporta como se fosse particular (pior, submissa a acionistas minoritários), saiu do controle do acionista majoritário, que é o povo brasileiro representado pelo chefe do Executivo. A estatal já não investe e prioriza apenas a distribuição de dividendos. A política selvagem de lucros da Petrobras é o que provoca reações como a do presidente, de simpatia à ideia de sua privatização.


Xô, monopólio

O problema é a definição do modelo de privatização. O primeiro passo é eliminar o seu maior privilégio. Afinal, não dá para privatizar monopólio.


Concorrência, já

Economistas apontam outra providência necessária antes de privatizar: abrir o Brasil para que outras petroleiras concorram com a Petrobrás.


Fatiar é preciso

Outro ponto, antes de levar a Petrobras a leilão, é fatiar a empresa. Quem a comprar não pode concentrar tanto poder no mercado brasileiro.


Passo glorioso

Falou-se muito sobre o projeto reduzindo o preço do combustível, “muito engenhoso”, segundo o experiente ex-ministro Delfim Netto, mas pouco sobre seu autor. Trata-se do deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT), para quem “é somente o primeiro passo, mas um passo glorioso.”


Outra goleada

O presidente da Câmara, Arthur Lira, confirmou: a PEC que altera e amplia a composição do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) será votada terça-feira (19). Espera-se nova goleada.


Ela, não

A CPI falava em “indiciar” 30 pessoas. Passou a 34, a 40 e agora 50. Espera-se que entre estas não esteja d. Déa, mãe do saudoso ator Paulo Gustavo, por não haver permitido a exploração política da morte do filho. 


Camomila na veia

Bolsonaro deve utilizar todo o seu estoque de paciência ao receber o senador “seachão” Davi Alcolumbre. Se o presidente não for capaz de garantir sua difícil reeleição no Amapá, bye, bye, sabatina.


Ato ‘democrático’?

Teria sido “ato antidemocrático” o ataque covarde à sede da Associação Brasileira de Produtores de Soja não fosse a Aprosoja presidida por um bolsonarista. Aliás, a entidade virou alvo exatamente por essa razão.


Vagabundos

O deputado José Medeiros (Pode-MT) ironizou manchetes sobre a invasão da sede da Aprosoja por “trabalhadores rurais”. Ele postou foto dos delinquentes e tascou: “Não tem um trabalhador aí. Só malandro”.


100% nacional

O presidente Jair Bolsonaro comemorou sucesso da bateria de nióbio, que sempre defendeu. “Permitirá carros elétricos recarregarem em 6 minutos. VW e a Toshiba já fecharam parceria para comercializarem”. 


Ferramenta pedetista

Para o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, a acusação de Ciro Gomes de que “Lula participou da conspiração” contra Dilma mostra que Ciro é “uma ferramenta dos golpistas que elegeram Bolsonaro”.


Pergunta na Justiça

O STF vai mandar prender os delinquentes que participaram de ato antidemocrático na sede da Aprosoja?


PODER SEM PUDOR

Sem explicações

 

Temor é que Pacheco boicote redução de preços
Enio
 

Paulo Maluf perdeu a eleição para prefeito de São Paulo, em 1990, apesar do gênio criativo do marqueteiro Duda Mendonça – que fez, a rigor, seu primeiro trabalho importante na área. Duda decidiu explicar as razões da derrota e até pedir desculpas. Maluf não o permitiu: “Meu caro Duda, nunca se explique: para os amigos, não precisa e, para os inimigos, não adianta!”

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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