STF pretendia apenas dar ‘freio de arrumação’
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de abril de 2019
Claudio Humberto 
“Precisamos de vocês para que a chama da democracia não se apague”
Presidente Jair Bolsonaro reitera papel da imprensa na defesa de direitos do cidadão
A decisão do ministro Alexandre Moraes, suspendendo a censura a reportagem considerada ofensiva ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), confirma afirmação do próprio ministro Dias Toffoli à coluna, nesta quinta (18), de que a intenção do inquérito é “dar um freio de arrumação” em uma situação sem controle, com grande volume de fake news e insultos a ministros nas ruas, em eventos e redes sociais.
Defesa da instituição
Toffoli lembra que nunca moveu processos contra seus críticos, mas como presidente do STF tinha obrigação de defender a instituição.
Isolamento no STF
Em vez de solidariedade, isolamento: Toffoli e Moraes perceberam que estavam sozinhos, após da nota de Celso de Mello criticando a medida.
Mordaça na imprensa
Outro ministro veterano, Marco Aurélio, também criticou a censura à revista Crusoé, que preferiu denominar de “mordaça”.
Xingamentos
Além de Dias Toffoli, têm enfrentado críticas agressivas, nas ruas e nas redes sociais, ministros como Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
Direção que afundou Cassi quer comandar o setor
O alto comando da Cassi, plano de saúde de funcionários do Banco do Brasil, está de olho na presidência da Unidas, a União das Instituições de Autogestão em Saúde. O fato gerou pânico entre beneficiários não apenas da Cassi, mas de outros planos de saúde. A avaliação é que essa diretoria é responsável direta pelo rombo de R$377 milhões nas contas do plano do BB. E quer levar essa “expertise” para todo o setor.
Temor geral
A preocupação dos associados da Cassi é o que a atual diretoria da Cassi pode causar nas 138 entidades sob tutela da Unidas.
Causa principal
O rombo nas contas motivou o parecer do diretor de Habilitação da ANS, Leandro Fonseca, pela intervenção na direção fiscal da Cassi.
Por conta
Caso se eleja no próximo dia 28, o novo presidente da Unidas fica à disposição da entidade, mas recebendo salário de R$40 mil da Cassi.
Punição entre aspas
Em meio à polêmica da “censura”, o ministro Dias Toffoli defendeu em entrevista à Rádio Bandeirantes, nesta quinta, o fim da aposentadoria remunerada para “punir” juízes que cometem crimes.
Tranquilo e favorável
Levantamento Paraná Pesquisa entre 13 e 17 de abril, no RJ mostrou que 55,7% da população aprovam o presidente Jair Bolsonaro. O governador Wilson Witzel também está bem: 53,9% de aprovação.
Onde o vento faz a curva
Citado para a embaixada do Brasil nos EUA, o diplomata Pedro Bório foi convidado para um posto um pouco mais distante: Astana, capital do Cazaquistão, a 9.600km de Washington e a 13.500km de Brasília.
Causa em comum
A censura imposta pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) ganhou um apoio curioso: o governador Flávio Dino (PCdoB), conhecido pelas inúmeras tentativas de intimidar os críticos, na imprensa do Maranhão.
Ajuda prorrogada
O Brasil prorrogou até o dia 7 a permanência em Moçambique dos 40 integrantes da Força Nacional e bombeiros de Minas, que participam do socorro às vítimas do ciclone Idai. Estão lá desde 1º de abril.
Mais iguais
Advogados ironizaram a referência ao artigo 5º da Constituição (“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,” etc) no pedido de salvo-conduto coletivo para que procuradores não fossem obrigados a depor no inquérito aberto pelo ministro Dias Toffoli.
A cara do distinto
Homem de rádio e tevê, o deputado Bibo Nunes (PSL-RS) é autor do pedido para instalar reconhecimento facial na Câmara, já em teste na Comissão de Ciência e Tecnologia. Quer estender para toda Câmara.
Vanguarda do atraso
Campeão de burocracia, o Brasil gasta R$ 60 bilhões e duas mil horas de trabalho por ano com obrigações tributárias, segundo o advogado tributário Rodrigo Jacobina. A vice, Bolívia, gasta metade do tempo.
Pergunta aos botões
Para que o STF haveria de manter a censura de algo que todo mundo já tinha lido?
PODER SEM PUDOR

Os feitos de Mem de Sá
De volta à Câmara, o deputado Gustavo Fruet (PDT-PR) era candidato a vereador em 1996, em Curitiba, e visitou escolas com o pai, o saudoso deputado Maurício Fruet. Numa delas, um estudante resolveu testar o candidato, fazendo-lhe perguntas sobre vultos históricos como Juscelino, Getúlio Vargas, Jango etc. Até que atacou: “E Mem de Sá, o que ele fez pelo Brasil?” Maurício resolveu intervir, encerrando o papo e a sabatina do pirralho: “Ele fez o que pôde, meu filho. Fez o possível!”
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Com André Brito e Tiago Vasconcelos
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